• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

‘Lincoln’ é um fascinante estudo de personagem

Às vésperas da eleição presidencial nos Estados Unidos, relembrar 'Lincoln', um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg nos últimos anos, é uma ótima dica.

porPaulo Camargo
6 de agosto de 2020
em Cinema
A A
Lincoln, de Steven Spielberg

Daniel Day-Lewis venceu seu terceiro Oscar de melhor ator por seu desempenho como o presidente americano. Imagem: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

S teven Spielberg, até muitos de seus detratores admitem, sabe tudo sobre fazer cinema. Com uma obra extensa, repleta de campeões de bilheterias, e algumas obras-primas, como Tubarão (1975), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e E.T. – O Extraterrestre (1982), ele finalmente conseguiu o endosso da Academia de Hollywood em 1994, com A Lista de Schindler, que lhe deu os Oscars de melhor filme e direção. A estatueta de melhor diretor ele voltou a ganhar em 1999, com outro drama sobre a Segunda Guerra Mundial, O Resgate do Soldado Ryan – a de melhor filme foi para Shakespeare Apaixonado, de John Madden.

Às vésperas da eleição presidencial nos Estados Unidos, recomendo um dos melhores trabalhos de Spielberg nos últimos anos, o drama histórico Lincoln, de 2012, filme que deu ao irlandês Daniel Day-Lewis seu terceiro Oscar de melhor ator – as outras duas vieram por Meu Pé Esquerdo (1989) e Sangue Negro (2007).

O filme não é uma cinebiografia, e tampouco busca desvendar o homem por trás da figura mítica do presidente Abraham Lincoln (1809-1865), embora se ocupe de sua dimensão humana em alguns momentos muito significativos da trama.

O genial roteiro do também dramaturgo Tony Kuschner, autor da premiada peça Angels in America, centra seu foco nos últimos meses da vida do estadista norte-americano, período durante o qual ele fez uso de toda a sua habilidade política, e de seu talento inato no trato com as pessoas, para conseguir aprovar, no Congresso, a 13.ª emenda à Constituição, que aboliu a escravidão nos EUA e, em decorrência, pôs fim à Guerra Civil, sangrento confronto entre os estados do Norte e do Sul do país, travado entre 1861 e 1865.

O filme não é uma cinebiografia, e tampouco busca desvendar o homem por trás da figura mítica do presidente Abraham Lincoln (1809-1865), embora se ocupe de sua dimensão humana em alguns momentos muito significativos da trama.

Ao descrever o intrincado jogo de forças nos bastidores da Câmara dos Representantes, entabulado por Lincoln e seus aliados na busca, voto a voto, pela aprovação da emenda, Lincoln tece, ao mesmo tempo e sem pressa, um pulsante panorama da vida política nos Estados Unidos daquela época e um retrato tridimensional, complexo do presidente, vivido de maneira espetacular Day-Lewis, cujo desempenho é uma verdadeira obra de gênio.

Mas Day-Lewis não está sozinho. O elenco de apoio é extraordinário. Sally Field, também dona de duas estatuetas, brilha como a emocionalmente instável mulher de Lincoln, Mary Todd. Está indicada a melhor coadjuvante, assim como Tommy Lee Jones, excelente como o líder republicano radical Thaddeus Stevens.

Grande estadista, e uma figura complexa, Abraham Lincoln não é retratado pelo filme como um ser magnânimo, desprovido de defeitos, mas como um político hábil, comprometido com sua missão. Diante desse retrato, é inevitável pensar na pouca estatura de Donald Trump como estadista e ser humano. Vale rever o filme e comparar.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: cinebiografiaCrítica CinematográficaDaniel-Day-LewisescravidãoEstados Unidosestudo de personagemFilm Reviewhistória dos Estados UnidosLincolnMovie ReviewOscarpresidente dos Estados UnidosResenhaSally FieldSteven SpielbergTommy Lee Jones

VEJA TAMBÉM

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.
Cinema

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.
Cinema

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026

FIQUE POR DENTRO

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.