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Home Música

O eficaz e atrativo disco da Cora

porAlejandro Mercado
10 de maio de 2017
em Música
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Quase um ano depois de passar por esta coluna, o duo curitibano Cora retorna com a concretização de seu primeiro álbum, o EP Não Vai Ter Cora. Kaíla Pelisser e Katherine Finn Zander mergulham mais na sua proposta de dream pop, mas também abrem espaço ao flerte com o art-rock.

Os sentimentos expostos pela dupla em Não Vai Ter Cora, uma brincadeira com a dificuldade de tirar o disco do papel (foram quatro anos até o primeiro álbum), atravessam todo o período de existência do grupo, fazendo das melodias ruidosas uma forma de narrativa sobre a vida que passa distante da mera dramaticidade – por sinal, a singeleza dos timbres compõe uma interessante serenidade.

A Cora parece cada vez mais dependente da relação entre Pelisser e Zander, responsável for tirar a sonoridade do grupo da efemeridade do pop rápido, urgente e solitário que ainda reina no cenário musical, e trazer o trabalho delas para um patamar mais etéreo, em que esta química inexplicável e fascinante entre as músicas leva a um clímax natural e que não dissipa na mente do ouvinte.

Uma de suas principais virtudes é estabelecer o primeiro disco fora da linha da música sonolenta, que às vezes ocorre com o dream pop moderno, e optar por um ponto intermediário no caminho para uma sonoridade pop sem perder a natureza mais ‘cabeça’.

Em seu primeiro álbum, a Cora provavelmente não mudará a opinião de quem já conheça o som do grupo, ainda que colocando em perspectiva o disco e as anteriores gravações seja evidente um crescimento da banda. Uma de suas principais virtudes é estabelecer o primeiro disco fora da linha da música sonolenta, que às vezes ocorre com o dream pop moderno, e optar por um ponto intermediário no caminho para uma sonoridade pop sem perder a natureza mais “cabeça”.

Além da influência de Warpaint (principalmente a fase inicial do grupo), o trabalho solo de Katherine também aparece em Não Vai Ter Cora, especialmente no lado reflexivo e melancólico de algumas das letras. O duo não chega a construir uma obra que evoque uma solidão crônica, mas também não aumenta o ritmo das engrenagens sonoras, o que confere essa aura introspectiva. Porém, ainda assim é possível ganhar a empatia do ouvinte, já que a música é absorvida e significada sob diferentes vieses e podem remeter a sensações e memórias recentes.

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Em suma, a banda cria uma obra que ecoa por seu caráter real e facilmente identificável ao público, sem melodrama, permitindo que nos encaixemos no lugar dos personagens que as músicas têm. Trata-se menos de adaptação de significados e mais da capacidade de se comunicar com uma geração que procura vislumbrar suas histórias nos produtos culturais que consome. E por essa ótica, é impossível não admitir que a Cora é eficaz e seu disco atrativo.

Lançado em parceria pelos selos Honey Bomb Records (Caxias do Sul), PWR Records (Recife) e Coletivo Atlas (Curitiba), o disco de pouco menos de 20 minutos pode ser ouvido na íntegra no SounCloud da banda.

Ouça ‘Não Vai Ter Cora’ na íntegra

https://soundcloud.com/coracoracora/sets/nao-vai-ter-cora

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Tags: art-rockBandas CuritibanasColetivo AtlasCoraCrítica Musicaldream popHoney Bomb RecordsKaíla PelisserKatherine ZanderKatzeMúsicaNão Vai Ter CoraPWR Records

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