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Antonio Risério: “Temos que enfrentar a realidade e construir um chão compartilhável, uma narrativa comum” – Flip

Poesia é tema de mesa literária na Flip com o antropólogo e poeta Antonio Risério e o poeta Eucanaã Ferraz.

porAlejandro Mercado
3 de julho de 2015
em Literatura
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A Cidade e o Território Flip A Escotilha

Imagem: Divulgação/Flip.

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Qual o papel da poesia no contexto das cidades brasileiras? Em busca desta resposta, a mesa “A Cidade e o Território”, com mediação do poeta e curador João Bandeira, abriu a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), tendo como convidados o antropólogo e poeta baiano Antonio Risério e o poeta carioca Eucanaã Ferraz.

Antonio Risério, para quem pensar em uma cidade ideal hoje é utopia e gasto desnecessário de tempo, defendeu que é preciso encarar a conurbação que vivemos atualmente. “A cidade grande corrompe. Não adianta ser a favor ou contra, caminhamos para uma cidade planetária”, comentou.

Durante sua fala, Risério analisou os centros das grandes cidades e citou a importância de preservar estes espaços, já que são um direcionamento ao futuro e não uma recordação do passado. “Temos que enfrentar a realidade e construir um chão compartilhável, uma narrativa comum”, afirmou. “Não há nenhuma catástrofe a caminho. A merda já aconteceu. Só nos resta tentar remendar a idiotice planetária que conhecemos”.

A Cidade e o Território na Flip 2015
Público riu e aplaudiu durante a primeira mesa da Flip 2015. Foto: Divulgação / Flip.

Arte e cidade deveriam fazer parte de um mesmo pensamento, um contaminando o outro.

Já Eucanaã Ferraz iniciou sua fala lendo versos de “Lira Paulistana”, poema de Mário de Andrade, autor homenageado na Flip deste ano. O poeta queria ilustrar como os modernistas da década de 1920 se posicionavam perante a cidade, abraçando a metrópole e permitindo o desenvolvimento que a poesia possui da cidade. “Quando eu morrer quero ficar / Não contem aos meus inimigos / Sepultado em minha cidade / Saudade”.

Ferraz acredita que cidade e arte precisam caminhar juntas, já que, segundo o poeta, não é possível enxergá-las de forma dissociada. “Arte e cidade deveriam fazer parte de um mesmo pensamento, um contaminando o outro”, disse. O escritor ainda compartilhou com o público a forma como enxerga a poesia. “A imaginação é um fato social. Eu quero pensar a poesia deste modo”, contou o poeta, muito aplaudido na sequência.

Antonio Risério Flip 2015
“A cidade grande corrompe”. Antonio Risério na Flip. Foto: Divulgação / Flip.

Em um momento curioso do debate, João Bandeira leu uma pergunta feita pela plateia referente às ciclovias construídas pela gestão do prefeito paulista Fernando Haddad. “São Paulo é um fenômeno socioterritorial específico. Você tinha a grosseria da engenharia da ditadura militar, que produziu o Minhocão, e todos os viadutos construídos por Paulo Maluf. Haddad é o primeiro prefeito da cidade que procura discuti-la de um ponto de vista urbanístico. A ciclovia não é o problema”, pontuou Risério. Sem se posicionar favorável ou contrário, o antropólogo encerrou sua fala arrancando aplausos e risos do público presente.

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Tags: Antonio RisérioEucanaã FerrazFernando HaddadFesta Literária Internacional de ParatyFlipJoão BandeiraLira paulistanaLiteraturaMário de Andrade

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