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Crítica: ‘The Valley’: a metáfora do Líbano – Olhar de Cinema

Em 'The Valley', de Ghassan Salhab, no vale paradoxal entre explosões e silêncios, a atmosfera é de tensão, de ameaça do outro e de si mesmo.

porAline Vaz
16 de junho de 2015
em Cinema
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'The Valley': a metáfora do Líbano

Imagem: Divulgação.

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À primeira vista The Valley (Ghassan Salhab; 2014) narra as consequências de um acidente de carro, quando um homem perde a memória e caminha por uma estrada deserta, até que encontra algumas pessoas com problemas mecânicos e as ajuda consertar o veículo. Gratos, o levam para casa, mas essa decisão pode transformar seus destinos.

Exibido no 4º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, parte da mostra Outros Olhares, o filme contou com uma grande plateia e a presença do diretor e roteirista, Ghassan Salhab, que respondeu perguntas no debate ao fim da sessão. Dentre as respostas do realizador, surge uma alusão a Rimbaud, “eu sou o outro”. No vale paradoxal entre explosões e silêncios, a atmosfera é de tensão, de ameaça do outro e de si mesmo. A cena inicial mostra a montanha mais alta do Líbano, fronteira com a Síria e Israel, em uma metáfora que evidencia as fronteiras bombardeadas por conflitos internos, evidenciados na solidão da estrada, por qual caminha o homem ferido.

Durante a conversa com o diretor, ele faz questão de ressaltar que antes de falar dos problemas pelos quais o Líbano enfrenta, ele quer falar de cinema como um todo; antes de falar de representações, ele fala de metáforas. Salvo na última parte do filme, nunca vemos o bombardeio, temos as explosões, mas não são de bombas, sentimos uma ameaça, mas não percebemos os pressupostos externos.

Apesar de o filme ser uma metáfora, há um cuidado para que o espectador saiba onde a narrativa é construída.

Apesar de o filme ser uma metáfora, há um cuidado para que o espectador saiba onde a narrativa é construída; as transmissões de rádio são para que saibamos onde é esse lugar, onde vivem esses personagens que se perdem em si mesmos, bombardeados pela ameaça do não dito.

Enclausurados por montanhas que não podem ser ultrapassadas, conhecemos personagens que se perderam no caminho; quando se encontram na estrada já não sabem para onde ir, mas é quando ficam juntos que percebem a ameaça de si mesmo no outro e tudo começa a ruir. O vale é bombardeado, todos os moradores da vila fogem, mas os personagens de Ghassan Salhab não podem fugir de si mesmos.

O que mais chama a atenção no filme de Salhab é o modo de criar metáforas e metonímias, para tratar de um assunto sempre representado de maneira explicita, com aquele velho objetivo de representar o real, de criar documento histórico com imagens fiéis em uma percepção estereotipada. Uma guerra não é feita apenas de armas, aviões e soldados, ela também é feita de rotinas diárias, lutas internas e explosões no meio do caminho, sons e silêncios dialogam e discutem, ecoando a própria consciência, que após o trauma prefere perder a memória.

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Tags: CríticaCrítica de CinemaFestival Internacional de CuritibaGhassan SalhabLíbanoOlhar de CinemaOutros OlharesThe Valley

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