• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

‘Com Amor, Simon’ esbanja humanidade

A sensível comédia romântica 'Com Amor, Simon' traz para o mainstream o tema da homossexualidade na adolescência.

porPaulo Camargo
22 de março de 2018
em Cinema
A A
'Com Amor, Simon' esbanja humanidade

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

O longa Com Amor, Simon é um filme importante. Adaptação do livro Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens, da escritora Becky Albertalli, publicado no Brasil pela editora Intrínseca, é, na superfície, mais uma comédia dramática sobre as dores existenciais da adolescência, de olho no público jovem. Acontece que a produção, um filme de estúdio, lançado nos Estados Unidos em grande circuito (cerca de 2.400 telas), tem como personagem-título um garoto gay de 16 anos, para quem a homossexualidade não é um bicho de sete cabeças. Ele compreende o que sente, e se aceita, mas tem medo de como os que o cercam vão reagir quando souberem a sua verdade.

Simon (Nick Robinson, em ótima atuação) conhece, por meio do blog da escola onde estuda, um internauta de codinome “Blue” e com ele começa a trocar mensagens. Descobre que compartilham algo muito significativo: a sexualidade ainda não revelada. Os problemas se iniciam quando um dos e-mails cai nas mãos de Martin (Logan Miller), que começa a chantageá-lo. Receoso, Simon cede, com a intenção de preservar sua privacidade e o anonimato de Blue. O protagonista conta com o apoio de Leah (Katherine Langford, a Hannah de 13 Reasons Why), sua melhor amiga e confidente.

Simon jamais é retratado como uma vítima, um prisioneiro de sua sexualidade.

É interessante observar que Com Amor, Simon, de caso pensado, se assemelha muito a (bons) filmes de adolescentes das décadas de 1980 (como Clube dos Cinco) e 90 (As Patricinhas de Beverly Hills), com generosas doses de comentários sociais, mas sem procurar fugir das convenções da comédia romântica clássica, mainstream.  Mesmo lidando com um assunto delicado, supostamente “não comercial”, a trama é abordada com uma linguagem que pode atingir vários públicos. Tanto que alcançou mais de US$ 11 milhões de bilheteria em seu fim de semana de estreia.

Simon jamais é retratado como uma vítima, um prisioneiro de sua sexualidade. Ele a mantém em segredo por escolha e tem consciência de que a hora certa para sair do armário chegará. O filme tem muito pouco a ver com aceitar-se. É muito mais sobre o processo de tornar público o que ele já sabe sobre si próprio, sua relação com o mundo e a família – Jennifer Garner e Josh Duhamel estão ótimos como seus pais. E, é claro, a descoberta do amor.

Solar, Com Amor, Simon tem cores quentes e explora muito bem as emoções dos personagens com um roteiro bem alinhavado que esbanja autenticidade. A direção de Greg Berlanti, de O Clube dos Corações Partidos, é sensível e explora muito bem os planos fechados e os closes, para nos colocarmos muito próximos dos personagens. O resultado é um filme despretensioso e delicado, que esbanja humanidade.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Becky AlbertalliCinemaCom Amor Simoncomédia românticaCrítica CinematográficaGreg BerlantiJennifer GarnerJosh DuhamelNick RobinsonResenhaSimon Vs. A Agenda Homo Sapiens

VEJA TAMBÉM

Um dos registros de 'One to One: John & Yoko'. Imagem: Mercury Studios / Divulgação.
Cinema

‘One To One’ revela detalhes do engajamento político de John Lennon e Yoko Ono

9 de março de 2026
Josh O'Connor e Paul Mescal dão vida aos personagens da história criada por Ben Shattuck. Imagem: Film4 / Divulgação.
Cinema

‘A História do Som’ transforma silêncio e música em gesto de amor contido

3 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Gioavana Soar e Fabíula Passini falam com exclusividade à Escotilha. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Festival de Curitiba reforça papel para além do palco e aposta em memória, abertura e acessibilidade

1 de abril de 2026
Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
O elenco central de 'Dona Beja'. Floresta Produções / Divulgação.

‘Dona Beja’ volta para provocar o presente

30 de março de 2026
Série 'O Mistério de Varginha' recupera o fenômeno midiático ocorrido há 30 anos. Imagem: Globoplay / Divulgação.

‘O Mistério de Varginha’ mostra o Brasil do Brasil

26 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.