• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Televisão

‘UnReal’ está chocante – e surreal

Em sua segunda temporada, 'UnReal' demonstra interesse por temas profundos, mas a execução chega a ser surreal.

porAlejandro Mercado
17 de novembro de 2016
em Televisão
A A
‘UnReal’ está chocante – e surreal

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Depois de uma primeira temporada tensa e repleta de personagens interessantes, a segunda temporada de UnReal pode ser resumida como um passeio de montanha-russa: intensa, às vezes chocante, e cheia de altos e baixos.

Acontece que UnReal parece ter saído um pouco dos trilhos, exagerando em cliffhangers e em situações que extrapolam os limites do real. A temporada inicia em um novo momento. Rachel e Quinn estão tal qual melhores amigas e querem dar um novo e impactante rumo a Everlasting. Para isso, Rachel tem a ideia de levar à tevê o primeiro protagonista negro da história de um reality show. O escolhido é o famoso s Darius Beck (BJ Britt), um homem envolto em problemas de autocontrole e que luta, em segredo, com fortes dores nas costas, um empecilho para qualquer atleta profissional.

Rachel e Quinn o convencem a participar de Everlasting dizendo que o programa será fundamental no papel de auxiliá-lo com sua imagem perante à opinião pública. Aos acostumados com o show, não é de se espantar que ter o primeiro protagonista negro não fosse o suficiente para a dupla. Por isso, a produção do reality monta uma equipe de participantes controversa, contando com uma garota de origem sulista que utiliza biquíni com a bandeira confederada, uma mulher que perdeu o noivo recentemente em um acidente e uma ativista dos direitos da população negra.

Se na primeira temporada UnReal conseguiu levantar o debate sobre a validade destes shows e sobre o poder da TV, na segunda a escolha é por aprofundar problemas que estão no seio da democracia norte-americana.

Se na primeira temporada UnReal conseguiu levantar o debate sobre a validade destes shows e sobre o poder da TV, na segunda a escolha é por aprofundar problemas que estão no seio da democracia norte-americana, como os inúmeros assassinatos de negros cometidos pela polícia. O problema do show é que ao fazer isso acabam criando uma abordagem excessivamente sensacionalista e maniqueísta sobre os temas, trilhando rumos obscuros que mais chocam do que propõem o debate. Ainda por cima, desperdiça uma ótima oportunidade de debater temas importantes relacionados aos direitos humanos ao inseri-los em personagens caricatos e rasos.

Constance Zimmer, a Quinn, e Shiri Appleby, a Rachel, não tem muita responsabilidade nos problemas de UnReal, sendo inclusive responsáveis por ótimas sequências dentro do programa, sem contar que esse laço afetivo ultra perturbador entre elas acaba sendo a razão para que encaremos o seriado.

Não há uma definição sobre o que esperar da próxima temporada da série, mas é certo que é necessário equalizar todas estas ideias e temas que foram jogados na segunda temporada, aplicar um filtro e definir sobre o que o show pretende tratar. E indo mais fundo, seria muito interessante que para o futuro a relação Rachel-Quinn não estivesse no centro do roteiro apenas como a guerra de duas mulheres por poder. Com tanto esforço do programa em dar voz às mulheres, reduzi-las à disputa por fiapos de poder é ir contra a própria natureza de UnReal.

Tags: BJ BrittConstance ZimmerCrítica de SériesSeriadoSeriadosSérieShiri ApplebyShowtimeUnReal

VEJA TAMBÉM

Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.
Televisão

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.
Televisão

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.