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‘Dominguinhos’ se revela além do óbvio

Documentário 'Dominguinhos' evita o didatismo, costurando imagens de arquivo, canções e voz do músico como narrador de si mesmo.

porPaulo Camargo
22 de maio de 2014
em Cinema
A A
Documentário 'Dominguinhos', de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar

Imagem: Divulgação.

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Nada pior, nesta segunda década do século 21, do que um documentário expositivo careta, com narração em off, que, por meio de datas, nomes e depoimentos solenes, tenta nos convencer do conteúdo que está veiculando, fazendo coincidir o dito e o mostrado. Ou seja, sem permitir ao espectador espaço para tirar suas próprias conclusões.

Dominguinhos, em cartaz no Espaço Itaú de Cinema desde ontem, vem se juntar ao expressivo número de filmes sobre figuras importantes da música popular brasileira produzidos nos últimos anos. E é um dos mais interessantes justamente porque não se pretende uma obra didática, com a ambição de dar conta da “vida e da obra” do grande músico pernambucano, nascido em Garanhuns, em 1941.

Logo em suas primeiras imagens, o filme não diz, mas insinua a que veio: em uma paisagem de sertão, vê-se um pião que gira sem som algum sobre um chão de terra. Em seguida, ouve-se a voz de um boiadeiro a cantar e o bater de asas de uma ave. Intui-se, sem que nenhuma voz nos conte, que, ali, naquela paisagem agreste, encharcada de solidão, veio ao mundo Dominguinhos (morto no ano passado, depois de uma longa batalha contra o câncer).

O grande narrador da história do sanfoneiro, herdeiro de Luiz Gonzaga e escolhido em vida pelo autor de “Asa Branca”, é o próprio Dominguinhos, cuja voz, em depoimento gravado, estabelece o tom da narrativa. Ficamos sabendo da infância pobre na lavoura de feijão, e que, menino ainda, quando o chamavam de Nenê, ele começou a tocar sanfona em um grupo com dois de seus muitos irmãos – 15, para ser mais preciso –, que “iam morrendo” e sendo enterrados em pequenos caixões feitos pelo pai.

Paira sobre o filme o bom fantasma de Gonzagão, que lhe presenteou com a primeira sanfona, e nele identificou, muito cedo, o talento necessário para que fosse primeiro discípulo.

Paira sobre o filme o bom fantasma de Gonzagão, que lhe presenteou com a primeira sanfona, e nele identificou, muito cedo, o talento necessário para que fosse primeiro discípulo e, depois, seu sucessor, firmando-se como grande compositor e intérprete vigoroso de sua obra. No filme, Dominguinhos conta, de um jeito tímido, quase acanhado, suas aventuras nos dancings do Rio de Janeiro, do casamento e da paternidade precoces, e do desafio de se impor fazendo uma música de nordestinos pobres no sul do país.

As imagens – como um espetacular duelo de xaxados, tocados e dançados com Luiz Gonzaga em número gravado para a televisão – são espetaculares. O filme de Mariana Aydar, Eduardo Nazarian e Joaquim Castro emociona porque os diretores não buscam o recurso fácil de transformar seu personagem em herói. Ele emerge de um notável desenho de som que costura o depoimento de Dominguinhos a excertos de entrevistas, imagens de apresentações musicais, cenas de intimidade, fotos e outros fragmentos de vida.

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Tags: CinemaCinema NacionalCríticaDocumentárioDominguinhosEduardo NazarianJoaquim CastroMariana Aydar

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