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‘Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre’ discute o aborto com sensibilidade e vigor

Um dos melhores e mais premiados filmes do último ano, 'Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre', da cineasta americana Eliza Hittman, opta pelo realismo e evita o tom sentimental para tratar de um tema nevrálgico e urgente.

Paulo Camargo por Paulo Camargo
18 de fevereiro de 2021
em Central de Cinema
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Nunca, Raramente, às Vezes e Sempre, de Eliza Hittman

Sidney Flanegan brilha como Autmun, a protagonista de 'Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre". Imagem: Divulgação.

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Há filmes, e não são muitos, que conseguem ser essenciais a seu tempo. Tanto pela discussão que propõem quanto pela sua estética, por suas qualidades narrativas. É o caso de Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre, longa-metragem vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim de 2020, premiado no Festival de Sundance e presente na maior parte das listas de melhores produções do último ano.

Escrito e dirigido pela cineasta Eliza Hittman (do elogiado Ratos de Praia), o filme discute um tema que, frente à onda de conservadorismo que vem atingindo o mundo nos últimos tempos, tornou-se nevrálgico, essencial: o aborto e sua legalização. Embora não seja panfletária, é uma obra claramente posicionada em favor da liberdade da escolha da mulher.

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No centro de Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre está Autumn (a revelação Sidney Flanegan), uma garota de 17 anos, estudante secundária que vive uma situação tensa dentro da própria casa. Tem uma relação discretamente hostil com o padrasto, e também é distante da mãe. que embora seja afetuosa, parece dividida entre o marido e a filha.

Caixa de um supermercado no contraturno, Autumn é a personificação da angústia. Além da tensão familiar, ficamos sabendo que ela também sofre em silêncio assédio no colégio: garotos com quem estuda a chamam de vadia e dela abusam verbalmente.

Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre não recorre a discursos explícitos, tampouco julgamentos morais, mas defende de maneira muito firme a escolha de Autumn.

Ao ir a uma clínica em sua pequena cidade, localizada no interior da Pensilvânia, Autumn descobre estar grávida e encontra forte resistência quando dá a entender que sua opção é pelo aborto, legal no seu estado, porém condenado pelos profissionais que a atendem, que tentam dissuadi-la a todo custo.

Resta-lhe, assim, buscar outros caminhos. Depois de tentar, sem êxito, provocar um aborto espontâneo, acaba compartilhando seu estado com Skylar (a também ótima Talia Rider), uma prima que trabalha com ela na mesma loja. A garota se sensibiliza e resolve ajudá-la a conseguir dinheiro suficiente para irem as duas a Nova York, onde Autumn poderá fazer o procedimento sem julgamentos, de forma segura.

A opção de Hittman é pelo realismo. Embora tenha feito um filme tenso, doloroso, a diretora evita dar à narrativa um tom sentimental, melodramático. Ela cola a câmera em suas personagens, nos rostos e nos corpos das duas jovens, que empreendem uma jornada heroica, com pouquíssimos recursos, em busca de um direito. O tom é quase documental.

Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre não recorre a discursos explícitos, tampouco julgamentos morais, mas defende de maneira muito firme a escolha de Autumn.

Sidney Flanegan está perfeita no papel. Impressiona o quanto ela consegue expressar com o rosto, com o olhar. Seu desempenho é contido, econômico, porém muito intenso. As cenas nas clínicas, em sua cidade natal e em Nova York, diante da qual há uma manifestação de fundamentalistas cristão, são devastadoras, mas também alentadoras.

Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre já pode ser visto no Brasil em plataformas de streaming, como Google Play e o Now.

Tags: abortoCinemacrítica cinematográfiadramaEliza HittmanFestival de BerlimFestival de Sundancefilm reviewmovie reviewNunca Raramente ás Vezes SempreOscar 2021resenhaSidney FlaneganTalia RyderUrso de Prata
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