• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

Blackstar, novo disco de David Bowie, é genial sem fazer esforço

porAlejandro Mercado
15 de janeiro de 2016
em Música
A A
Cena do videoclipe da faixa "Blackstar". Foto: Divulgação / Vevo.

Cena do videoclipe da faixa "Blackstar". Foto: Divulgação / Vevo.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Aos 45 minutos do segundo tempo de 2015, “caiu” na internet o novo disco de David Bowie, o curto e direto Blackstar. Seguindo uma linha distinta de seu último lançamento, The Next Day (2013), Bowie fez o que dele se esperava: que ele não fizesse o que esperávamos. A contradição é proposital. Quando parecia que começávamos a decifrá-lo, o músico inglês dava um baile em todo mundo.

Blackstar é tudo, menos qualquer coisa que Bowie já tenha feito. A faixa que abre o disco, a homônima “Blackstar”, é uma opereta de art rock de 9 minutos e 55 segundos. Concebida como uma canção de 11 minutos, precisou ser editada para que pudesse ser vendida no iTunes – tempos modernos. De um lirismo ímpar e uma melancolia adjacente, a faixa ganhou um videoclipe com o selo David Bowie. Nele, uma mulher analisa o corpo de um astronauta caído, se decompondo sob a luz do sol eclipsada, enquanto espantalhos humanos preveem a tempestade.

Bowie parecia que cantava para si, ou para quem dele cobra algo. Cantou que “não é uma estrela do cinema”, “não é uma estrela pop”, mas, sim, “uma estrela negra”, enquanto a canção intercala um naipe de metais com uma batida eletrônica bem atual, mas sem mimetismo, pelo contrário, ele conseguiu ser original mesmo sem “inventar a roda”.

Bowie fez o que dele se esperava: que ele não fizesse o que esperávamos.

“’Tis a Pity She Was a Whore”, segunda faixa de Blackstar, é mais urgente, ríspida. A batida seca da bateria dita o ritmo, acompanhada de um sax acelerado, até a entrada da voz de Bowie. A canção esteve presente anteriormente como lado B do single “Sue (Or in a Season of Crime)” em 2014, que também está neste novo trabalho, e que também foi remodelada para 2016. Seu naipe de metais cria uma cadência bem característica do jazz e acrescenta pitadas do acid jazz. Por sinal, o jazz, o acid jazz e o funk dão unidade ao disco, como mostra a faixa “Lazarus”.

“Girl Loves Me”, quinta faixa, ganha teclados e uma roupagem espacial, super oitentista e com doses de gangsta rap. É a música mais surpreendente do disco, por sua obscuridade, pela agressividade de Bowie. E também por mesclar frases da obra de Anthony Burgess, Laranja Mecânica, com gírias Polari, utilizadas por gays britânicos, prostitutas, marinheiros, entre outros. É totalmente intrigante, como o conjunto de sete canções vazadas na tarde do dia 31 de dezembro. A influência de trabalhos como de Kendrick Lamar é evidente, deixando claro como Bowie foi uma esponja capaz de absorver tudo o que fosse necessário para criar uma obra moderna.

“Dollar Days” e “I Can’t Give Everything Away” formam um dueto particular. A primeira, também pincelada de jazz, leva o ouvinte a outro lugar, no qual somos arrebatados por uma balada na qual Bowie questiona se está “morrendo de vontade” ou “morrendo também”. Sua beleza é causada pela imersão em sua história, na vivencia da obra do Camaleão. Já a segunda é a mais alegre do disco, com um toque do que vimos em Low (1977).

https://www.youtube.com/watch?v=Zk1etr2EF_Y

Uma ponte facilmente identificável entre sua obra e Blackstar é a experimentação. Para nossa sorte, David Bowie conseguiu fazer isso de forma tão cuidadosa que, ainda que não faça um álbum conceitual, como os da “Trilogia de Berlim” (Low, Heroes e Lodger), ele cava um espaço em seu catálogo musical com um disco denso, que nos coloca diante da missão de adaptar nossos dicionários e reinterpretá-lo, não como um “novo” Bowie, mas como o artista multifacetado que invariavelmente nos deixava boquiabertos por percebermos que somos limitados, logo, incapacitados para compreendê-lo em toda sua essência e magnitude.

fb-post-cta

Tags: BlackstarDavid BowieMúsicasexta

VEJA TAMBÉM

Músico é muito aguardado no Brasil. Imagem: Akatre Creative Studio / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Benjamin Clementine

5 de março de 2026
Zach Condon retorna com o Beirut após quase 12 anos. Imagem: Lina Gaisser / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Beirut

27 de fevereiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Criada por Jacob Tierney, série canadense já foi renovada para uma segunda temporada, a ser lançada em 2027. Imagem: Bell Media / Divulgação.

‘Rivalidade Ardente’ transforma o hóquei no gelo em arena para o amor proibido

9 de março de 2026
Músico é muito aguardado no Brasil. Imagem: Akatre Creative Studio / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Benjamin Clementine

5 de março de 2026
Howard Zinn em Nova York, 2008. Imagem: Marc Dalio / Reprodução.

‘A bomba’ revisita Hiroshima para expor a engrenagem moral da guerra moderna

4 de março de 2026
A escritora Manoela Sawitzki. Imagem: Omar Salomão / Divulgação.

Em ‘Filha’, Manoela Sawitzki expõe as feridas na relação entre pai e filha

4 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.