• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Colunas Espanto

‘Invasão Zumbi’ e o horror em 2016

Coluna discute o filme sul-coreano 'Invasão Zumbi' e faz uma retrospectiva do cinema de horror em 2016.

porRodolfo Stancki
21 de dezembro de 2016
em Espanto
A A
'Invasão Zumbi' e o horror em 2016

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Invasão Zumbi (2016) tornou-se uma grata surpresa para os fãs de horror no fim deste 2016. O filme sul-coreano mostra um grupo de sobreviventes que luta contra uma epidemia de mortos-vivos dentro de um trem. Esse clichê narrativo se torna uma pequena obra de arte  nas mãos do diretor estreante Sang-ho Yeon, que dá um tratamento de épico ao batido enredo.

Um pai omisso precisa levar a filha para comemorar o aniversário com a mãe. Ele é estranho aos hábitos da menina, pois mal sabe o que dar de presente a ela na ocasião. Nos primeiros sinais da ameaça do título, o personagem age como um covarde e recusa ajuda a uma mulher grávida. A criança o reprime.

Em certo momento da trama, o pai fica isolado dos demais sobreviventes em um vagão, cercado por mortos-vivos. Para se reencontrar com a filha, deve atravessar a locomotiva, desafio que parece uma metáfora sobre romper a distância que o separa de uma efetiva paternidade.

Em Invasão Zumbi, os protagonistas precisam dialogar com outros sobreviventes para conseguir abrigo. O radicalismo e conservadorismo de alguns, especialmente de um egoísta executivo, impedem que a conversa prossiga – o que acaba destinando um bom número de personagens à morte.

A carga dramática (e trágica) dada ao personagem torna Invasão Zumbi um filme único, que ainda se beneficia de grandiosas cenas de ação. A tensão é constante e o ritmo é acelerado. Há sempre algo acontecendo diante dos nossos olhos. Não raro, isso envolve sacrifícios de personagens carismáticos.

2016

O longa-metragem de Yeon coroa um ano com um saldo bastante positivo para o horror. Enquanto a indústria cinematográfica norte-americana amargou fracassos comerciais e de crítica como Ben-Hur (2016), Alice Através do Espelho (2016) e Independence Day: O Ressurgimento (2016), o cinema de gênero mostrou fôlego.

No início do ano, A Bruxa (2015), de Robert Eggers, tornou-se um clássico instantâneo. Está no topo de praticamente todas as listas especializadas de melhores de 2016. O mesmo vale para Rua Cloverfield, 10 (2016), de Dan Trachtenberg; Hush: A Morte Ouve (2016), de Mike Flanagan; e Invocação do Mal 2 (2016), de James Wan.

Em junho escrevi sobre como os lançamentos deste ano pareciam interessados em discutir a ideia da família como um elemento narrativo, seja pela desagregação ou pelo fortalecimento da necessidade de união. Hoje, tenho a impressão de que, embora isso ainda seja um elemento importante, os filmes do período parecem reforçar a necessidade de diálogo no mundo contemporâneo.

Em Invasão Zumbi, os protagonistas precisam dialogar com outros sobreviventes para conseguir abrigo. O radicalismo e conservadorismo de alguns, especialmente de um egoísta executivo, impedem que a conversa prossiga – o que acaba destinando um bom número de personagens à morte. Em um ano marcado pela ascensão dos movimentos de extrema direita no mundo, com sérios riscos à democracia, a mensagem soa bem pessimista.

A Bruxa mostra uma família que é expulsa de uma comunidade colonial porque o pai se opunha aos dogmas locais. Em Rua Cloverfield, 10, John Goodman vive um sujeito que toma decisões que afetam as pessoas com quem divide um abrigo sem consultá-los. Hush: A Morte Ouve é protagonizado por uma personagem surda. Em Invocação do Mal 2, um dos principais elementos da trama é um segredo guardado do marido pela esposa.

O problema da falta de diálogo também aparece no interessante The Monster (2016), de Bryan Bertino, em que mãe e filha tem uma tumultuada e violenta relação que precisa ser colocada de lado quando um monstro as ataca após um acidente de carro. O tubarão em Águas Rasas (2016), Jaume Collet-Serra, ataca uma Blake Lively que se recusa a conversar com o pai após a morte da mãe. No excelente O Homem das Trevas (2016), de Fede Alvarez, os personagens evitam falar para que não sejam encontrados pelo violento ex-militar vivido por Stephen Lang.

Os filmes, como outras produções culturais, são sempre espaços possíveis de significação da realidade social. Neste 2016, o cinema parece nos lembrar da importância de dialogar. O tema não é exclusivo do horror, pois deu as caras até em grandes produções como Capitão América: Guerra Civil (2016), Batman v. Superman: A Origem da Justiça (2016) e A Chegada (2016). O gênero monstruoso, no entanto, pode vislumbrar melhor o tipo de mundo que teremos se não voltarmos a discutir o mundo de forma racional, civilizada e respeitosa.

Tags: A BruxaCinema de HorrorHorrorHush A Morte Ouveinvasão zumbiInvocação do Mal 2retrospectiva 2016Rua Cloverfield 10train to busan

VEJA TAMBÉM

Cena do filme 'Godzilla Minus One'. Imagem: Divulgação.
Espanto

‘Godzilla Minus One’ emociona com a vida e não com a destruição

3 de abril de 2024
Cena do filme 'Somente Deus por Testemunha'. Imagem: Reprodução.
Espanto

‘Somente Deus por Testemunha’ horrorizou sobreviventes do Titanic

16 de fevereiro de 2024
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.