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Home Crônicas Alejandro Mercado

O muro de pedras

porAlejandro Mercado
18 de março de 2016
em Alejandro Mercado
A A
"O muro de pedras", crônica de Alejandro Mercado

Imagem: Reprodução.

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Nunca antes na história desta coluna foi tão difícil estabelecer um tema a ser abordado por este colunista. Parece que a vida foi tomada de assalto e você é um golpista, um petralha ou um isentão, não importando muito o que você seja no fim das contas.

Durante a cobertura da cerimônia do Oscar, a atriz global Glória Pires, sem intenção nenhuma, diga-se, deixou uma valiosa dica à internet e à população brasileira em geral. Por vezes, te acharem ignorante é melhor do que terem a certeza. Confesso que imaginei, tamanha a comoção que invadiu as redes sociais, que seria um exercício que colocaríamos em prática, já que a soma do quadrado dos catetos parece não entender muito a hipotenusa da nossa realidade política e que a regra de três só parece fazer sentido na hora de equacionarmos a propina.

É, a idade não me trouxe muita maturidade nestes momentos para compreender os meandros políticos brasileiros. Verdade seja dita: ficar em cima do muro é uma posição cômoda. Você não se indispõe com nenhum dos lados, não arranja entreveros, seja nas rodas de amigos ou profissionais e, ainda por cima, pode procurar encarar a vida com humor. Porque, veja bem, se você não rir da própria desgraça o único caminho possível será a loucura.

O mundo está desabando e meu cachorro dormindo, como se a coisa mais preocupante da vida fosse esperar até a próxima refeição. Queria ser ele.

Ficar em cima do muro ainda encontra outra vantagem: de lá é possível ter visão (e não foro, veja só) privilegiada sobre o que está acontecendo. Permite, ainda, que tenhamos tempo hábil para entender o que está ocorrendo, afinal, as cenas deste filme chamado Brasil estão passando de maneira tão alucinada que não há cidadão capaz de digerir as informações e formular um posicionamento a respeito em tão curto prazo. Amigo, eu não consigo nem achar o 20 no bingo com facilidade, você vai me cobrar que eu tenha opinião sobre tudo que acaba de ocorrer?

Em definitivo: ficar no muro não significa que eu concorde com um impeachment sem base legal liderado pelo mais abjeto Congresso que o Brasil já teve, ou que esteja de acordo com a imparcialidade da classe média e dos veículos de imprensa hegemônicos, que abraçam quebras constitucionais e falsos profetas como salvadores. Tampouco compactuo com a corrupção, seja ela em partidos governistas ou de oposição. Longe disso. De onde estou quero apenas a possibilidade de fazer o que a vida exige de mim: pensar, raciocinar, refletir, como deveria fazer qualquer ser humano com o mínimo de inteligência.

Neste momento, o mundo está desabando e meu cachorro dormindo, como se a coisa mais preocupante da vida dele fosse esperar até a próxima refeição. Queria ser ele.

Tags: BrasilCrônicademocraciapolítica

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