• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

Republicação de Antonio Candido pela Todavia reforça sua importância

Anunciada pela Todavia, republicação de obras de Antonio Candido reforça a importância do intelectual brasileiro, falecido em 2017, para além da literatura.

porAlejandro Mercado
21 de março de 2023
em Literatura
A A
Republicação de Antonio Candido pela Todavia reforça sua importância

Autor será relançado pela editora Todavia. Imagem: Escotilha.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Pensar em literatura brasileira sem passar pela obra de Antonio Candido é impossível. O autor foi um dos primeiros a compreender a importância da relação entre literatura e sociedade no Brasil. Agora, Candido, falecido em maio de 2017, terá sua obra relançada pela editoria Todavia a partir deste mês.

A coleção anunciada pela editora conta com Formação da literatura brasileira, Os parceiros do Rio Bonito, Literatura e sociedade, O discurso e a cidade e Iniciação à literatura brasileira, todos previstos para este ano. Em 2024, a Todavia programou duas levas de lançamentos, dividindo os seguintes títulos: Vários escritos, Um funcionário da monarquia, Teresina etc., A educação pela noite, Brigada ligeira, O método crítico de Silvio Romero, Ficção e confissão, O observador literário, Tese e antítese, Na sala de aula: cadernos de análise literária, Recortes e O albatroz e o chinês.

O Brasil (e a literatura) de Antonio Candido

Antonio Candido na biblioteca de Sérgio Buarque de Holanda, também doada para a Unicamp
Antonio Candido na biblioteca de Sérgio Buarque de Holanda, também doada para a Unicamp. Imagem: Unicamp/Acervo/Reprodução.

Candido é um dos maiores críticos literários que o Brasil já teve, e seu legado é imenso. A republicação de seus livros permite que uma nova geração de leitores tenha acesso à obra desse grande pensador, mantendo acesa a chama também para pesquisadores, uma vez que suas publicações seguem sendo objeto de estudo e interesse em diversos campos.

Antonio Candido deixou uma extensa e fundamental coleção de obras, imprescindíveis à compreensão da literatura brasileira e o desenvolvimento de uma teoria crítica que levasse em consideração a diversidade cultural e social do Brasil.

Em Formação da Literatura Brasileira, obra seminal de Candido que se tornou clássico dos estudos literários no Brasil, o autor apontou como fatores sociais, históricos e culturais influenciaram a produção literária no país. Ali, Candido propôs um método em que explicava como era preciso entender a literatura de forma dinâmica, “pensando no autor, na obra e na recepção de seu contexto”, como explicou a historiadora Lilia Schwarcz.

“Antonio Candido é também um intérprete, e esse é o seu grande legado”, contou em entrevista à revista da Unisinos, à época da morte do pensador. “Ele é o interprete do país, seja nos seus textos de crítica literária, seja em [obras como] Os parceiros do Rio Bonito, etnografia sobre esses e outros brasis”, afirmou.

Debatedor do país

Debatedor do país
Autor faleceu em 2017. Imagem: Guilherme Maranhão/Itaú Cultural/Reprodução.

Pensar em literatura brasileira sem passar pela obra de Antonio Candido é impossível.

Em Literatura e Sociedade, o crítico discutiu como a literatura é influenciada pelo contexto social em que são produzidas e de que maneira ela seria capaz de influenciar e transformar esse mesmo contexto. “Antonio Candido é um autor fundamental, pois nos ensina a ficar nessa corda tensa e bamba entre a obra e seu momento e nos dois ao mesmo tempo”, citou a historiadora.

Especialmente no campo da Teoria Literária, Candido é uma fonte rica de inspiração e reflexão crítica. Sua busca por compreender a relação entre forma e conteúdo, bem como os aspectos estilísticos e estruturais das obras literárias, são um marco no campo.

O mesmo pode ser dito da já citada contribuição na compreensão das dinâmicas complexas que permeiam a produção literária, incluindo as relações entre diferentes “literaturas nacionais” e a forma como se influenciariam mutuamente. “A literatura sempre foi para ele uma forma privilegiada de falar sobre o Brasil, entendê-lo e se preocupar com ele”, pontuou Lilia Schwarcz.

Sua obra continua atualíssima, sobremaneira pela capacidade de traduzir o acadêmico, o erudito, para uma linguagem simples, que se conecta com um olhar astuto sobre o Brasil, como fez em Um funcionário da monarquia, que permite, ainda, entendermos como funcionam nossas elites, de que forma são construídas, e como se estrutura o funcionalismo público no país até hoje.

Por tantas contribuições, é de se comemorar sua republicação. Em um tempo de debates ausentes, sua obra segue (e seguirá) sendo contribuinte para pensar o Brasil de ontem, hoje e amanhã.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Antonio CandidoCrítica LiteráriaEditora TodaviaLilia SchwarczLiteraturateoria literária

VEJA TAMBÉM

A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.
Literatura

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Juliana Belo Diniz desafia o biologicismo e recoloca o sofrimento mental em seu contexto humano. Imagem: Juliana Veronese / Divulgação.
Literatura

‘O que os psiquiatras não te contam’ e a urgência de devolver complexidade à saúde mental

19 de dezembro de 2025

FIQUE POR DENTRO

A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
Rose Byrne brilha em 'Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria'. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria’: a maternidade em ruínas

29 de janeiro de 2026
Jessie Buckley e Paul Mescal em 'Hamnet'. Imagem: Focus Features / Divulgação.

‘Hamnet’ investiga o luto como matriz da arte

28 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.