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Quando Hank Moody encontra Bob Dylan

porGuilherme Aranha
22 de fevereiro de 2016
em Música
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O ano era 1999 e o mundo ganhava um presente cinematográfico nascido das talentosas mãos de Charlie Kaufman e Spike Jonze. Being John Malkovich havia sido lançado e se tornado sucesso de crítica, recebendo três indicações ao Oscar. E se em inglês o nome era, literalmente, algo como “Sendo John Malkovich”, os estúdios os lançaram por aqui como Quero Ser John Malkovich.

Mas quando eu tive contato pela primeira vez com o título aportuguesado, e sem levar em consideração o enredo, já formulei em minha própria mente que, se eu quisesse ser alguém, entre os tantos que admiro, seria definitivamente David Duchovny. Já escrevi sobre isso uma vez em minha página pessoal, antes mesmo de ser surpreendido novamente pelo nosso querido e eterno Fox Mulder.

Esse é Duchovny Foto: Reprodução
Esse é Duchovny. Foto: Reprodução.

David Duchovny é uma daquelas celebridades fáceis de invejar: além de ator, diretor e roteirista, David imortalizou na televisão dois grandes personagens (Fox Mulder, na série Arquixo X, e Hank Moody, em Californication), o que lhe garantiu dois Globos de Ouro; no cinema, atuou em papeis sólidos e se aventurou também na literatura — mestre pela Universidade de Yale — com seu best seller Holy Cow. E depois de ser tudo isso, Duchovny resolveu ser Bob Dylan por alguns minutos (54, para ser mais exato).

David Duchovny é uma daquelas celebridades fáceis de invejar: além de ator, diretor e roteirista, David imortalizou na televisão dois grandes personagens.

Hell or Highwater foi lançado em meados do ano passado e nos mostra um lado B do ator, que mistura em suas 12 faixas um pouco de R.E.M. com Flaming Lips e Wilco com a óbvia influência de Dylan em um bom e regular álbum de folk rock. Embora seu trabalho passe longe da genialidade de Bob Dylan, David Duchovny apresenta faixas que possuem instrumentais bem compostos e nítidos a cada batida. Isso somado a um vocal bastante agradável e semelhante ao de Mike Ness, vocalista do Social Distortion.

A cada faixa, Duchovny nos brinda com um pouco mais de sua versatilidade e talento. Sua capacidade como escritor e compositor é muito bem explorada em letras maravilhosas, que ficam em destaque como na faixa homônima “Hell or Highwater” — sem dúvida, a melhor faixa do álbum —, “Stars” e “The Things”. A faixa de abertura, “Let It Rain”, é perfeita para a ocasião, introduzindo-nos suavemente à proposta do artista.

Capa de Hell or Highwater Foto: Consequences of Sound
Capa de Hell or Highwater. Foto: Consequences of Sound.

As demais canções de Hell or Highwater são constantes, com bons atributos e mixagem bem feita, o que sustenta cada pequeno detalhe de suas composições. Isso faz o álbum uma ótima companhia durante uma noite chuvosa, com picos interessantes de sua capacidade musical. É como se David Duchovny tivesse importado para dentro de um estúdio tudo o que Hank Moody tinha a dizer sobre música nas primeiras temporadas de Californication.

David Duchovny, mais uma vez, realiza um grande trabalho além das telas, e cativa os fãs de seu trabalho também em um full-lenght bem produzido e muito acima da expectativa. Outro ponto alto a se somar em toda a construção de Hell or Highwater é que David Duchovny não faz falsas pretensões de sempre ter sido um músico, tendo começado a tocar guitarra apenas alguns anos atrás. Esse fator faz com que seu álbum, até então médio, ganhe pontos com um bom debut de um cara novo nesse cenário.

Hell or Highwater é a boa estreia de David Duchovny no cenário musical, que o separa um pouco da sua imagem sempre associada aos personagens que o consagraram e mostra um currículo de maior respeito. Um amadurecimento, entretanto, pode ser bom para dar uma identidade a sua carreira musical, enquanto ele se solta de suas nítidas influências.

De resto, faço votos de que ainda assim queria ser David Duchovny. Ainda mais por ter um álbum que pudesse chamar de meu pelo resto da vida.

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Tags: David DuchovnyHell or HighwaterMúsica

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