• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Colunas Espanto

Horror, desastre e calamidade

Coluna discute aproximações entre o cinema de horror e o cinema catástrofe.

porRodolfo Stancki
28 de setembro de 2016
em Espanto
A A
Horror, desastre e calamidade

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Há muitas aproximações entre o horror e o cinema catástrofe. Ambos lidam com o medo do incontrolável, ameaças ao status quo e situações que estão no limite entre o real e o fantástico. A maneira de atrair a atenção público também é semelhante, pois é no visual que o desastre, como o monstro, se consolida na tela.

No making off de Twister (1996), clássico de reprises na televisão fechada, o diretor Jan de Bont explica que buscava pensar os tornados da obra como criaturas com personalidade. Não por acaso, a personagem de Helen Hunt atua como uma espécie de Capitão Ahab no filme, perseguindo grandes tempestades como se fossem Moby Dick.

O longa-metragem de Bont evidencia essa aproximação com o horror em pelo menos uma cena. Lá pela metade do filme, os protagonistas se refugiam em um hotel, que fica ao lado de um cinema drive-in, que exibe O Iluminado (1980). Não demora para que a tela em que o clássico de Stanley Kubrick é exibido seja destruída para que a imagem de um insano Jack Nicholson se funda com a do tornado.

Como no horror, o cinema catástrofe geralmente tem como principal atrativo mostrar o sofrimento humano. O herói só está livre das provações quando sobem os créditos.

No livro Paisagens do Medo (Unesp), o escritor Yi-Fu Tuan afirma que a natureza sempre foi um espaço de medo. O desastre provocado por um terremoto, uma enchente ou uma nevasca é inevitável. A única saída de sociedades ancestrais era a religião, que personificava essas forças naturais na figura de divindades vingativas e rancorosas.

No cinema catástrofe, essa personificação é menos divina e muito mais monstruosa. Em Terremoto (1974), o personagem de Charlton Heston enfrenta os resultados de um desastroso abalo sísmico em Los Angeles o impedir de manter o sogro, a mulher e a amante a salvos. O acaso da trama opera como um vilão, amorfo e sem identidade que frequentemente é insultado como se fosse alguém de verdade.

As chamas seletivas de Inferno na Torre (1974), os compartimentos que se alagam a medida que os personagens avançam para o interior do navio em O Destino de Poseidon (1972) e a tempestade de Mar em Fúria (2000) são outros exemplos em que isso ocorre. Esses monstros naturais são sempre estranhos que irrompem sobre sonhos, expectativas e angústias do cotidiano de certos indivíduos (já que geralmente esses títulos acompanham grupos grandes de sobreviventes).

Como no horror, essas produções geralmente tem como principal atrativo mostrar o sofrimento humano. O herói só está livre das provações quando sobem os créditos. O espectador é uma testemunha, que experimenta o desastre sem precisa estar lá de verdade. Nesse sentido, o filme catástrofe é como um grande brinquedo em um parque de diversões.

Tags: HorrorInferno na TorreJan de BontMar em FúriaO Destino de PoseidonO IluminadoPaisagens do MedoTerremotoTwister

VEJA TAMBÉM

Cena do filme 'Godzilla Minus One'. Imagem: Divulgação.
Espanto

‘Godzilla Minus One’ emociona com a vida e não com a destruição

3 de abril de 2024
Cena do filme 'Somente Deus por Testemunha'. Imagem: Reprodução.
Espanto

‘Somente Deus por Testemunha’ horrorizou sobreviventes do Titanic

16 de fevereiro de 2024
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Kad Merad e Denis Podalydès protagonizam a sensível obra de Costa-Gavras. Imagem: KG Productions / Divulgação.

‘Uma Bela Vida’ é meditação derradeira de Costa-Gavras

5 de agosto de 2025
A trupe de 'O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas': rebeldes sem causa. Imagem: Columbia Pictures / Divulgação.

‘O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas’: o delicioso filme ruim de Joel Schumacher

5 de agosto de 2025
O diretor Robert B. Weide e o escritor Kurt Vonnegut. Ambos conviveram por quase trinta anos. Imagem: Whyaduck Productions / Divulgação.

‘Kurt Vonnegut: Unstuck in Time’ é o documentário definitivo sobre o escritor

4 de agosto de 2025
Pinturas de Emily Brontë e Jane Austen. Imagem: Reprodução.

Entre o amor e o abismo: por que ainda lemos Jane Austen e Emily Brontë?

4 de agosto de 2025
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.