• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

‘Em Nome da Lei’ se perde em trama previsível

Novo longa-metragem de Sérgio Rezende, 'Em Nome da Lei' é um misto de thriller e policial que se perde por conta de um roteiro frágil e esquemático.

porPaulo Camargo
22 de abril de 2016
em Cinema
A A
'Em Nome da Lei' se perde em trama previsível

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

O cineasta carioca Sérgio Rezende é muito lembrado por seus dramas históricos. É dele Lamarca (1994), cinebiografia do oficial do Exército Brasileiro, que se tornou-se um dos heróis da resistência contra a ditadura militar, transformando-se em guerrilheiro, e vivido na tela por Paulo Betti. O filme, lançado antes que Carlota Joaquina – Princesa do Brazil (de Carla Camuratti), foi precursor da Retomada, ao tirar a produção nacional do coma e começar a levar o público de volta aos cinemas para ver filmes brasileiros.

Depois, vieram Guerra de Canudos (1997) e Mauá – O Imperador e o Rei (1999), grandes produções que, embora não sejam desprovidas de qualidades, deixam muito a desejar, talvez porque não busquem, em nome do espetáculo, da grandiloquência, a dimensão mais humana das histórias que contam. Algo que ele havia conseguido com Lamarca e voltou a alcançar com o competente Zuzu Angel (2006), baseado na história trágica de luta da estilista carioca (Patrícia Pillar, no filme), que moveu céu e terra para encontrar o corpo do filho, torturado e morto pelo regime.

Em seu novo longa, Em Nome da Lei, que estreou ontem nos cinemas, Rezende busca um registro mais próximo do cinema de gênero, mesclando thriller com policial, o que já havia experimentado com mais êxito no subestimado Salve Geral (2009), que embora tenha representado o Brasil na briga pela indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, não foi muito visto.

É inevitável traçar paralelos entre Vitor e o juiz paranaense Sérgio Moro, ainda que não tenha sido uma aproximação intencional.

A trama, que se passa entre o Brasil e o Paraguai, tem como protagonista Vitor, um juiz relativamente jovem, obstinado e idealista, que chega a uma cidade corrupta e tenta mudar a situação, com a ajuda da procuradora Alice (Paolla Oliveira). Os inimigos são previsíveis: políticos e policiais corruptos e criminosos – o vilão, El Hombre, é vivido por Chico Diaz.

É inevitável traçar paralelos entre Vitor e o juiz paranaense Sérgio Moro, ainda que não tenha sido uma aproximação intencional. O personagem de Mateus Solano parece ter sido moldado à imagem e semelhança da sua persona pública.

O longa, no entanto, nunca decola. Tem um roteiro esquemático, previsível – o caso de amor entre Vitor e Alice é uma imposição dramática desnecessária, folhetinesca, que esvazia o filme, cheio de lugares-comuns e diálogos pífios. Rezende já foi bem melhor.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Chico DiazCinemaCinema NacionalCrítica CinematográficaEm Nome da LeiFilm ReviewMateus SolanoMovie ReviewPaolla OliveiraResenhaSérgio RezendeSuspensethriller

VEJA TAMBÉM

Josh O'Connor e Paul Mescal dão vida aos personagens da história criada por Ben Shattuck. Imagem: Film4 / Divulgação.
Cinema

‘A História do Som’ transforma silêncio e música em gesto de amor contido

3 de março de 2026
Jane Fonda em Hanói, no Vietnã. Imagem: Pentimento Productions / Divulgação.
Cinema

‘Jane Fonda em Cinco Atos’: as muitas vidas de uma estrela ativista

26 de fevereiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Howard Zinn em Nova York, 2008. Imagem: Marc Dalio / Reprodução.

‘A bomba’ revisita Hiroshima para expor a engrenagem moral da guerra moderna

4 de março de 2026
A escritora Manoela Sawitzki. Imagem: Omar Salomão / Divulgação.

Em ‘Filha’, Manoela Sawitzki expõe as feridas na relação entre pai e filha

4 de março de 2026
Josh O'Connor e Paul Mescal dão vida aos personagens da história criada por Ben Shattuck. Imagem: Film4 / Divulgação.

‘A História do Som’ transforma silêncio e música em gesto de amor contido

3 de março de 2026
Autora tem provocado intensos debates na esquerda francesa com sua obra. Imagem: Reprodução.

‘Fazer justiça’ analisa o avanço do punitivismo dentro dos movimentos progressistas

2 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.