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Helen Mirren é razão suficiente para ver ‘A Dama Dourada’

'A Dama Dourada',dirigido por Simon Curtis, traz Helen Mirren fascinante na filmagem de um pedaço da biografia da austríaca Maria Altmann.

porAlejandro Mercado
13 de agosto de 2015
em Cinema
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Helen Mirren é razão suficiente para ver 'A Dama Dourada'

Imagem: Reprodução.

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A Segunda Guerra Mundial e o Nazismo são fontes inesgotáveis de histórias, reais ou fictícias, para o cinema. Por vezes a temática causa até certa preguiça, já que são muitos os filmes que fazem uso dela lançados em um mesmo ano. No caso específico de A Dama Dourada, longa-metragem dirigido pelo inglês Simon Curtis – mais conhecido por seu trabalho na TV -, a trama, inspirada na história real da austríaca Maria Altmann, ganha uma grande aliada: a inspirada atuação de Helen Mirren (vencedora do Oscar de Melhor Atriz por A Rainha).

Maria Altmann era uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Durante a década de 1980, já morando na Califórnia, decide entrar em uma batalha judicial para reaver os quadros que foram roubados de sua família durante a invasão alemã em terras austríacas. Um deles, o retrato de sua tia Adele Bloch-Bauer, é conhecido como “A Dama Dourada”.

As obras, assinadas pelo pintor simbolistas Gustav Klimt, estão em um museu na Áustria, que se recusa a devolver as obras, afinal, além dos quadros representarem um símbolo para o povo austríaco, a devolução seria um atestado de conivência com os crimes cometidos pelos nazistas.

A trama, inspirada na história real da austríaca Maria Altmann, ganha uma grande aliada: a inspirada atuação de Helen Mirren.

Maria Altmann, na base da insistência, convence um jovem advogado de origem judia a ajudá-la. Trata-se de Randy Schoenberg (interpretado por Ryan Reynolds), neto do famoso compositor Arnold Schoenberg. Um jornalista austríaco, interpretado por Daniel Bruhl, será peça essencial na história ao oferecer informações preciosas para a montagem do caso. E é a partir disto que a trama se desenvolve ao longo de quase duas horas de filme.

A Dama Dourada começa de forma lenta. É preciso paciência para enfrentar os primeiros 20 minutos do filme, que se perdem entre diálogos que não acrescentam nada ao longa e uma relação estabelecida entre Maria e Schoenberg um tanto exagerada. Entretanto, Helen Mirren brilha dali em diante, preenchendo as possíveis derrapadas do roteiro (e da direção) com seu talento.

Desta forma, A Dama Dourada assume um tom mais dramático, encantador e envolvente. Esquecemos que o filme aborda um período conturbado da história humana e assumimos um lugar ao lado de Maria Altmann, torcendo para que obtenha sucesso em sua empreitada.

Não é um filme espetacular, até porque possui algumas pequenas pontas soltas na trama, mas serve perfeitamente como um contraponto à ação de Missão Impossível – Nação Secreta, que também estreia nesta quinta-feira. Vale, ainda, como mais uma feliz oportunidade de assistir a Helen Mirren em seu auge, mesmo que não vá lhe render outro Oscar de Melhor Atriz.

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Tags: A Dama DouradaCinemaCrítica CinematográficaResenhaRyan ReynoldsSimon Curtis

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