• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

‘Esplendor’ utiliza o cinema para discutir a cegueira

'Esplendor', o belíssimo novo longa-metragem da diretora japonesa Naomi Kawase, nos instiga a prestar atenção aos detalhes do mundo ao redor.

porPaulo Camargo
10 de maio de 2018
em Cinema
A A
'Esplendor' utiliza o cinema para discutir a cegueira

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Naomi Kawase (de Sabor da Vida) é hoje a diretora mulher mais importante no Japão. Faz um cinema ao mesmo tempo extremamente pessoal, que verte delicadeza e senso de observação social, e acessível – seus filmes são sucesso de público, sem jamais subestimá-lo. Esplendor, que agora entra em cartaz no Brasil, é um ensaio sobre cegueira, do ponto de vista de quem pensa uma expressão artística como a sétima arte, que tanto depende do sentido da visão, para quem pouco ou nada consegue enxergar.

A protagonista chama-se Misako (Ayame Misaki). Ela ganha a vida fazendo versões de audiodescrição de longas-metragens para deficientes visuais. Em uma reunião em que apresenta um novo trabalho, ela conhece alguém que irá desafiá-la em vários planos. O fotografo Masaya Nakamori (Masatoshi Nagase) é um homem amargo que, ironicamente, está perdendo a visão e desdenha dos métodos utilizados por Misako para descrever os filmes. Ele lhe propõe que tente encontrar uma forma mais subjetiva e menos óbvia.

Naomi Kawase (de Sabor da Vida) é hoje a diretora mulher mais importante no Japão.

Desse “confronto”, surge uma inesperada aproximação, que fará com que a jovem repense suas certezas, a própria vida e seu passado, que vem à tona. Por meio do processo de perda da visão de Masaya, ela começar a se enxergar melhor como pessoa, porque ele a obriga a sair de sua zona de conforto. O interessante é que o fio que costura a relação que se estabelece entre os dois é o próprio cinema, o que ele significa e quer dizer, sobretudo quando precisa ser narrado, e não exatamente visto.

Naomi Kawase, que em 1997 ganhou no Festival de Cannes o prêmio Câmera de Ouro com seu longa de estreia, Suzaku, enche os olhos do espectador em Esplendor, que discute a visualidade com lindos planos e enorme poesia. Ela nos provoca a prestar mais atenção ao mundo que nos cerca, suas imagens, nos fazendo questionar conceitos aparentemente básicos, como luz e escuridão.

Ayame Misaki (de Ataque dos Titãs) e Masatoshi Nagase (de Paterson) brilham nos papeis principais, em atuações comoventes, econômicas e sutis em um dos melhores filmes lançados em 2018.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Ayame MisakiCrítica CinematográficaEsplendorMasatoshi NagaseNaomi KawaseResenha

VEJA TAMBÉM

Gabriel Leone estrela a adaptação de 'Barba Ensopada de Sangue'. Imagem: Globoplay / Divulgação.
Cinema

‘Barba Ensopada de Sangue’ é forte na atmosfera e frágil na dramaturgia

9 de abril de 2026
Alfonso Herrera e Camila Sosa Villada são um par imperfeito em 'Tese sobre uma Domesticação'. Imagem: Oh My Gomez! Films / Divulgação.
Cinema

‘Tese Sobre uma Domesticação’ ousa ao narrar uma utopia travesti

8 de abril de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Sarah Snook e Jake Lacy são a família Irvine em 'All Her Fault'. Imagem: Universal Studios / Divulgação.

‘All Her Fault’ acerta quando mira o privilégio

10 de abril de 2026
Gabriel Leone estrela a adaptação de 'Barba Ensopada de Sangue'. Imagem: Globoplay / Divulgação.

‘Barba Ensopada de Sangue’ é forte na atmosfera e frágil na dramaturgia

9 de abril de 2026
Novas obras da autora neozelandesa começam a ganhar corpo no Brasil. Imagem: Alexander Turnbull Library / Divulgação / Montagem: Escotilha.

Katherine Mansfield no Brasil; agora, por inteiro

9 de abril de 2026
Celso Frateschi e Zé Carlos Machado comando o espetáculo. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Dois Papas’ encontra força no duelo entre dois grandes atores – Festival de Curitiba

8 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.