• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Televisão

A morte do romance rosa

porMatheus Urbano
9 de novembro de 2018
em Televisão
A A
'Mil e Uma Noites' é um claro representativo da morte do romance rosa

'Mil e Uma Noites' é um claro representativo da morte do romance rosa, até a mais "tradicional" das tramas guarda lá suas doses de renovação. Imagem: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Meus caros, estamos aqui para velar aquele gênero que nos trouxe alegrias, tristezas, risadas, maldades, bondades e paixão, muita paixão. Morre a inesquecível… novela, ou quase, para algumas pessoas como a escritora cubana Delia Fiallo, a responsável por trás de sucessos mundiais como Esmeralda, Rosalinda, O Privilégio de Amar, Sigo Te Amando e tantas outras, realmente: o gênero morreu de vez. Mas, ao menos para o mercado, isso não vai acontecer tão cedo.

Para Delia, talvez a novela na qual a mocinha é vulnerável, os vilões são maniqueístas e o mocinho é altamente conquistador perdeu seu contorno romântico. Hoje, é muito mais fácil você encontrar uma narrativa dessas em qualquer livro da série Cinquenta Tons do que na TV. E ainda assim, para o amante da novela clássica, esse é um livro que na TV faria o telespectador, na melhor das hipóteses, corar.

Eis que, com a chegada da década de 2010, a sangria foi estancada. Em todo o mundo, algo que era impensável acabou por dar sobrevida as tramas: o amor em segundo plano

Foi necessária a renovação. A crise começou a se deflagar no meio dos anos 2000, quando as audiências em todo o mundo começaram a cair vertiginosamente. Alguém consegue lembrar do enredo de novelas como Desejo Proibido, Três Irmãs e Beleza Pura sem consultar o Google? Pois é, nem eu. No México, então, maior exportador do filão, os sucessos de audiência no próprio país e internacionalmente falando começaram a ser cada vez mais raros.

Eis que, com a chegada da década de 2010, a sangria foi estancada. Em todo o mundo, algo que era impensável acabou por dar sobrevida as tramas: o amor em segundo plano. Agora, o amor que era o mote central passa a ser algo que acontece e se acontece. 200 capítulos? Quem tem tempo e dinheiro para isso? Agora, uma novela adulta tem 100/150 capítulos, no máximo e os enredos ganham contornos muito mais sérios.

Isso sem falar dos aspectos técnicos: agora novela ganha um aspecto cinematográfico com uma fotografia e iluminação muito bem pensada. Se antes você podia acompanhar dois ou três capítulos da novela e tudo bem, dava para entender a história, agora é o contrário: perca três capítulos e corre para a plataforma de streaming mais próxima para maratonar.

Mas, afinal, a novela em sua forma original morreu de vez? Não exatamente. Talvez ainda encontre seus últimos suspiros na mais nova queridinha do mercado internacional: as novelas turcas. Com a crescente leva de fracassos da Televisa, as novelas turcas ganharam as emissoras de televisão de frente com resultados interessantes, mas mesmo essas guardam rupturas que eram impensáveis em tempos anteriores.

Afinal, Mil e Uma Noites traz como ponto de partida um dilema que gera empatia em qualquer um: “você aceitaria dormir com um ricaço para salvar a vida de seu filho?”. Só essa frase gera discussão, imagine como trama principal de uma novela? É o bastião do “TV to talk about”, quanto mais ruptura e discussão melhor. Dava até para listar uma penca de novelas que tem esse norte, mas isso é papo para um próximo artigo.

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: mil e uma noitesNovelaSBTTelenovelaTelevisaTelevisãoTurquiaTV Globo

VEJA TAMBÉM

Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.
Televisão

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
O apresentador Guilherme Rivaroli. Imagem: RIC TV / Reprodução.
Televisão

Por que os telejornais deveriam ser mais curtos?

13 de janeiro de 2026

FIQUE POR DENTRO

A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
Rose Byrne brilha em 'Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria'. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria’: a maternidade em ruínas

29 de janeiro de 2026
Jessie Buckley e Paul Mescal em 'Hamnet'. Imagem: Focus Features / Divulgação.

‘Hamnet’ investiga o luto como matriz da arte

28 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.