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‘Segundo Sol’ é uma novela leve, mesmo com enredo melodramático

Nova novela das nove, 'Segundo Sol' traz tramas dignas de folhetins tradicionais, porém com texto inteligente e cenas bem dirigidas.

porGabrielle Russi
23 de maio de 2018
em Televisão
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'Segundo Sol' é uma novela leve, mesmo com enredo melodramático

Imagem: Reprodução.

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A nova novela das nove da Rede Globo, Segundo Sol estreou na segunda-feira passada, dia 14. De autoria de João Emanuel Carneiro, a trama tem direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis – que trazem na bagagem a bem-sucedida Rock Story – e mostra o bom humor da dupla. O folhetim tem um enredo bastante melodramático, entretanto, as cenas e os textos são ágeis, leves, alto-astrais e com carga dramática na medida certa.

Segundo Sol começou mostrando o cantor de axé Beto Falcão (Emílio Dantas) se dando conta de que seu sucesso, acontecido há três anos, não existe mais. E a situação foi mostrada de maneira bem criativa pelo texto e direção: a novela abriu com imagens do Carnaval de Salvador e mostrando Beto cantando sua animada canção. Porém, quando a imagem abre, é mostrado que o cantor está num trio elétrico modesto e praticamente sem público ao redor.

No mesmo capítulo, Beto foi dado como morto, causando uma comoção nacional. Algo que pode ter soado exagerado em um primeiro momento. No entanto, a produção mostra ecos de histórias reais, ganhando credibilidade e gerando identificação, pois há vários exemplos da vida real que coincidem com a situação apresentada. Mais adiante, Beto apareceu vivo e foi convencido pelo irmão e pela ex-namorada a seguir com a farsa. Com problemas financeiros, ele topa e vai se esconder numa ilha, onde conhece a mocinha Luzia (Giovanna Antonelli).

O enredo não é dos mais originais e traz cenas e situações clássicas nas teledramaturgias brasileiras. Mas mesmo assim, a trama chama a atenção, afinal o simples bem feito é bem melhor do que o mirabolante mal executado.

Um fato curioso é que no primeiro capítulo a direção da novela deixou passar um erro de gravação: um homem, que provavelmente era um operador de câmera ou alguém da produção, apareceu deitado no fundo de um barquinho em que deveriam estar apenas os personagens Beto Falcão e Fabiano, filho de Luzia (saiba mais aqui).

A história é o que chamamos de novelão tradicional, traz em sua fórmula triângulos amorosos, vilões bem definidos e um bom núcleo cômico. O enredo não é dos mais originais e traz cenas e situações clássicas nas teledramaturgias brasileiras. Mas, mesmo assim, a trama chama a atenção, afinal o simples bem feito é bem melhor do que o mirabolante mal executado.

A trama acertou na escalação de atores. Mas o principal destaque vai para as vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves), que mostram um excelente desempenho e convencem com suas maldades e grandes tiradas de humor. Um dos mistérios da trama é a razão da devoção de Laureta em ajudar Karola. Em tempo recorde, elas livraram um sujeito da cadeia, criaram uma falsa gravidez, conseguiram separar o casal protagonista, subornaram uma curandeira e ainda armaram um plano que resultou na morte do ex-marido da mocinha Luzia.

Definida por Laureta como “pistoleira, ex-combatente e bandida”, a personagem mostra que Deborah Secco estava mais do que pronta para dar vida a primeira grande vilã da sua carreira. Já Adriana Esteves mostra que sabe como ninguém interpretar uma antagonista, sem soar repetitiva: Laureta é muito mais sóbria e contida, deixando para trás o tom histriônico e agudo da Carminha de Avenida Brasil ー do mesmo dramaturgo, não deixando espaço para comparações.

Como já comentado nessa coluna, a trilha sonora é um destaque à parte, cheia de releituras de clássicos do axé music dos anos 90. Foi um acerto, é uma delícia acompanhar as cenas cantarolando vários hits. Outro destaque vai para o sotaque baiano do elenco — um ponto que normalmente é motivo de críticas ferozes, que aparece natural em Segundo Sol.

O maior problema de Segundo Sol, no entanto, é realmente a falta de representatividade. Claramente faltam atores negros em cena numa história passada na Bahia. O lado bom é que a discussão foi levantada e ganhou muita visibilidade, até em jornais internacionais. Espera-se que, a partir de agora, atores negros realmente ganhem mais espaço na televisão brasileira, pois já passou da hora de isso acontecer.

A produção tem pela frente o desafio da mudança de fase: um salto cronológico de 18 anos, previsto para ir ao ar ainda nesta semana. Essa manobra é muito comum nas novelas da emissora, só que nem sempre é realizada com sucesso. No mais, a novela possui muitas qualidades e tem tudo para manter a boa fase de audiência do horário. Depois do péssimo desempenho de O Outro Lado do Paraíso, Segundo Sol chegou com o desafio de, assim como anuncia a música de abertura, autoria de Nando Reis, realinhar a órbita do horário nobre na Rede Globo.

Tags: Adriana EstevesCritica de NovelaDeborah SeccoEmílio DantasfolhetimGiovanna AntonelliJoão Emanuel CarneiroNovelaRede Globosegundo solteledramaturgia

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