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Home Música

Cultura negra e LGBT como ponto de partida para a obra de Jeza da Pedra

porRenan Guerra
2 de julho de 2018
em Música
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Jeza da Pedra

O rapper carioca Jeza da Pedra. Imagem: João Pacca.

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De forma curta, Jeza da Pedra é uma bicha preta e carioca fazendo música. Se adentrarmos mais nisso, veremos que suas intenções são amplas: não se deixar cair em tags que o limitem, não se deixar perder pelo mercado e ter a liberdade de criar e ser o que é.

Intenções fortes, mas que acabam gerando canções acessíveis e pops, que servem para dançar, se envolver e se apaixonar. Em 2017, Jeza lançou o EP Pagofunk Iluminati, trabalho que parte do rap para transitar em diferentes universos, que vão do brega ao pagode, mesclando cultura negra e LGBT de forma forte. É nesse trabalho de pouco mais de 10 minutos que encontram-se pedradas como “Terrorista Viado” e a icônica “Abafar Loló”.

Em 2018, Jeza da Pedra apresenta seu lado mais romântico com a faixa “Junto ao meu lado”, gravada com participação de Sofia Vaz, da banda Baleia, e de Migué. Swingada, a canção apresenta um lado mais suave do artista e prova a sua versatilidade em flertar com a MPB e o R&B de forma livre. Ouça:

Agora em julho, Jeza parte para a Alemanha, onde se apresentará na Parada LGBT de Colônia, a segunda maior da Europa. Na volta, ele se prepara para abrir o show de Letrux, no icônico Circo Voador. É sobre todas essas credenciais que conversamos com Jeza da Pedra: sua versatilidade, sua relação com o rap e seu orgulho de ser gay. Confiram nosso papo:

‘Você pode fazer o que quiser, sendo quem você é e não tem obrigação de se encaixar nos ditames de porra nenhuma.’

Escotilha » Seu trabalho é um misto de diferentes gêneros, como o funk, o rap, o pagode, entre outros. Poderíamos enquadrar as suas referências e a sua produção dentro do que a Sandra de Sá chama de MPB – Música Preta Brasileira?

Jeza da Pedra » Acho que é bem por aí mesmo. “Música Periférica Brasileira” também funcionaria bem. As minhas principais referências vêm do rap, funk, pagode, da música eletrônica independente da Bahia e por aí vai.

Acho muito importante a gente dizer “um rapper gay”. A gente se afirmar e ter orgulho disso é importante para ocupar esses espaços. Como você percebe isso na sua carreira?

É importante a partir do momento em que eu esteja comprometido em dar visibilidade a pautas importantes relacionadas aos direitos e bem-estar de pessoas LGBTQ+, de pessoas que se identificam com a minha realidade, para que elas acreditem que é possível fazer arte sem jogar o game do mercado, sem repetir fórmulas emburrecedoras, musicalmente falando, e ocupar espaços que em outros tempos eram hegemônicos. É sobre se posicionar perante o mundo e ligar o modo foda-se e ser feliz fazendo o que gosto e não o que esperariam que você ou eu fizesse. Você pode fazer o que quiser, sendo quem você é e não tem obrigação de se encaixar nos ditames de porra nenhuma. Eu me reconheço como mais uma bicha vida loka que largou 8h de trabalho por dia + plano de saúde para viver integralmente o passo a passo da construção de um sonho.

Jeza da Pedra
Jeza da Pedra. Imagem: João Pacca.

Falando em rap, nós temos uma cena muito diversa atualmente, que vai desde algo mais pop e romântico até os trabalhos distintos de gente tão diferente como Baco Exú do Blues, Don L, Gloria Groove, Rico Dalasam, Tássia Reis. Como você se enxerga em meio a esse cenário?

Eu fico muito lisonjeado do meu trabalho figurar entre essas/esses artistas tão talentosas/talentosos, que eu tanto admiro. Todas essas pessoas enriquecem a música brasileira e quebraram parâmetros de uma maneira tão peculiar e verdadeira que chega a ser difícil não estar apenas agradecido de ter o meu nome associado à cena de rap nacional.

E como você se percebe frente aos outros gêneros, já que você, por exemplo, abrirá o show da Letrux e canta com a Sofia Vaz, do Baleia.

Eu me percebo como água parada almejando oceano aberto (risos). O Pagofunk Iluminati é a prova do quanto eu tô cagando pra tentativa de nomenclaturarem a minha arte. O mundo já tá noiado demais com gente sugerindo e impondo classificações, e eu honestamente não fraternizo dessa vontade de enquadrar determinadas coisas em determinados lugares. Eu pago muito pau pra música brasileira, porque tem mina incrível igual a Letícia e a Sofia fazendo som que não deixa nada a desejar pra produção gringa. É um grande privilégio poder trocar experiências com essas duas mulheronas da porra!

Além disso, o que você tem ouvido de novo, que tem te instigado e inspirado?

A minha playlist de favoritos é um grã-fervo, mas eu tenho escutado e acompanhado bastante o MC Hiran, a Luciane Dom e o Valciãn Calixto. Baiana System e Baco Exu do Blues, na minha opinião, são aquilo que o Brasil têm de melhor. Mas aí tem o corre da Azizi MC, Dellacroix e Alice Guél que são uma porrada de mão fechada na cara da sociedade. Da gringa, eu pirei com o último álbum do Nas (produzido pelo Kanye West) e pela descoberta da Laura Mvula e da Titica. A música do Tiganá Santana refrigera a minha alma e a Alcione e o Ferrugem despertam o meu lado fã histérico (risos).

“Junto ao meu lado” é mais romance, mais swingada. Ela define novos caminhos na sua carreira, como um lado mais suave e apaixonado?

“Junto ao Meu Lado” é uma canção muito especial porque eu a compus inspirado em um grande amor – daí a faceta suave e romântica. É uma música que expandiu meus horizontes e me fez abraçar um lado mais vulnerável que eu tinha receio de explorar. Sobre o álbum de estreia, o que posso dizer por ora é que estou amando o processo de produção e a sensação de vê-lo nascer é bem parecido com estar apaixonado: é bem mind-fucking.

NO RADAR |  Jeza da Pedra

Onde: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro;
Quando: 2017;
Contatos: Facebook | YouTube | Instagram

Ouça ‘Pagofunk iluminati’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Baco Exú do BluesBaleiaCrítica MusicalEntrevistafunkJeza da PedraLetruxLGBTMPBMúsicaPopRap

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