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‘Blue Jay’ é um belo e melancólico ensaio sobre nostalgia

Drama independente dirigido por Alex Lehmann, 'Blue Jay' traz Sarah Paulson e Mark Duplass como ex-namorados que se reencontram 24 anos depois.

porGiovanna Tortato
13 de julho de 2018
em Cinema
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‘Blue Jay’ é um belo e melancólico ensaio sobre nostalgia

Imagem: Reprodução.

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À primeira vista Blue Jay pode não parecer muito atraente para alguns. Filme independente, preto e branco, diretor desconhecido… Mas estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto (o TIFF), fez bonito e, bem, Sarah Paulson. Na história, Jim (Mark Duplass) e Amanda (Paulson) são dois ex-namorados de colégio que, por acaso, se reencontram 24 anos depois no mercado, quando, coincidentemente, os dois retornam para sua cidade natal na mesma época. Eles, então, começam a conversar e conhecer as novas pessoas que se tornaram, enquanto relembram a adolescência que viveram juntos e percebem o distanciamento entre o presente e o futuro planejado.

Blue Jay é a estreia na direção de Alex Lehmann, que nem por isso pode ser chamado de novato. Ele já havia produzido um documentário próprio e trabalhado como diretor de fotografia em inúmeros outros longas. Lehmann faz um belo trabalho. A escolha de usar o preto e branco se justifica, simples como toda a estrutura do filme que se passa num período de menos de um dia e tem um total de três personagens com falas.

A simplicidade só não se reflete nos sentimentos dos personagens, quase nunca expressados verbalmente, mas tão complexos quanto sutilmente óbvios diante das grandes atuações do casal protagonista. Sarah Paulson e Duplass são cativantes o suficiente para não tornar o filme arrastado, mesmo que ele seja um estudo de personagens e não uma narrativa com ações e consequências. Os dois têm a química que se esperaria de um casal de longa data, o que os personagens não são, mas poderiam muito bem ser.

Amanda parece representar a saudade do que já viveu, enquanto Jim aparenta se ressentir pelo que poderia ter sido seu futuro.

O roteiro, escrito pelo próprio Duplass, vai ao poucos nos apresentando a quem os dois eram tantos anos atrás, ao mesmo tempo que isso monta o quebra-cabeça para entendermos como se tornaram quem são agora. Em uma cena emblemática e facilmente relacionável, os dois ouvem às próprias vozes em fitas cassetes gravadas tantos anos atrás e parecem não reconhecer a si mesmos ou se lembrar de quem eram aquelas pessoas.

Amanda parece representar a saudade do que já viveu, enquanto Jim aparenta se ressentir pelo que poderia ter sido seu futuro. Dois sentimentos irmãos nascidos da nostalgia profunda gerada ao reencontrar alguém de quem você foi tão íntimo, mas ao mesmo tempo não faz mais parte da sua vida.

Impossível não sorrir com os momentos em que eles ouvem sua antiga música favorita, encontram um velho conhecido ou mesmo algo tão simples como quando ela percebe que ele se lembra quais são suas jujubas favoritas. Eventualmente, o longa se encaminha para os problemas que os dois parecem ter esquecido inicialmente, mas que vão aflorando conforme eles começam a ser mais sinceros um com o outro. E, ainda que possa não parecer, ele propõe, sim, um final. Uma resposta para uma mágoa de 24 anos é mais do que um encerramento satisfatório.

Blue Jay pode causar diferentes reações dependendo do seu espectador. Alguém na idade dos personagens poderia se relacionar diretamente com a história, o que pode ser uma experiência dolorosa. Para os mais jovens, a melancolia pode representar um certo medo do futuro e da perda das conexões com as pessoas que, agora, parecem tão essenciais à sua vida. Seja qual for a mensagem tirada, será uma mensagem bonita e bem escrita.

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Tags: Alex LehmannBlue JayCinemaCríticaCrítica CinematográficaMark DuplassResenhaReviewSarah Paulson

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