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Home Música

A triste beleza da Simonami

porAlejandro Mercado
23 de setembro de 2015
em Música
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Ouvir música costuma ser um ato muito mais relacionado com uma busca por prazer, alegria, quase uma válvula de escape à realidade dura do cotidiano das metrópoles. Substituímos o bate-estaca de martelos e britadeiras por acordes riffs, refrões, versos, rimas, gritos e poesia. Mas quem algum dia condicionou a música como uma forma de expressão de alegria? Não sei.

A verdade é que o papel e o MP3 tudo aceitam e, ao menos ao meu ver, a beleza reside na catarse coletiva do encontro de sentimentos e sensações iguais as tuas no outro. A concretização do “não sou o único”, do “não estou sozinho”. E ainda reside a beleza, que pode ser encontrada numa canção que por vezes exprime uma angústia latente. Cazuza, por exemplo, cantou que andava “Tão down” (“Down em mim”), que se sentia um “Rato enorme” (“Cobais de Deus”).

Renato Russo, por sua vez, fez um disco inteiro permeado por uma profunda depressão (A Tempestade ou O Livro dos Dias), compondo “Longe do Meu Lado”, uma das mais tristes canções da música nacional. Até Björk fez de Vulnicura (2015), seu último trabalho, um relato introspectivo do seu divórcio. E não podemos esquecer da Joy Division e do eterno Ian Curtis.

Neste contexto, o trabalho da Simonami não chega a carregar tanta obscuridade, mas ainda faz valer a beleza da música introspectiva. Com um EP (Simonami, 2011) e um disco (Então Morramos, 2013) lançados, a banda preenche com melancolia e bucolismo a cena paranaense. Boa parte das composições são assertivas, simples, concisas, o que facilita a identificação com o ouvinte. Os arranjos e a produção (a cargo de Vinícius Nisi, d’A Banda Mais Bonita da Cidades) são irretocáveis.

“A melancolia da Simonami contrasta com a dureza de Curitiba, na mescla de dias cinzentos do inverno com as manhãs de sol das primaveras.”

A aposta na sonoridade lo-fi, muito mais que uma escolha estética, foi uma opção coerente, deixando soltas as essências de Bossa Nova, rock alternativo oitentista e mesmo a sutileza do Clube da Esquina. Aliás, a Simonami inclusive participou da coletânea Mil Tom, projeto idealizado e produzido por Pedro Ferreira, e realizado pelo portal Scream & Yell, do jornalista Marcelo Costa (clique aqui e faça o download da coletânea).

A melancolia da Simonami contrasta com a dureza de Curitiba, na mescla de dias cinzentos do inverno com as manhãs de sol das primaveras. Canções como “Janela” falam sobre a dificuldade da vida em grandes cidades, do grito abafado posto para fora dos cômodos, como quem precisa expurgar fantasmas para seguir em frente. E essa, meus caros, é uma energia que só encontramos nas ruas adjacentes à alegria.

A banda, formada por Lilian Soares, Layane Soares, Alexandre Spiacci, Jean Machado e Luis Fernando Diogo, funciona como uma dose homeopática de realidade, que faz com que nos confrontemos com medos, angústias, incertezas e demais percalços, mas não fujamos de enfrentá-los, pois o medo, quando controlado, nos torna atentos e fortes.

Ouça Então Morramos na íntegra

Tags: banda CuritibaBandas CuritibanasBandas ParanaensesCrítica MusicalCuritibaEntão MorramosMúsicaSimonami

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