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‘O Tigre Branco’ nos mostra que um dia é da caça, outro do caçador

Apresentando uma Índia rodeada de miséria e desigualdade, 'O Tigre Branco' expõem que, para escapar da pobreza, é preciso passar por cima da moralidade.

porThais Porsch
1 de abril de 2021
em Cinema
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O Tigre Branco Netflix

'O Tigre Branco' é história de ascensão social realista e sem romantização. Imagem: Divulgação.

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A Índia hoje exporta cérebros para o mundo, é o “I” do Brics, possui CEOs de sucesso e um crescimento de 10% ao ano. Mas também é o país das castas, da miséria, do trabalho análogo à escravidão e de um dos sistemas mais desiguais do mundo. E é essa dualidade do país que O Tigre Branco retrata: quem deseja a ascensão social precisa aprender a caçar. Ou você devora ou é devorado.

Inspirado no livro homônimo de Aravind Adiga, a obra conta a história de Balram (Adarsh Gourav), um  menino que nasceu na miséria, mas ansiava por sair do ciclo de pobreza de sua família. Ambicioso – e muitas vezes sem escrúpulos –  mas sem recursos, ele começa a escalada social no momento em que vê sua primeira oportunidade: se torna chofer de uma família mafiosa, trabalhando como um faz tudo de Ashok (Rajkummar Rao), o herdeiro que retornou dos Estados Unidos com sua esposa, Pinky (Priyanka Chopra Jonas).

Cheio de reviravoltas, o filme prolonga as expectativas até o fim para mostrar como Balram se tornou um empreendedor de sucesso, o caminho sinuoso que faz e planta em nossa mente o já conhecido dilema: afinal, os fins justificam os meios?

Para a missão, a Netflix chamou o talentoso diretor Ramin Bahrani. Filho de imigrantes iranianos, Bahrani traz para O Tigre Branco sua visão oriental e intercala muito bem os diálogos com ação. Todavia, o grande triunfo do filme está na narração: com uma quebra da quarta parede, o personagem principal vai nos mostrando o caminho de forma irônica e peculiar, para enfim sermos surpreendidos.

A força do roteiro revela-se também na construção do personagem principal anti-herói. Vemos seu desvio de caráter, falta de honestidade e inveja.

A força do roteiro revela-se também na construção do personagem principal anti-herói. Vemos seu desvio de caráter, falta de honestidade e inveja. Mas percebemos seu medo, insegurança e instinto de sobrevivência. Torcemos para que os que o maltrataram sofram as consequências. Ver o karma em ação.

A obra certamente faz lembrar o filme Que Horas Ela Volta? (de Anna Muylaert). Embora O Tigre Branco seja visualmente mais brutal, ambas as histórias mostram como Brasil e Índia lidam com as relações patrão-empregado, o dito “vínculo familiar” pela lealdade, em que ambos se agregam sem deixar de lado as desigualdades, e como as relações pessoais estão acima das instituições.

O Tigre Branco é um filme ácido, desconfortável e, principalmente, necessário. Na Índia de Balram, se integrar ao sistema é vencê-lo e passar por cima dos outros, sobrevivência. E você, até onde iria para sobreviver?

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Tags: Adarsh GouravCrítica de CinemaFilm ReviewMovie ReviewNetflixO Tigre BrancoQue Horas Ela Volta?Ramin BahraniResenhaReviewStreamingThe White Tiger

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