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Como é ‘Magic Mike XXL’?

'Magic Mike XXL' é uma continuação desnecessária de um filme muito bom que elimina todo o drama para valorizar uma cultura tosca da sexualidade humana.

porYuri Al'Hanati
30 de julho de 2015
em Cinema
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Como é 'Magic Mike XXL'?

Imagem: Reprodução.

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Como continuação, Magic Mike XXL – que sucedeu o sucesso Magic Mike, do diretor Steven Soderbergh – é o feijão com arroz narrativo que se espera de uma franquia que não deveria ter continuação. Diferentemente do primeiro, o novo filme, dirigido por Gregory Jacobs, foi desprovido de qualquer drama e profundidade para criar uma espécie de roadmovie adolescente que mistura construções do tipo O Grande Golpe (como em Onze Homens e Um Segredo) com bobeira púbere no nível de um American Pie da vida.

A história gira em torno de uma certa convenção de strippers masculinos, e os antigos discípulos de Dallas (interpretado no primeiro filme por Matthew McConaughey, que muito sabiamente deve ter abandonado em terra o Titanic já prevendo o naufrágio) resolvem “cair na estrada uma última vez para um último grande show”, como se a grandiloquência de um strip-tease masculino pudesse salvar o mundo. A propósito: o Mike que dá nome ao filme, e que tinha abandonado o ramo de tirar as calças em público, volta a integrar a trupe simplesmente porque sim. Vai vendo.

Como crítica social, Magic Mike XXL é libertador ao reconhecer e validar o prazer feminino – principalmente o tão temido sexo interracial – em meio ao protestantismo puritano e machista do commonwealth de uma maneira geral.

Como crítica social, Magic Mike XXL é libertador ao reconhecer e validar o prazer feminino – principalmente o tão temido sexo interracial – em meio ao protestantismo puritano e machista do commonwealth de uma maneira geral. Mais do que isso, Magic Mike XXL cinicamente admite a tosqueira que é o entretenimento sexual e se orgulha disso, mais ou menos o que Lauren Weisberger faz com a indústria da moda em O Diabo Veste Prada, só que com muito menos classe e com muito menos base.

Boa parte da lição que a narrativa dá para seus personagens é a aceitação de serem nada mais nada menos do que strippers masculinos. Um deles diz “se eu for cair, vou cair em meio a um tsunami de verdinhas”, em um tom tão heroico que o espectador pode achar que está assistindo a Platoon e não a um filme sobre homens de fio dental.

Como fábrica de fantasias, Magic Mike XXL oferece ao desesperançado mundo das mulheres idealistas a possibilidade de encontrar homens de corpos esculturais e completamente eximidos de ego, que são ao mesmo tempo carinhosos e atenciosos, uma fantasia que rende bons anos de autorreprovação e de férias na Europa todo ano para profissionais da área da psicologia quando se confrontam expectativa e mundo real. Nada de muito diferente do que fazem atrizes de beleza opressora como Emma Stone, Marisa Tomei e Jennifer Lawrence em seus papéis angelicais. Mas, de novo, ter a perspectiva pelo lado feminino é uma boa, pra variar.

Como filme, Magic Mike XXL é uma bela porcaria.

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Tags: american pieChanning TatumCinemaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaGregory Jacobsmagic mike xxlMatt BomerMatthew McConaugheyO Diabo Veste Pradasteven soderberghstrip-tease

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