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Liam Neeson deixa ‘Noite Sem Fim’ muito melhor do que realmente é

Melodramas e tiroteios a parte, o que salva o longa 'Noite Sem Fim' é mesmo o ator Liam Neeson, que faz o ex-assassino alcoólatra Jimmy Conlon. Ator muito acima da média do elenco dos filmes de ação, ele confere uma identidade própria e uma densidade maior para seu personagem do que haveria de se supor.

porYuri Al'Hanati
29 de abril de 2015
em Cinema
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Liam Neeson deixa 'Noite Sem Fim' muito melhor do que realmente é

Imagem: Myles Aronowitz.

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O roteiro é dos mais genéricos: o filho de um ex-assassino de aluguel presencia um crime cometido pelo filho do antigo patrão de seu pai. O pai, no caso, é hoje um alcoólatra que precisa se recompor para proteger e manter a integridade moral do filho, que não quer saber dele porque guarda um enorme rancor desde que viu o pai abandonar a família. Recuperar o amor filial aí é o bônus da missão.

Melodramas e tiroteios a parte, o que salva o longa Noite Sem Fim, que estreia nesta quinta-feira (30) no cinema, é mesmo o ator Liam Neeson, que faz o ex-assassino alcóolatra Jimmy Conlon. Ator muito acima da média do elenco dos filmes de ação, ele confere uma identidade própria e uma densidade maior para seu personagem do que haveria de se supor, e talvez por isso seja sempre cotado pelo diretor Jaume Collet-Serra, que já o havia dirigido anteriormente em Sem Escalas (2014) e Desconhecido (2011).

Neeson foi o primeiro herói de cinema de que tenho lembranças, quando protagonizou o cientista deformado e vingativo de Darkman (1990), de Sam Raimi. Tinha por volta de 5 anos e aluguei aquele filme tantas vezes na locadora que perdi as contas.

Neeson foi o primeiro herói de cinema de que tenho lembranças, quando protagonizou o cientista deformado e vingativo de Darkman (1990), de Sam Raimi. Tinha por volta de 5 anos e aluguei aquele filme tantas vezes na locadora que perdi as contas. O personagem quebrado e obscuro da minha infância ecoa neste Jimmy Conlon de Noite sem Fim.

Aqui, não é o desejo de vingança que o move, mas o acerto de contas com o passado que carrega nas costas e na ficha criminal extensa. A deformação desta vez é autoinfligida, como meio de obliterar as lembranças e suportar o fardo de ter trocado família por uma vida inglória.

O resto é cinemão, de comer com pipoca ou assistir na TV grande com meu pai, que só gosta de filmes como esse, de final previsível, mafiosos europeus falando outra língua (neste são albaneses que, por alguma razão inexplicável, aparecem falando russo), melodrama viril e com uma boa dose de tiro, porrada e bomba.

Outros destaques do filme são o ator Ed Harris, no papel do mafioso aposentado Shawn Maguire, o veterano Nick Nolte, que faz uma ponta de cinco minutos no filme em uma das gigs mais fáceis de sua carreira não muito difícil, e o rapper Common interpretando o assassino Andrew Price, uma espécie de nêmesis de Jimmy Conlon, classudo e cheio de gadgets. A estrutura e narração do longa ficam na mesma fórmula de sempre, e lembra em muitos pontos o recente De Volta ao Jogo (2014), clichezão estrelado por Keanu Reeves, inclusive em sua cena de abertura. Pode não ser o filmem mais original do mundo, portanto, mas diverte.

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