• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

Helena Sofia e A Música Perturbada Brasileira resgata a Vanguarda Paulista

porAlejandro Mercado
18 de maio de 2016
em Música
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Ah, os músicos malditos da música brasileira. A peculiaridade de seus trabalhos os torna verdadeiramente marcantes. Ícones “malditos” como Itamar Assumpção, Walter Franco e Arrigo Barnabé permeiam a essência do trabalho de Helena Sofia e A Música Perturbada Brasileira.

Seu primeiro álbum, Desejo Canibal, lançado em 2014, foi gravado de forma independente. Helena Sofia, a persona por trás o projeto, estuda música desde seus seis anos de idade. A experiência com o piano, baixo e acordeom são cruzadas com o rock and roll, criando uma sonoridade ímpar, com muitas doses de ironia e um humor bastante ácido, o que pode acabar causando um certo estranhamento ao ouvinte. Contudo, é essa opção estética que dá um caráter muito particular à sua música.

Helena trabalhou as composições de Itamar Assumpção em parceria com a poeta Alice Ruiz em sua dissertação de mestrado em Música, na Universidade Federal do Paraná, e ele e os demais compositores da chamada Vanguarda Paulista têm muita influência no trabalho da cantora. Quem já assistiu a Sofia Helena e A Perturbada Música Brasileira no palco sabe que a voz encantadora de Helena ganha peso com sua força interpretativa, uma entrega quase teatral, criando um contraste interessante entre delicadeza e força.

Desejo Canibal é um disco com uma grande carga experimental, resgatando bons elementos de subversão e contrapropostas pregados pela Vanguarda Paulista e que até hoje ecoam pela música popular brasileira.

Desejo Canibal é um disco com uma grande carga experimental, resgatando bons elementos de subversão e contrapropostas pregados pela Vanguarda Paulista.

Helena Sofia flutua entre Tetê Espíndola e Língua de Trapo, Grupo Rumo e Arrigo Barnabé, provando que ainda é possível propor formas distintas de composição, partindo de elementos diferentes, estranhos, esquisitos e engraçados. Há um gene popular trazido por Helena que desvia a obra de ser excessivamente cult, reservado, abusando de uma agressividade musical aos ouvidos menos tolerantes.

Acompanhada pela A Perturbada Música Brasileira, eles incluem elementos eletrônicos à sua performance de forma a criar uma viagem musical e sensorial. E, por sorte, isso não é um desejo que fica apenas no discurso. A maior de suas qualidades talvez seja ter abraçado bem a ideia da Vanguarda. Mesmo que o movimento não seja um ritmo específico, é possível notar várias características estéticas que provocam o reconhecimento das referências, entre eles as construções dos arranjos que formam as canções que estão no disco e a postura da artista. Não há um modelo, mas são evidentes as boas fontes em que Desejo Canibal foi beber. E é isso o que cria uma excelente expectativa para o novo trabalho da Helena Sofia e A Perturbada Música Brasileira que está sendo produzido.

Ouça “Desejo Canibal” na íntegra no SoundCloud

fb-post-cta

Tags: Arrigo Barnabébanda curitibanaBandas CuritibanasDesejo CanibalHelena SofiaHelena Sofia e A Música Perturbada BrasileiraItamar AssumpçãoMúsicaVanguarda Paulista

VEJA TAMBÉM

Álbum foi o mais ouvido globalmente no Spotify. Imagem: Divulgação.
Música

Em ‘Debí Tirar Más Fotos’, Bad Bunny transforma nostalgia em trincheira cultural

9 de fevereiro de 2026
Da esquerda para a direita: Cameron Winter, Max Bassin, Dominic DiGesu, Emily Green. Imagem: Jeremy Liebman / Reprodução.
Música

Geese transforma exaustão em movimento em ‘Getting Killed’

22 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

O escritor sul-africano J.M. Coetzee, vencedor do Nobel de Literatura. Imagem: Divulgação.

Em ‘O Polonês’, Coetzee faz da paixão um ensaio sobre a morte

13 de fevereiro de 2026
Sigrid Nunez com seu gato durante a década de 1980. Imagem: Reprodução.

Sigrid Nunez dá voz à macaquinha de Virginia Woolf em biografia ficcional

11 de fevereiro de 2026
Eva Victor escreveu, dirigiu e interpretou em 'Sorry, Baby'. Imagem: Tango Entertainment / Divulgação.

Delicado, ‘Sorry, Baby’ se recusa a espetacularizar o trauma

10 de fevereiro de 2026
Blocos de São Paulo fazem ato coletivo em defesa do Carnaval de Rua. Imagem: Frâncio de Holanda / Reprodução.

Blocos tradicionais denunciam o sufocamento do Carnaval de Rua de São Paulo

9 de fevereiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.