• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

‘Treehouse’, estreia do duo Sofi Tukker, é pop da melhor qualidade

porRenan Guerra
23 de abril de 2018
em Música
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Depois de diferentes EPs, finalmente foi lançado o álbum de estreia do duo Sofi Tukker. Treehouse traz canções já conhecidas e faixas inéditas que expandem o universo eletrônico e pop que a dupla de Nova York vem construindo desde 2014.

Com o hit “Drinkee” e outras ótimas canções na bagagem, Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern tinham um trabalho complexo nas mãos: manter o frescor e a qualidade de suas canções no formato disco. Treehouse acaba sendo a prova de que a dupla tem total controle de sua estética, de sua proposta e de suas perspectivas enquanto artistas.

'Treehouse', de Sofi Tukker
‘Treehouse’, de Sofi Tukker. Imagem: Divulgação.

Treehouse consegue ser o casamento perfeito entre as diferentes influências de Sofi Tukker: pop, indie e música eletrônica se comunicam de forma certeira com a bossa nova, o tropicalismo e a poesia marginal que constroem a ponte da dupla com o Brasil.

Das canções já conhecidas, reaparecem aqui “Best Friend” – lançada ano passado, em parceria com NERVO, The Knocks e Alisa Ueno (a faixa já é bem conhecida por ter sido trilha do comercial do iPhone X e do game FIFA 2018) – e “Johny”, faixa lançada ainda em 2016 (e que estava na trilha do FIFA 2017) e que conta com os versos do curitibano Paulo Lemisnki.

“Energia”, lançada ano passado e musicada a partir do poema “Jeep Lunar”, do brasileiro Chacal, também reaparece em Treehouse. Quando do lançamento da faixa, nós conversamos com Chacal, que falou de sua alegria com o sucesso da dupla: “Corro com meus poemas pra todo lugar. E de repente, um poema ganha o mundo na voz, no som de uma dupla de jovens ins-pirados. Acho very cool e agradeço aos envolvidos.”

Os poetas brasileiros reaparecem nesse disco também: além das já citadas “Johny” e “Energia”, as canções “The Dare” e “Benadryl” também trazem versos em português. “The Dare” é adaptada do poema “Entre”, de Chacal, com Sophie cantando com um fofo sotaque (reparem na pronúncia dela para a palavra boca).

‘Treehouse’ consegue ser o casamento perfeito entre as diferentes influências de Sofi Tukker.

Já “Benadryl” traz os versos do poema “Apaixonada”, de Ana Cristina César, escritora fundamental da poesia brasileira nas décadas de 1970 e 1980. A faixa é uma das mais divertidas do disco e, curiosamente, quem canta os versos em português dessa vez é Tucker, com sua voz soturna e sedutora a brincar com o jogo de palavras do poema.

Essa relação de transformar poesia marginal em canções pop é uma das grandes qualidades da dupla, que consegue pegar versos restritos a determinados círculos e transforma isso em canções de apelo forte, que fazem dançar e chamam para as pistas.

Versando em grande parte sobre o amor, destacam-se em Treehouse os momentos de um empoderador “foda-se” do disco: “Fuck They” grita em seu refrão “I don’t give a fuck about they (Who’s they?)”. Já “Batshit” é quase uma ode à loucura e a ser quem se é (a faixa ganhou sua versão limpinha, chamada “That’s It (I’m Crazy)”, também usada em comerciais do iPhone).

Já “Baby I’m Queen”, que havia sido lançada em março, é uma canção sobre aceitar a nossa vulnerabilidade e ainda assim se amar de forma completa. “My Body Hurts”, uma das melhores do disco, fala sobre esse cansaço de tanto trabalharmos e batalharmos e ainda continuarmos na merda, falando sobre a necessidade de se libertar disso, nem que seja pela duração de uma canção.

Mesclando deep house, indie e uma boa dose de brasilidade, Treehouse consegue representar de forma bem clara esse tumulto que é o Sofi Tukker. Um tumulto maravilhoso, que consegue ir de sussurros sensuais até vocais que conversam com o punk. Tudo isso de forma coerente, criando um disco pronto para fazer a cabeça de diferentes públicos e para colocar todos para dançar.

Ouça ‘Treehouse’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Ana Cristina CésarChacalCrítica MusicalElectroMusic ReviewMúsicaPaulo LeminskiPopReviewSofi TukkerTreehouse

VEJA TAMBÉM

Da esquerda para a direita: Cameron Winter, Max Bassin, Dominic DiGesu, Emily Green. Imagem: Jeremy Liebman / Reprodução.
Música

Geese transforma exaustão em movimento em ‘Getting Killed’

22 de dezembro de 2025
Imagem: Divulgação.
Música

‘Sharon Van Etten & The Attachment Theory’ abre uma nova fresta emocional em meio ao caos

15 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.