• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

‘O Amor É Estranho’ tem suavidade enganadora e perfurante

Filme de Ira Sachs, 'O Amor É Estranho' economiza nas cores dramáticas, optando pela contenção, pela sutileza, sugerindo mais do que explicitando.

porPaulo Camargo
27 de março de 2015
em Cinema
A A
o amor é estranho

Alfred Molina e John Lithgow durante filmagens de 'O Amor É Estranho'. Imagem: Elder Ordonez/INFphoto.com.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

O cinema se ocupa muito pouco do amor quando ele já é algo consumado, incontornável. Sua possibilidade, do ponto de vista dramático, parece ter muito mais apelo junto ao público. Falar do que acontece quando tudo já deu certo é sempre um risco, pois trata-se de uma opção de desvio do sonho, da quimera, matérias-primas de muitas tramas românticas. Nesse aspecto, O Amor É Estranho, drama do diretor norte-americano Ira Sachs, ousa, pois começa pelo que, na maior parte das vezes, é o fim: o casamento.

Apos 39 anos juntos, George (Alfred Molina, de Frida) e Ben (John Lithgow, de Síndrome de Caim) se casam, quando a legislação no estado de Nova York dá a eles esse direito.

A oficialização da união, celebrada por amigos e parentes de ambos, tem, no entanto, um efeito colateral sinistro: a demissão de George, professor de música em um colégio católico. Embora todos na escola, incluindo pais, alunos, colegas e até mesmo a direção, saibam de sua orientação sexual, a oficialização dessa verdade, materializada em uma reles foto postada no Facebook,  desafia os valores defendidos pela Igreja. E a permanência de George no quadro docente da instituição se torna inviável.

Sem um emprego fixo, George e Ben, que conta apenas com a sua aposentadoria para sobreviver, se veem diante de um dilema. Eles não têm condições seguir pagando o financiamento do apartamento onde vivem, e são forçados a morar, de favor, em casas separadas até que consigam encontrar uma solução que lhes permita viver de novo sob o mesmo teto.

Filme de Sachs economiza nas cores dramáticas, optando pela contenção, pela sutileza, sugerindo mais do que explicitando.

Enquanto o Estado lhes confere o direito de legitimar seu amor, seu relacionamento, a intolerância do meio social, representado aqui pela força moral imposta pela religião, os condena à separação. Eles, afinal, foram longe demais, ao buscarem a igualdade.  Essa punição, aparentemente passageira, tem efeitos devastadores, embora O Amor É Estranho economize nas cores dramáticas, optando pela contenção, pela sutileza, sugerindo mais do que explicitando essa dor.

Ancorado nas brilhantes atuações de Molina e Lithgow, mas também no ótimo roteiro escrito em parceria por Sachs e pelo brasileiro Maurício Zacharias (de Madame Satã e O Céu de Suely), o filme, belo mas doloroso, flui sem se render às tentações do melodrama, optando pela suavidade enganadora e perfurante, à medida em que os protagonistas vagam em um não lugar, privados de um lar que levaram quase 40 anos para conquistar e que lhes é roubado em um estalar de dedos.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Alfred Molinacasamento gayCinemaCrítica de CinemaDramaIra SachsJohn LithgowO Amor É Estranho

VEJA TAMBÉM

Divisão familiar surge quando novo momvimento toma conta dos Estados Unidos. Imagem: Lionsgate / Divulgação.
Cinema

Em ‘O Aniversário: Mudança Radical’, o autoritarismo começa dentro de casa

24 de setembro de 2026
Filme de David Robert Mitchell ecoa clássicos de Steven Spielberg. Imagem: Bad Robot / Divulgação.
Cinema

O espírito de Spielberg paira sobre ‘O Fim da Rua’

20 de agosto de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Divisão familiar surge quando novo momvimento toma conta dos Estados Unidos. Imagem: Lionsgate / Divulgação.

Em ‘O Aniversário: Mudança Radical’, o autoritarismo começa dentro de casa

24 de setembro de 2026
O escritor Alexandre Vidal Porto. Imagem: Alexia Fidalgo / Divulgação.

Alexandre Vidal Porto investiga os vestígios do amor em ‘Só Depois Entenderei’

10 de setembro de 2026
Kauê Persona vive Paulo Leminski. Imagem: Zuca Alvino / Divulgação.

Kauê Persona encontra Leminski pela palavra em ‘Línguas de Dragões’

9 de setembro de 2026
Nova série da Globoplay já foi renovada para uma segunda temporada. Imagem: Conspiração Filmes / Divulgação.

‘Emergência 53’ encontra nas ruas um retrato de um Brasil que precisa ser cuidado

4 de setembro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.