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Por que ter atitudes machistas é engraçado?

Coluna analisa como a Copa do Mundo, incluindo sua cobertura televisiva, tem deixado evidente como o machismo ainda circula em nosso meio.

porTaiany Gonçalves
23 de junho de 2018
em Televisão
A A
Por que ter atitudes machistas é engraçado?

Imagem: Reprodução.

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Começo a coluna de hoje já afirmando que não conseguirei responder à questão do título. Gostaria, mas não consigo. Que sirva, portanto, de reflexão.

Nessa semana, circularam nas redes alguns vídeos com conteúdo machista de brasileiros que se encontram na Rússia para a Copa do Mundo. Nesses vídeos, mulheres russas são objetos de “brincadeiras” de cunho sexual. Aproveitando a não compreensão do português por elas, brasileiros fazem referência ao órgão sexual das garotas ou as induzem a repetir frases que as desrespeitem enquanto mulheres.

A repercussão polêmica tem sido grande no Brasil. Mas engana-se quem pensa que essa situação é incomum. A televisão brasileira é repleta de machismo transvestido de humor, inclusive quando o assunto é futebol.

Não é só na Rússia que os brasileiros são machistas. Não é só esporadicamente que vemos atitudes sexistas.

Um exemplo recente é o programa Zona Mista, do canal SporTV.  O programa, que se propõe a fazer análises e comentar sobre a Copa do Mundo de forma cômica, demonstrou, em sua estreia, no dia 14, que apelaria para a desvalorização da mulher para despertar risos no telespectador.

A convidada da estreia foi a jornalista Glória Maria. Durante os 30 minutos de programa, o apresentador Maurício Meirelles disse que chegaria na jornalista até o final do programa, pois tinha “um tesão” nela. Glória questionou se o programa realmente era para falar sobre futebol e Copa do Mundo e ele tentou consertar ao dizer que tinha “um tesão profissional”. Além disso, o apresentador tentou agarrá-la duas vezes ao longo do programa, dizendo que daria um selinho nela, e fez os já cansativos trocadilhos com a seleção do Peru.

Ainda que tenham sido situações previamente combinadas entre as partes, isso não retira o caráter de assédio e sexista das falas e ações. A jornalista Glória Maria ficou visivelmente sem reação diante das “piadinhas” e da inconveniência de Maurício.

O sociólogo Ronaldo Helal, em entrevista ao jornal O Globo, afirmou que “o brasileiro, não só no exterior, como aqui, é muito sexista e machista”. E essa realidade é alimentada e refletida pelos meios de comunicação, que escondem atrás do humor a violência, o desrespeito, o assédio, a desvalorização e a objetificação da mulher.

Não é só na Rússia que os brasileiros são machistas. Não é só esporadicamente que vemos atitudes sexistas. Guardadas as devidas proporções, o que aconteceu com as russas nessa Copa, e com Glória Maria no programa Zona Mista, acontece dentro e fora da televisão diariamente, em tom ou não de piada.

São falas, gestos e ações que muitas vezes vêm mascaradas para fazerem rir a quem assiste e presencia o ato. Que a percepção e a reflexão possam vir antes do riso.

Tags: Copa 2018Copa do MundoCrítica de Televisãogloria mariamachismoMauricio MeirellessexismosportvTelevisãoZona Mista

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