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‘A Última Sessão de Cinema’ é obra-prima sobre a desesperança e o tempo

Clássico de Peter Bogdanovich, 'A Última Sessão de Cinema' parte das vidas simples de pessoas em uma cidadezinha texana para discutir o valor das mudanças.

porPaulo Camargo
24 de maio de 2018
em Cinema
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'A Última Sessão de Cinema' é obra-prima sobre a desesperança e o tempo

Imagem: Reprodução.

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Há filmes que sintetizam a época em que foram feitos. A Última Sessão de Cinema é um deles. Lançado em 1971, auge da Guerra do Vietnã, a obra-prima de Peter Bog­danovich se passa no início dos anos 1950, mas, lá no fundo, quer falar mesmo da América dividida sob o governo do republicano Richard Nixon, reativa aos ventos liberais da década anterior, tempos de contracultura, feminismo e da luta pelos direitos civis.

Na pequena cidade texana de Anarene, um microcosmo dos Estados Unidos rural e conservador, Sonny (Timothy Bottoms) e Duane (Jeff Bridges) são melhores amigos. Nem homens nem meninos, driblam a monotonia local jogando basquete, indo ao cinema, bebendo e buscando sexo onde encontrarem.

Duane namora Jacey (Cybill Shepard), a garota mais bonita da cidade. Filha de gente rica, ela sonha em dar o fora, sumir dali, como boa parte dos jovens de sua classe social. Já ele tem planos mais modestos, talvez um emprego em um dos muitos po­­ços de petróleo da região. O relacionamento, portanto, tem data para acabar. Anarene, aparentemente, também. Está minguando, sumindo do mapa.

Sonny, mais atormentado e introspectivo do que Duane, es­­conde um segredo: é amante de Ruth (Cloris Leachman, vencedora do Oscar de melhor coadjuvante pelo papel), uma mulher casada.  Outro personagem fundamental  na trama é Sam, “o Leão” (Ben Johnson, também premiado pela Academia por sua atuação), dono do único cinema da cidade e do snooker frequentado pelos rapazes. Também é uma es­­pécie de mentor para os garotos.

A fotografia em preto e branco lhe empresta um certo tom saudosista, mas a narrativa fragmentada, conduzida pelos personagens e suas subjetividades, e não por um enredo, como costumava ocorrer no cinema americano clássico, é bem moderna.

À medida em que se aproxima o baile de formatura, que para os jovens americanos funciona como pseudorrito de passagem à idade adulta, todos os personagens de alguma forma vivenciam situações de confronto, ruptura e dor. É uma morte simbólica que permeia tudo e todos, dissolvendo laços, dissipando jogos de aparência e alterando o rumo das vidas de muitos. Outros, como Duane, estão condenados à imobilidade.

Resultante da forte influência da nouvelle vague francesa no cinema norte-americano da virada da década de 1960, mas também profundamente conectado como os melodramas hollywoodianos dos anos 50 (Assim Caminha a Huma­­nidade e Vidas Amargas são referências claras), A Última Sessão de Cine­­ma é uma obra sobre a desesperança e o tempo. Mas também discute a necessidade de mudar.

A fotografia em preto e branco lhe empresta um certo tom saudosista, mas a narrativa fragmentada, conduzida pelos personagens e suas subjetividades, e não por um enredo, como costumava ocorrer no cinema americano clássico, é bem moderna. Tanto que o roteiro de Bogdanovich e Larry McMurtry (vencedor do Oscar pela adaptação para as telas de O Segredo de Broke­­back Mountain), autor do romance que deu origem ao filme, é ate hoje estudado em cursos de cinema ao redor do mundo. E com bons motivos.

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Tags: CinemaClássicoCloris LeachmanCrítica CinematográficaCrítica de CinemaCybill ShepardJeff BridgesLarry McMurtryMovie ReviewNouvelle VaguePeter BogdanovichResenhaReviewTimothy Bottomsúltimo capítulo

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