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O jogo da autoironia é a chave do humor em ‘The Comeback’

'The Comeback' apresenta uma narrativa híbrida entre os elementos da ficção e da realidade.

porMaura Martins
24 de março de 2015
em Televisão
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Na pele da atriz Valerie Cherish, Lisa Kudrow traz à personagem uma atuação comovente

Na pele da atriz Valerie Cherish, Lisa Kudrow traz à personagem uma atuação comovente. Imagem: Reprodução.

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Em um estudo muito conhecido entre os pesquisadores de comunicação, o escritor Umberto Eco aponta a existência de um fenômeno que opõe quem fala olhando para a câmera e quem fala sem olhar para ela. Basicamente, a diferença seria: quem fala olhando para a câmera representa a si mesmo (por exemplo, um jornalista que reporta uma notícia), enquanto quem fala sem olhar para ela representa um outro (por exemplo, um personagem em um programa de ficção). Quem não olha para a câmera finge estar fazendo algo que aconteceria se ela não existisse, enquanto quem olha para a câmera está ressaltando o fato de que ela existe e que a sua fala acontece justamente em razão de sua existência.

A chave do humor da subestimada série The Comeback está justamente na mistura caótica entre todos estes códigos, e em como sua narrativa, como um jogo, consegue fazer sentido a nós, espectadores. O seriado, de apenas duas temporadas, é estrelado pela atriz Lisa Kudrow (a eterna Phoebe Buffay de Friends). Aqui, ela vive Valerie Cherish, uma comediante que estrelou uma série de muito sucesso nos anos 80 e que agora tenta a todo custo resgatar a fama (fica claro aqui que o jogo da autoironia, certamente, é um dos principais fatores de humor de The Comeback) fazendo uma ponta em Room and Bored, um seriado ruim cheio de astros sarados da nova geração e, ao mesmo tempo, filma um reality show sobre ela mesma. De protagonista, ela se vê agora como a personagem da tia velha rabugenta, ao mesmo tempo em que continua esperando pelo seu grande momento.

A grande sacada da série é oferecer ao público uma narrativa construída apenas pelos registros das câmeras presentes entre os personagens. Ou seja, tudo aquilo que vemos em The Comeback são apenas os momentos em que os atores estão cientes de que estão sendo filmados.

Na segunda temporada, Valerie ingressa em um novo programa, Seeing Red, uma “dramédia” escrita pelo antigo roteirista de Room and Bored a partir da reconstituição dos conflitos nos bastidores das gravações da série gravada na primeira temporada. Este jogo pelo reconhecimento de uma “realidade encenada” em detrimento do “mundo real autêntico” (reforçado pelas várias celebridades reais que aparecem ao longo do seriado, como Ru Paul e Seth Rogen), como se ele de fato existisse, é afinal o trunfo de The Comeback – especialmente porque o truque não costuma ser tão explorado na televisão quanto no cinema, em formatos estilo “mockumentary”, como A Bruxa de Blair e Cloverfield.

A grande sacada da série é oferecer ao público uma narrativa construída apenas pelos registros das câmeras presentes entre os personagens. Ou seja, tudo aquilo que vemos em The Comeback são apenas as situações em que os atores estão cientes de que estão sendo filmados. São hilários os momentos em que a trupe do reality show de Valerie causa embaraços às pessoas que cruzam com ela, ou nas cenas em que seu marido esquece da câmera escondida no quarto do casal e solta alguma informação muito constrangedora.

Conta ainda a favor da série a atuação comovente de Lisa Kudrow, que consegue manter sua Valerie numa linha tênue entre uma mera “louca pela fama” e alguém que realmente está atrás apenas de uma segunda chance na vida. A busca desesperada pelos holofotes por Valerie Cherish e suas inúmeras situações de “vergonha alheia”, bem como a enigmática trama, tornam The Comeback uma espécie de pequena obra-prima para quem gosta de televisão.

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