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‘Penny Dreadful’ e o sombrio imaginário vitoriano

'Penny Dreadful' se aproveita da linha tênue entre a realidade histórica e a ficção que povoam o imaginário sobre a Inglaterra vitoriana.

porRodolfo Stancki
24 de julho de 2015
em Televisão
A A
'Penny Dreadful' e o sombrio imaginário vitoriano

Imagem: Reprodução.

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O seriado Penny Dreadful se aproveita da linha tênue entre a realidade histórica e a ficção que povoam o imaginário sobre a Inglaterra vitoriana. Ao mesmo tempo em que ambienta sua narrativa em uma Londres em profunda transformação social por causa da Revolução Industrial, o programa também apresenta um vasto repertório de personagens literários e mitos sobre o período.

No primeiro episódio acompanhamos uma expedição formada por uma misteriosa sensitiva (Eva Green), um pistoleiro americano (Josh Hartnett) e um rico explorador (Timothy Dalton). O trio investiga o desaparecimento de Mina Harker, personagem criado por Bram Stoker para o romance Drácula. Aos poucos, surgem na tela outras figuras conhecidas dos livros do período, como o Dorian Gray de Oscar Wilde e o Frankenstein de Mary Shelley.

No plano de fundo, a série exibida no Brasil pelo canal HBO se aproveita de elementos históricos, como o caso de Jack, o Estripador, do desenvolvimento marítimo da cidade e da popularidade do Grand Guignol, um tipo de teatro francês dedicado às peças de horror. A trama também é marcada pela obsessão que os britânicos tiveram pelo ocultismo, que se manifestava no desenvolvimento de práticas espíritas e no estudo de civilizações místicas, como o Egito Antigo.

O resultado final parece condensar tudo o que vem à mente sobre o período em um só enredo.

O resultado final parece condensar tudo o que vem à mente sobre o período em um só enredo. Não por acaso, a narrativa demora a engrenar e às vezes parece confusa. Penny Dreadful é uma salada de elementos, que se organizam lentamente, equilibrando cenas de profunda sensibilidade com sanguinolência – aos moldes de Game of Thrones.

Dramaturgia

Outro britânico de renome que é pincelado na série é o dramaturgo William Shakespeare. A poesia por trás de seus textos é referenciada especialmente no drama da criatura de Victor Frankenstein (Harry Treadaway). Rebatizado de Caliban, personagem da peça A Tempestade, o monstro é interpretado por Rory Kinnear, um ator shakespeariano. Renegado por seu criador, ele decide se abrigar em um teatro, onde discute sua própria condição como ser vivo.

Vale lembrar que a proposta do seriado produzido pelo Showtime (o mesmo de Homeland e Dexter) não é exatamente inovadora. A mistura de personagens literários vitorianos frequenta o cinema desde a década de 1940, quando os atores Bela Lugosi (Drácula), Boris Karloff (Frankenstein) e o Lon Channey Jr. (Lobisomem) dividiam a cena em filmes do estúdio Universal. Outra referência semelhante é a do quadrinista Alan Moore, que transformou o imaginário do período em um time de super-heróis em A Liga Extraordinária.

Matéria publicada originalmente no Jornal Gazeta do Povo em 20/07/2014.
Tags: Crítica de SeriadosCrítica de SériesEva GreenHBOJosh HartnettPenny DreadfulSeriadoSeriadosSériesextaTimothy Dalton

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