• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

Pedro Almodóvar evidencia fidelidade ao conjunto da obra em ‘A Pele que Habito’

Em 'A pele que habito', Pedro Almodóvar mantém forte os traços que sempre o destacaram na sétima arte.

porTiago Bubniak
23 de abril de 2019
em Cinema
A A
A pele que habito, de Pedro Almodóvar

Partindo da experiência com transgenia em seres humanos, Almodóvar retrata um poderoso conflito entre essência e aparência suscitado à revelia. Imagem: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

“Cientista maluco” cria pele mais resistente que a humana para sua amada. De forma altamente resumida, assim pode ser comentado a respeito de A Pele que Habito (2011), de Pedro Almodóvar. Mas tratando-se do diretor espanhol, nada é tão superficial e as metáforas afloram a todo momento. Com o título desta obra não é diferente. Afinal, é preciso levar em consideração quem – ou o que – está no interior da pele do personagem criado por Almodóvar.

Convém citar o que constava no site oficial do filme na época do seu lançamento: “A pele é a fronteira que nos separa dos demais, determina a raça a que pertencemos, reflete nossas raízes, sejam elas biológicas ou geográficas. Muitas vezes reflete os estados da alma, mas a pele não é a alma”. Falar mais a respeito é estragar surpresas e comprometer a experiência fantástica que é entrar em contato com este longa do cineasta espanhol, baseado no livro Tarântula, de Thierry Jonquet.

Sempre coerente com o conjunto de sua obra, o diretor espanhol trata da obsessão, dos relacionamentos complicados com a experiência da morte. Não falta tragicomédia. O exagero está lá e a policromia também.

Antonio Banderas está para Pedro Almodóvar assim como Johnny Depp está para Tim Burton. Novamente Banderas figura entre os destaques de uma obra do diretor de filmes como Labirinto de Paixões (1982), Matador (1986), A Lei do Desejo (1987), Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), Ata-me! (1989), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), Fale com Ela (2002), Volver (2006), Abraços Partidos (2009), Os Amantes Passageiros (2013) e Julieta (2016). Banderas esteve presente nos cinco primeiros e no penúltimo título. Desta vez o ator interpreta o cirurgião plástico Robert Ledgard. Com a finalidade de realizar experiências científicas, Ledgard mantém presa a bela Vera, vivida por Elena Anaya. Vera é, simultaneamente, cobaia e objeto de desejo do médico.

Fiel à sua filmografia, Almodóvar promove verdadeiras “viagens” na tela e abre espaço para múltiplas interpretações: motiva verdadeiras “viagens” também do lado de cá da tela. No cerne de tudo está um poderoso conflito entre essência e aparência suscitado à revelia de quem o vive. O espectador não demorará a identificar a referência ao clássico Frankenstein, de Mary Shelley. Sempre coerente com o conjunto de sua obra, o diretor espanhol trata da obsessão, dos relacionamentos complicados com a experiência da morte. Não falta tragicomédia. O exagero está lá e a policromia também. Cores intensas e variadas enchem as cenas. Reflexões sobre a relação masculino/feminino estão igualmente presentes, um tema já trabalhado de forma acentuada por Almodóvar em Fale com Ela.

É pesado o traço de sua assinatura nesta obra. Pedaços de vestidos estraçalhados, espalhados pelo chão e sugados por um aspirador não apenas colaboram para abrir entrelinhas. Eles fazem parte de uma composição que remete às artes plásticas: parece um quadro cuidadosa e poeticamente elaborado. Os fragmentos dos vestidos são sugados pelo aspirador, mas o resultado final da ideia exposta pelo cineasta permanece, gruda na memória. É aquele tipo de cena com a qual você se depara e diz, sem hesitação: “sim, isto é Almodóvar”.

Não faltam referências ao Brasil em A Pele que Habito. É o caso, por exemplo, do quadro Paisagem com Ponte, de Tarsila do Amaral, do nome Gal dado à esposa falecida do protagonista (homenagem à cantora Gal Costa) e de uma menção explícita à Bahia. Toda a história é mostrada com muitas reviravoltas, regressos no tempo e, portanto, surpresas variadas para quem assiste. Este longa-metragem do cineasta espanhol não permite apenas uma experiência de sentimentos à flor da pele. É visceral.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: A Pele Que HabitoAntonio BanderasCinemaCríticaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaFale com ElaFrankensteinGal CostaJohnny DeppMary ShelleyPedro AlmodóvarResenhaReviewTarsila do AmaralThierry JonquetTim Burton

VEJA TAMBÉM

Rose Byrne brilha em 'Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria'. Imagem: A24 / Divulgação.
Cinema

‘Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria’: a maternidade em ruínas

29 de janeiro de 2026
Jessie Buckley e Paul Mescal em 'Hamnet'. Imagem: Focus Features / Divulgação.
Cinema

‘Hamnet’ investiga o luto como matriz da arte

28 de janeiro de 2026

FIQUE POR DENTRO

A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
Rose Byrne brilha em 'Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria'. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria’: a maternidade em ruínas

29 de janeiro de 2026
Jessie Buckley e Paul Mescal em 'Hamnet'. Imagem: Focus Features / Divulgação.

‘Hamnet’ investiga o luto como matriz da arte

28 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.