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Crítica: ‘Talvez Deserto Talvez Universo’: o tempo como personagem – Olhar de Cinema

'Talvez Deserto, Talvez Universo' acompanha o cotidiano de uma unidade de psiquiatria, demonstrando a lentidão do tempo que insiste em não passar.

porAlejandro Mercado
12 de junho de 2016
em Cinema
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‘Talvez Deserto Talvez Universo’: o tempo como personagem – Olhar de Cinema

Imagem: Divulgação.

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Coprodução Brasil/Portugal, Talvez Deserto Talvez Universo, integrante da Mostra “Novos Olhares” do 5º Olhar de Cinema, dirigido pela dupla Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, acompanha a rotina de internados na Unidade de Internamento de Psiquiatria Forense em Portugal. O local, que funciona em regime fechado de segurança média e caráter reabilitador, presta acompanhamento psiquiátrico, psicológico, médico, terapêutico e social a homens que foram considerados inimputáveis pelo tribunal.

Talvez Deserto Talvez Universo é o segundo trabalho em conjunto de Akerman e Seabra, que já dividiram a câmera em Outubro Acabou (2015), curta-metragem exibido no último Ficbic. Todo filmado em preto e branco, tem como principal virtude lançar um olhar diferente do que estamos acostumados quando a temática da saúde mental é abordada. Aqui, interessa menos as condições em que estão os internos, o que os levou até ali, ou entender a própria mente deles.

A câmera da carioca e do lisboeta faz as vezes de observador, alguém preocupado em conhecer o cotidiano dos interno, entender como é estar ali, ser um deles.

Ouso dizer que o personagem central de Talvez Deserto Talvez Universo é o tempo. Raras vezes a dupla dá margem a que tenhamos a mínima noção da época em que estamos, tampouco as horas.

A câmera da carioca e do lisboeta faz as vezes de observador, alguém preocupado em conhecer o cotidiano dos interno, entender como é estar ali, ser um deles, mas fazendo isso a partir das percepções de tempo, de cheiros, hábitos e conflitos.

Cada interno representado, esses semi-personagens, nos oferecem percepções distintas da vida, não apenas por suas histórias diferentes, mas, também, pelos diferentes distúrbios pelos quais são afetados. É tocante acompanhar a maneira com a qual estabelecem laços uns com os outros. Maior, talvez, que a busca por companheirismo, é como um é peça na engrenagem que dá força a superar esse tempo que insiste em não passar.

A proposital lentidão do longa-metragem é um desafio a ser enfrentado, afinal, é o que confere autenticidade ao discurso do filme. Um belo acerto da “Novos Olhares”.

Talvez Deserto Talvez Universo tem mais uma exibição no 5º Olhar de Cinema. Hoje, dia 12, às 14h, no Cineplex Batel.

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Tags: CinemaCrítica de CinemaKaren AkermanMiguel Seabra LopesNovos OlharesOlhar de CinemaTalvez Deserto Talvez Universo

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