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Home Literatura

‘O Curso do Amor’: quem inventou o amor?

Em 'O Curso do Amor', Alain de Botton reflete sobre as relações amorosas contemporâneas.

porJonatan Silva
17 de novembro de 2017
em Literatura
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'O Curso do Amor': quem inventou o amor?

Imagem: Reprodução.

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O que acontece, na vida real, depois do viveram felizes para sempre? Rabih e Kirsten se conheceram em Edimburgo, na Escócia, namoraram, casaram, tiveram filhos e… viveram os percalços da busca eterna pela felicidade conjugal. O pensador Alain de Botton analisa a vida do casal em O Curso do Amor (Intrínseca, tradução de Clóvis Marques) que, apesar do título, não se propõe como um guia, mas como uma reflexão acerca da complexidade dos relacionamentos.

Como em Religião para Ateus e Notícias, Botton olha com imparcialidade para os personagens que escolheu. É impossível passar incólume à identificação das esperanças e frustrações retratadas pelo autor que, com simplicidade, divide o livro em quatro partes, quase que cronológicas: romantismo, para sempre, filhos, adultério e além do romantismo. Talvez um pouco menos cético, porém não menos frio, que em outras investigações, o filósofo percebe as relações entre os casais como um sistema difuso de casualidades e tentativas de autodefesa. Entretanto, não há quaisquer condenações a nenhum desses dois aspectos; ao contrário, para Botton esses são elementos inerentes à sobrevivência da espécie.

Considerado um dos mais interessantes analistas da vida moderna, Alain de Botton é provocador ao ir contra a noção de que precisamos inovar para que um relacionamento realmente funcione.

Ao mesmo tempo, O Curso do Amor é uma ode à rotina dos casais que, com certa maleabilidade, conseguem levar adiante pequenas crises, má-interpretações e desaforos. Considerado um dos mais interessantes analistas da vida moderna, Alain de Botton é provocador ao ir contra a noção de que precisamos inovar para que um relacionamento realmente funcione. Ainda assim, é enfático ao dizer que não existe felicidade – não a felicidade plena.

Capítulo a capítulo, cria breves insights sobre questões diárias. Sobre o casamento, afirma: “aposta primorosa, generosa e infinitamente agradável feita por duas pessoas que ainda não sabem quem são ou quem poderia ser a outra parte, comprometendo-se com um futuro que não são capazes de conceber e que, com muito cuidado, se eximiram de investigar.”

Antes do amanhecer

Rabih e Kirsten são pessoas normais, comuns em tudo. Suas observações sobre a vida e sobre os relacionamentos também não são extraordinárias – o que faz de O Curso do Amor uma obra muito próxima de qualquer um de nós como a trilogia de Richard Linklater, embora Jesse e Celine sejam mais idealistas que o par de Botton.

Em Antes do amanhecer, Antes do pôr-do-sol e Antes da meia-noite, o cineasta narra o amor sob a perspectiva do idealismo dos 20 anos, da frustração ao se chegar aos 30 e do conformismo das quatro décadas. Botton perpassa as relações de maneira mais minuciosa, trabalhando os pequenos entraves (quase) imperceptíveis do dia a dia.

O Curso do Amor é um livro sobre a consciência de ser um casal no século XXI e ser capaz de lidar com os nuances reais e virtuais da vida. É um mergulho íntimo e intrincado em uma das áreas mais sensíveis do ser humano: o amor – motivo pelo qual muitos matam e vivem.

O CURSO DO AMOR | Alain de Botton

Editora: Intrínseca;
Tradução: Clóvis Marques;
Tamanho: 256 págs.;
Lançamento: Agosto, 2017.

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Tags: Alain de BottonAmorCríticaCrítica LiteráriaEditora IntrínsecaFilosofiaLiteraturapensamentorelacionamentosResenhaRichard Linklater

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