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Home Crônicas Alejandro Mercado

2016 começou, mas e daí?

porAlejandro Mercado
15 de janeiro de 2016
em Alejandro Mercado
A A
"2016 começou, mas e daí?", crônica de Alejandro Mercado.

Imagem: Google Images.

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E 2016 começou. Mas e daí? Sim, um pequeno chute no traseiro para iniciar o ano, que, para algumas pessoas, “não começa até depois do Carnaval”. Vá lá que isto é um tanto verdadeiro em nossa realidade. Alimentamos esse execrável hábito através de piadas, geralmente, mas também em nosso dia a dia, em atividades comuns.

É bom ficar claro que este não é um texto de autoajuda. Não pretendo de forma alguma fazer uma lista de atitudes que poderiam mudar essa situação, tampouco ficar dissertando sobre o porquê de sermos assim. Somos, lamentavelmente. E reclamamos de ser. Mas, ao mesmo tempo, gostamos.

Curiosamente, alguns países gostam de trabalhar com brasileiros, especialmente por sua, digamos, “fome de trabalhar”. Não se incomodam de voltar tarde para casa, ou de levar trabalho que impeça você de tomar aquela cervejinha com os amigos. Estados Unidos, Canadá, Índia, China e até o Japão, vejam só, têm aberto cada vez mais postos de trabalho que são ocupados por brasileiros. Afinal, fazemos de tudo para manter um estilo de vida, ou “manter as aparências”, versão brasuca do “american way of life”.

Afinal, fazemos de tudo para manter um estilo de vida, ou ‘manter as aparências’, versão brasuca do ‘american way of life‘.

Curiosamente, também, nem somos o país do mundo com maior número de feriados. Ocupamos “apenas” a sétima posição, dois dias acima dos norte-americanos, empatados com gregos e dois atrás da Espanha, por exemplo. Ainda assim, nosso 2016 só começará depois do Carnaval. Reclamaremos, mas também gostaremos. É ruim a repartição pública e sua burocracia e lentidão em períodos de férias escolares, mas é ótimo dar aquela postergada no trabalho que está ali, na fila, apenas esperando que abramos uma planilha, um programa no computador, um carimbo.

Bom, há de lembrarmos, ainda, que é sonho de muitos brasileiros obter uma vaga no funcionalismo público. Estabilidade, boas remunerações, dependendo do cargo rola até uma ou duas greves no ano. Nesta esquizofrenia que é “ser brasileiro”, amamos e odiamos tudo que se relacione com o Estado. Facilidades para empreendedorismo da população de baixa renda? Não. Aporte do BNDES para gigantes da construção civil? Sim. ProUni para população de baixa renda? Não. Universidade pública para quem tem condições de pagar uma particular? Sim. Sistema Único de Saúde? Sim, desde que eu não tenha que usá-lo. Opinião sobre funcionalismo público? Deficiente, falho, precário. Mas quer fazer parte dele? Sim, muito!

É, talvez tenhamos todos um espírito de funcionário público. Enquanto isso, 2016 começou, e daí?

Tags: BrasilCrônicafuncionalismo público

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