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Crítica: ‘Story of Judas’ evita os vícios das narrativas bíblicas – Olhar de Curitiba

'Story of Judas', de Rabah Ameur-Zaïmeche, oxigena o relato sobre Judas ao escapar das cenas mais tradicionais associadas à jornada de Jesus.

porMaura Martins
17 de junho de 2015
em Cinema
A A
Com fotografia impecável, 'Story of Judas' evita os vícios das narrativas bíblicas

Imagem: Divulgação.

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O longa-metragem Story of Judas (Histoire de Judas, 2015) triunfa em sua proposta pela leitura original que faz sobre o mais famoso traidor bíblico. A obra francesa renova ao propor uma redefinição de Judas não mais como a grande decepção de Jesus, mas como seu amigo mais próximo – leitura, portanto, que se aparenta à feita por Martin Scorsese em A última tentação de Cristo.

Em Story of Judas, ele é retratado como seu servo mais fiel, capaz de se colocar à frente de todo tipo de inimigo para defender seu messias. Esta busca na renovação do “gênero bíblico” se evidencia, por exemplo, em algumas das cenas mais surpreendentes – por não pertencer à narrativa que imaginamos ao personagem – em que Judas destrói todos os manuscritos de um escriba que seguia Jesus para registrar suas falas, e é brutalmente contra-atacado por ele em cena sequente. A inserção destes episódios se sustenta em certas leituras históricas de que a versão da traição de Judas teria sido uma fabricação de um escriba vingativo. Mesmo a morte “tradicional” de Judas, por enforcamento, é deixada de lado.

Story of Judas respira ao explorar como estratégia narrativa a grande quantidade de elipses: foge das cenas tradicionais do julgamento de Cristo, da última ceia, do flagelo e morte de Jesus.

Com fotografia e direção de arte impecáveis, o filme do diretor franco-argelino Rabah Ameur-Zaïmeche (que também participa da obra como ator, interpretando o próprio Judas) agrada aos olhos ao trazer uma encenação realista, condizente ao que os habitués dos filmes bíblicos esperam (vemos uma Galileia repleta de ruínas, terra e horizontes ensolarados, tal qual a que pertence ao imaginário do público).

Por outro lado, a obra respira ao explorar, como estratégia narrativa, a grande quantidade de elipses: foge das cenas tradicionais do julgamento de Cristo, da última ceia. A própria cena central da Paixão de Cristo – o flagelo e morte de Jesus – é suprimida da história.

Jesus é condenado e ressuscita sem que haja o enfoque espetacularizado em seu sofrimento. Há bastante coragem, diria, em recontar a mais tradicional história da humanidade em um relato repleto de ausências inesperadas.

Ainda que acerte em vários aspectos – por exemplo, na humanização de Poncio Pilatos, que chora após condenar o messias -, a obra peca justamente por enfatizar com parcimônia em Judas, por construí-lo com poucas tintas. O foco, inevitavelmente, permanece sobre Jesus e sobre sua jornada tantas vezes recontada.

Ainda que a personificação de Judas por Ameur-Zaïmeche seja bastante competente, sua construção enquanto personagem, repleto de convicções inabaláveis, tornam-no menos profundo que o Judas de Harvey Keitel no já citado clássico de Scorsese.

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Tags: A última tentação de CristoCinemaCrítica de CinemaFestival Internacional de CuritibaHarvey KeitelHistoire de JudasJesus CristoJudasMartin ScorseseOlhar de CinemaPaixão de CristoRabah Ameur-ZaïmecheStory of Judas

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