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A tensa segunda temporada de ‘Bloodline’

'Bloodline' tira o drama familiar do centro da narrativa e dá lugar a um thriller policial eficiente, que acelera a trama e supera seu primeiro ano.

porRodrigo Lorenzi
21 de junho de 2016
em Televisão
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A tensa segunda temporada de 'Bloodline'

Imagem: Reprodução.

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Bloodline não é uma série muito popular. Produzida pela Netflix, o drama familiar não chega a ser o assunto mais comentado das redes sociais, nem mobiliza milhares de fãs para fazerem maratona. Diferente dos hypes Orange is The New Black, Sense8 e House of Cards, a segunda temporada chegou tímida no final de maio e até agora não ganhou a confirmação de uma terceira. Entretanto, quem já assistiu a Damages, sabe que as mentes por trás do drama da Netflix  são capazes de surpreender mesmo quando o público jura que a série não tem mais para onde andar.

A série consegue segurar a tensão tão bem ou melhor do que a primeira temporada.

Bloodline gira em torno da família Rayburn, que tem seus segredos revelados quando Danny (Ben Mendelsohn), a ovelha negra, retorna para casa, fazendo aflorar problemas de relacionamentos. Na segunda temporada, a família luta para manter o sobrenome tradicional incólume, mas pessoas do passado de Danny aparecem e se tornam uma ameaça. Enquanto isso, a investigação da polícia em torno do assassinato ocorrido no final do primeiro ano leva a família à beira da paranoia.

O grande destaque é que, diferentemente do primeiro ano, no qual todos os episódios se utilizavam de recursos para avançar no tempo e mostrar ao público que alguma tragédia ia acontecer, a segunda temporada confia mais em sua própria história. Dessa forma, Bloodline não dá nenhuma pista, o que deixa a audiência sem a menor noção do que vai acontecer. Com isso, a série consegue segurar a tensão tão bem ou melhor do que a primeira temporada.

Com uma direção eficiente, o público é levado novamente às praias paradisíacas da Flórida, onde a água cristalina contrasta com a podridão da família. De forma bastante inteligente, os criadores da série, Todd A. Kessler, Daniel Zelman e Glenn Kessler , acertam o ritmo e melhoram a técnica para mostrar a história de uma família cheia de segredos, algo nada original na televisão, mas que em Bloodline não soa repetitivo. Se o medo do público era que a figura de Danny fizesse falta à série, o personagem aparece em quase todos os episódios, seja em flashbacks importantes para expandir a história dos Rayburns ou por meio da consciência de John (Kyler Chandler). Mas sabiamente os roteiristas não utilizam a presença física de Danny em demasia e, mesmo assim, conseguem deixá-lo evidente em todos os momentos, já que a ação dos personagens é movida pela culpa.

Esse recurso dá ao protagonista John um nível de complexidade importante para a trama. Como seus pensamentos aparecem na forma física de Danny, o público consegue entender mais o que se passa na mente sombria do personagem e quais serão seus próximos passos. Kyle Chandler, aliás, entrega, mais uma vez, uma atuação impressionante. Torturado pela culpa, John vai se complicando a cada passo e ainda precisa carregar o peso de ser o cara que resolve todos os problemas da família. A grande pergunta para o público é: ele fez uma coisa ruim, mas ele é uma má pessoa?

E Bloodline ainda pode se vangloriar com um elenco invejável. No segundo ano, todos os personagens são utilizados de forma proveitosa, tendo relação direta com a trama central, em menor ou maior grau. A ótima Linda Cardellini ganha mais espaço com Meg; Norbert Leo Butz é outro forte candidato a ter uma indicação em premiações, com Kevin cada vez mais perturbado, assim como os novos personagens que entram na série para complicar o enrendo e abrir caminhos para a narrativa. O filho de Danny, Nolan (Owen Teague) consegue ser quase tão repulsivo quanto o pai, mas vai se redimindo ao longo dos episódios com a presença de sua avó, Sally (Sissy Spacek). Os coadjuvantes, especialmente os personagens Marco (Enrique Murciano), Eric (Jamie McShane) e Ozzy (John Leguizamo), conseguem dar mais agilidade à trama, nunca deixando o ritmo cair e nenhum dos plots soa tedioso.

Mas o melhor mesmo é que Bloodline não tenta fugir da história principal ou criar argumentos exagerados. Assim, a principal motivação de tudo continua sendo manter o nome da família intacto. Não há nenhum plano mirabolante da família para esconder seus crimes e tudo começa a complicar, deixando o público crente de que não há mais chances dos Rayburns se safarem, até chegarmos ao último episódio e percebermos que os roteiristas ainda têm bastante cartas na manga e estão dispostos a jogá-las, caso a Netflix confie neles. A tensão crescente dos episódios é palpável para o público, que consegue facilmente se colocar no lugar da família. Diferente do primeiro ano, no qual a reflexão tomava conta de boa parte dos episódios, a segunda temporada é suspense puro.

O final deixa mais perguntas abertas do que seu primeiro ano e abre um leque de desenvolvimento maior. Porém, caso renovada, Bloodline deve tomar cuidado para não virar um novelão cansativo e forçado. Enquanto isso não acontece, seus criadores e roteiristas escancararam a podridão humana que se esconde atrás de um tradicional sobrenome, em uma série que te deixa preso do começo ao fim.

Tags: Ben MendelsohnBloodlineCrítica de SérieDaniel ZelmanGlenn Kesslerkyle chandlerNetflixsegunda temporada BloodlineSeriadosSériesTodd A Kessler

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