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‘Trocas Macabras’ é a obra de Stephen King que melhor explorou o mal em Castle Rock

porRodolfo Stancki
16 de janeiro de 2019
em Espanto
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Max Von Sydow como o vilão da irregular adaptação cinematográfica de 'Trocas Macabras'. Imagem: Divulgação.

Max Von Sydow como o vilão da irregular adaptação cinematográfica de 'Trocas Macabras'. Imagem: Divulgação.

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Proposto para ser um amálgama de vários elementos presentes na obra de Stephen King, o seriado Castle Rock parece ter sido bastante feliz em captar como o autor percebe o mal de nossa sociedade. Ambientada na fictícia cidade homônima do Maine, a narrativa coloca os personagens para lidar com as inerentes forças destrutivas que se escondem nos porões, calabouços e quartos fechados da nossa sociedade.

Faz sentido, portanto, a escolha de um vilarejo como Castle Rock como palco da série. A região serviu de habitat para um serial killer como Frank Dodd, descrito inicialmente como um pacato policial em A Zona Morta. Também foi lá que ocorreram os ataques de Cujo, um dócil são bernardo que, acometido pela raiva, mata ao menos quatro pessoas diferentes alguns anos depois. Para King, o horror está bem perto de suas vítimas.

Castle Rock é uma cidade permeada por pessoas auto-destrutivas, consumistas e armamentistas. Mais ou menos como a própria sociedade americana.

Em Trocas Macabras, um vendedor chega à mesma cidade com uma loja cheia de futilidades que rapidamente se materializam como o sonho de consumo dos moradores. Embora seja velho e ameaçador, Leland Gaunt possui uma fala sedutora, que convence seus clientes a levar o que querem por um preço barato desde que preguem peças em seus vizinhos. Os truques vão de vidros quebrados a assassinatos de cachorros e rapidamente criam um caos em que melhores amigas se matam por causa de fotografias de Elvis Presley.

Embora menos conhecido por aqui, pois está atualmente fora de catálogo, Trocas Macabras é a obra que melhor condensa a atmosfera atormentada da cidade do Maine criada pelo romancista. É ali que as máscaras de um mundo de aparências caem para que as pessoas possam se matar em troca de figurinhas de beisebol, rabos de raposa e abajures de cerâmica.

A crítica mais óbvia da narrativa dialoga com o consumismo. Ao mostrar que seus personagens estão dispostos a vender a alma por objetos sem qualquer utilidade prática, King está apontando o espelho para o rosto dos seus leitores, que certamente também compram mais do que precisam (acho que é mais difícil viver de outra forma).

O autor, que em suas entrevistas e comentários no Twitter não esconde sua percepção antibelicista, também usa a trama para comentar a venda legal de armas nos Estados Unidos. No fim das contas, o produto que Leland Gaunt sempre oferece aos seus clientes são armas de fogo. É ele quem entrega todas as pistolas aos bons homens e boas mulheres que atiram em seus vizinhos e amigos, que se tornam inimigos sob a influência do vendedor.

Gaunt, um dos vilões mais fascinantes criados por King, foi vivido de forma inspirada no cinema por Max Von Sydow. A adaptação, dirigida por Fraser C. Heston, é fiel ao livro, mas oculta boa parte das intrigas e alivia as consequências mais duras dos personagens. O filme, que está longe de ser perfeito, também assume que vendedor de quinquilharias desejáveis é, na verdade, o próprio demônio e não uma criatura que ronda cidades em troca de almas.

Essa noção seria retomada no episódio “Something Ricked This Way Comes”, da animação Rick and Morty, em que o próprio diabo abre uma loja próximo da casa dos protagonistas. A ideia é sugerida no livro, mas tira um pouco da força da mensagem de que Castle Rock é uma cidade permeada por pessoas auto-destrutivas, consumistas e armamentistas. Mais ou menos como a própria sociedade americana.

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Tags: A Hora da Zona MortaCastle RockCinemaCinema de HorrorCujoFraser C. HestonLeland GauntLiteraturaMaineMax Von SydowRick and MortyStephen KingTrocas Macabras

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