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‘O Agente da U.N.C.L.E.’ é uma volta aos anos 1960

'O Agente da U.N.C.L.E.', de Guy Ritchie, tem boas cenas de ação, muito senso de humor e, mesmo não sendo excelente, resgata o cinema de ação e espionagem dos anos 1960.

porAlejandro Mercado
4 de setembro de 2015
em Cinema
A A
resenha critica agente uncle

Imagem: Divulgação.

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Baseado na série de TV The Man From U.N.C.L.E., exibida nos Estados Unidos entre 1964 e 1968, o novo filme do diretor inglês Guy Ritchie, O Agente da U.N.C.L.E., resgata o cinema de ação e espionagem típico dos anos 1960.

Originalmente, nem Ritchie e nem Henry Cavill, que interpreta o protagonista Napoleon Solo, estavam escalados para o longa. George Clooney desistiu do papel por problemas de saúde, enquanto Tom Cruise optou por atuar em Missão: Impossível – Nação Secreta. Já Steve Soderbergh entrou em atrito com o estúdio em virtude do orçamento e da escolha do elenco.

Muito provavelmente, com eles em cena, O Agente da U.N.C.L.E. seria outro filme. Ainda assim, é importante dizer que cada um ao seu modo acrescentou algo ao longa-metragem. Guy Ritchie trouxe as boas cena de ação e o senso de humor que utilizou em seus comandados em Sherlock Holmes. Cavill, mesmo sem o mesmo impacto midiático de Clooney e Cruise, é simpático e carismático.

Como uma simbiose entre 007 e Gotcha! Uma Arma do Barulho, O Agente da U.N.C.L.E. prende nossa atenção muito em virtude do entrosamento do elenco.

O filme conta a história do agente da CIA Napoleon Solo, que em plena Guerra Fria recebe a missão de resgatar uma mulher misteriosa (interpretada por Alicia Vikander) da Alemanha Oriental. O agente é posto para atuar juntamente com um agente russo na investigação de um caso envolvendo ex-nazistas que estariam desenvolvendo armas nucleares.

Como uma simbiose entre 007 e Gotcha! Uma Arma do Barulho, O Agente da U.N.C.L.E. prende nossa atenção muito em virtude do entrosamento do elenco, dos diálogos bem estruturados e das cenas de ação que são boas inclusive por não haver exagero no uso de efeitos especiais. Ou seja, há uma dose de saudosismo implícita no filme de Guy Ritchie.

Se, por um lado, em alguns momentos a trama pende demais para a comédia, por outro, em grande parte do filme o diretor conseguiu equilibrar esta equação. Sair da sala de cinema após o longa trouxe o desejo de rever os inúmeros filmes de ação da década de 1960 e de celebrar filmes que acreditavam mais na força do elenco e da trama do que nos inúmeros efeitos especiais que hoje tomam conta dos filmes de ação e espionagem.

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Tags: CinemaCrítica de CinemaGotcha!Guy RitchieO Agente da U.N.C.L.E.

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