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‘The 42nd Street Band’: Renato Russo: um homem da ficção

Em 'The 42nd Street Band', Renato Russo cria banda ficcional para afastar os tempos sombrios que passou numa cama.

porJonatan Silva
2 de dezembro de 2016
em Literatura
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Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

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Os planos de Renato Russo eram depois dos 40 anos deixar a música e se dedicar inteiramente à literatura e/ou cinema. Os planos foram seguidos, mas somente após a sua morte. A ligação do vocalista da Legião Urbana era gigantesca e transpareceria facilmente nas suas músicas – ”A Tempestade” (Shakespeare), “A Montanha Mágica” (Mann), “La Nuova Gioventú” (Pasolini) só para citar exemplos óbvios e rápidos. O jornalista Arthur Dapieve, na biografia O Trovador Solidário, conta que, no ensino fundamental, Renato era um aluno prodigioso em suas leituras, chegando a “assombrar” seus professores.

Com uma relação tão íntima e intensa com a literatura, é natural que o cantor também escrevesse ficção. A Companhia das Letras, que está responsável pelo espólio de Renato, lançou há pouco The 42nd Street Band (216 páginas), espécie de roman à clef e diário de uma banda imaginária – que dá nome ao livro. Totalmente escrita em inglês, e traduzida pelo curitibano Guilherme Gontijo Flores, a obra narra a história de Eric Russell, pseudônimo de Russo – que à época ainda era Manfredini – e líder do grupo.

O que se percebe é que ali nascia o embrião do rockstar que habitava Renato, que anos depois formaria o Aborto Elétrico, a primeira banda punk de Brasília e foco da cena musical que “assolaria” a cidade em seguida.

The 42nd Street Band foi formada em Londres, em 1974, pelos heróis do autor na juventude e alguns personagens que o próprio Renato criou enquanto estava acamado por conta da epifisiólise, uma rara doença óssea. Foi durante esse tempo de molho que exercitou suas habilidades como letrista e escritor, chegando a ter cartas publicadas nos semanários New Musical Express e Melody Maker (sempre assinando como Eric Russell).

Para fã

Até certo ponto, o livro só faz sentido para que é fã de Renato ou da Legião Urbana. Uma verdadeira colcha de retalhos, que precisou ser costurada por Tarso de Melo, The 42nd Street Band é interessante do ponto de vista histórico e, claro, pessoal, mas não é uma peça ficcional fundamental ou indispensável.

O livro é delicioso e instigador, mas pelas referências aos anos 60 e 70, apresentando um adolescente maduro – Renato tinha entre 15 e 17 anos. A história começa com o encontro de Eric com dois primos, Nick e Jesse, para depois seguir até a formação do grupo. Quem conhece a história de Russo sabe que ele teve um primo muito importante na sua formação – inspiração para “Dado viciado” e “Construção civil” – com quem chegou a ter um caso, que escandalizou toda a famílias.

The 42nd Street Band está cheio de referências autobiográficas. É preciso caçá-las e essa é uma diversão à parte. Como um álbum redux, o livro possuiu bônus tracks, que são textos filosóficos escritos por Russell – inclusive um texto supostamente escrito em sueco. No final, o que se percebe é que ali nascia o embrião do rockstar que habitava Renato, que anos depois formaria o Aborto Elétrico, a primeira banda punk de Brasília e foco da cena musical que “assolaria” a cidade em seguida.

THE 42nd STREET BAND | Renato Russo

Editora: Companhia das Letras;
Tradução: Guilherme Gontijo Flores;
Tamanho: 216 págs.;
Lançamento: Outubro, 2016.

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Tags: Aborto ElétricoBook ReviewCompanhia das LetrasCríticaGuilherme Gontijo FloresLegião UrbanaLiteraturaMúsicaPier Paolo PasoliniRenato RussoResenhaThe 42nd Street BandThomas MannWilliam Shakespeare

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