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Nathaniel Rateliff & The Night Sweats ou o country como deveria voltar a ser

porGuilherme Aranha
20 de junho de 2016
em Música
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“Filho da mãe, me traga uma bebida”. Essa frase soaria perfeita se dita por Guilherme Briggs na dublagem de algum personagem gordinho num filme dentro de uma prisão norte-americana antes dos anos 40. E foi exatamente o que se passou pela minha cabeça quando vi, pela primeira vez, o clipe de “S.O.B.” (ou Son of a Bitch, como preferir). Após o refrão, imaginei a cena e ri sozinho.

O filme traz o cenário assim digno dos longa-metragens que o canal Space transmite durante as tardes preguiçosas de terça ou quarta-feira. E, levando em consideração a música, ele se torna extremamente óbvio: um grupo de presidiários que cumpre a pena se apresentando e divertindo tanto outros presos, como policiais. A maioria deles, beberrões sulistas briguentos que estavam lá por algum conflito envolvendo armas e propriedade ou mal entendidos, como em E aí, Meu Irmão, Cadê Você?

A união perfeita entre o country, o folk e aquele cenário de prisão sulista Foto:Divulgação
A união perfeita entre o country, o folk e aquele cenário de prisão sulista. Foto:Divulgação.

O álbum transporta o ouvinte para a atmosfera e desperta aquele desejo de se aventurar em mais trabalhos em diversos campos relacionados a essas histórias.

Mas é extremamente nessa cenografia óbvia das prisões que a mágica acontece para o grupo norte-americano Nathaniel Rateliff & The Night Sweats. O grupo é a representação exata e fiel daquele cenário em pleno século XXI, trazendo uma sonoridade que une os elementos do country com palminhas ao folk rock da época (e até gospel, por que não?!). É aquele clássico tema do macho de respeito entristecido do sul dos Estados Unidos, feliz demais para ser blues, mas triste demais para se tocar em bailes, e que, se eu pudesse, classificaria como Jail Rock ou algo no mesmo sentido.

O álbum homônimo lançado no ano passado poderia ser a trilha sonora de qualquer filme do gênero de qualquer jogo ou série televisiva. Mas quis alguma força universal que essa obra-prima caminhasse com as próprias pernas e contasse sua própria história.

Conduzido pelo brilhantismo lírico e vocal de Nathaniel Rateliff, o disco começa sua festa na contagiante “I Never Get Old”. É a partir dela que você entende que vai bater, discretamente, as mãos e os pés no balcão do bar. O álbum transporta o ouvinte para a atmosfera e desperta aquele desejo de se aventurar em mais trabalhos em diversos campos relacionados a essas histórias. E enquanto o álbum vai entrando aos poucos no cenário, já é possível notar uma escola sonora próxima ao que Chris Stapleton faz em seu álbum Traveler (que já falamos aqui).

A banda se apresentando ao vivo. Foto: Reprodução
A banda se apresentando ao vivo. Foto: Reprodução.

Nathaniel Rateliff & The Night Sweats pertence a uma geração curiosa da cultura Country/Southern. Enquanto de um lado temos cada mais a caída da música para o pop com artistas dominando reality shows, esse grupo tem levantado o gênero por fora da estrada tradicional com um pouco mais de história e de raízes presentes na sua música. Se por volta dos anos 80 tivemos o outlaw saindo de Nashville, é bem provável que os lançamentos recentes de um trio de ferro composto por eles, Chris Stapleton e White Buffalo estão para criar uma nova marca na música country norte-americana que sai da padronização da indústria e volta aos solos tradicionais.

Enquanto isso, Nathaniel Rateliff & The Night Sweats, o álbum, é uma ótima opção para se dar um play nessa segunda-feira. Além dessas raízes que ainda representam o cenário conhecidos dos filmes norte-americanos passados no sul, ainda encontramos muitos elementos da música folk/indie que dão à nostalgia o contraste da nova escola.

Batam palmas e cantem junto. Esse tipo de artista não é daqueles que gosta de uma plateia parada.

Ouça o disco “Nathaniel Rateliff & The Night Sweats” na íntegra no Spotify

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Tags: countryCrítica MusicalfolkMúsicaNathaniel Rateliff & The Night Sweatsoutlawoutlaw country

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