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Depressão protagoniza ‘Em um Pátio de Paris’

Entre o drama e a comédia, 'Em um Pátio de Paris' parece não se decidir por um gênero ou outro, e dependendo do espectador, isso pode ser um problema. Essa "indecisão", no entanto, parece ser a grande força do filme, o aproximando do paladar agridoce da vida real.

porPaulo Camargo
24 de abril de 2015
em Cinema
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Depressão protagoniza 'Em um Pátio de Paris'

Imagem: Reprodução.

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Há um mérito inegável em um filme que consegue discutir um tema tão espinhoso quanto a depressão com delicadeza e humor, mas sem banalizá-lo. Em um Pátio de Paris, mais um bom filme que fez passagem relâmpago pelos cinemas de Curitiba, o diretor Pierre Salvadori (de Uma Doce Mentira), a doença, embora não seja dissecada, é peça fundamental da trama.  Está por trás do comportamento errático do protagonista, Antoine (Gustave Kervern), que abandona sua banda de rock em meio a uma apresentação. Sem dinheiro ou um teto para chamar de seu, ele acaba indo trabalhar como zelador em um prédio habitado por moradores tão pitorescos quanto ele próprio.

Nesse microcosmos da capital capital francesa, sintetizado no espaço do pátio do edifício, por onde todos passam com suas mazelas particulares, Antoine tenta lidar como pode com seu próprio drama, que o colocou à deriva.  Encontra como aliada Mathilde (Catherine Deneuve, esplêndida),  espécie de síndica do condomínio que também passa por uma crise psicológica e existencial. O surto é desencadeado por uma rachadura na parede de seu apartamento, espécie de metáfora para o estado em que se encontra sua vida, prestes a desabar como a de Antoine.

Em um Pátio de Paris, o diretor Pierre Salvadori (de Uma Doce Mentira), a depressão, embora não seja dissecada, é peça fundamental da trama.

Unidos pelo esgotamento mental que ambos enfrentam, Antoine e Mathilde desenvolvem uma amizade que, em certa medida, torna suas vidas mais toleráveis. Mas não assista ao longa de Salvadori se você está em busca de uma história redentora escapista. Fica aqui a dica.

Entre o drama e a comédia, Em um Pátio de Paris parece não se decidir por um gênero ou outro, e dependendo do espectador, isso pode ser um problema. Essa “indecisão”, no entanto, parece ser a grande força do filme, o aproximando do paladar agridoce da vida real. As grandes atuações Kervern e Deneuve fazem toda a diferença. Enquanto ele consegue personalizar com sutileza a imobilidade emocional do seu personagem, prisioneiro da depressão, a grande dama do cinema francês encara seu papel com enorme coragem e despojamento.

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Tags: Catherine DeneuveCinemaCríticaCrítica de CinemadepressãoEm um Pátio de ParisGustave KervernParisPierre Salvadori

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