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‘7 Caixas’ e a criatividade que vem do Paraguai

'7 Caixas' agrada pelo apuro técnico, elenco talentoso e história bem elaborada.

porTiago Bubniak
14 de maio de 2019
em Cinema
A A
7 Caixas, de Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori

Em '7 Caixas', boa parte do roteiro usa como cenário uma grande feira no centro da capital paraguaia. Imagem: Divulgação.

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Embarcar em um filme vindo de um país que não tem tradição cinematográfica é uma experiência instigante para qualquer cinéfilo. Não falta curiosidade para saber o que, enfim, o país em questão tem a oferecer. É isso o que acontece com 7 Caixas (2012), o primeiro longa-metragem dos diretores paraguaios Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori. E, ao fim da viagem, a sensação é a de que os realizadores conseguiram entregar um trabalho muito acima da média do que se vê nas produções cinematográficas em geral.

A trama coloca em destaque diante dos olhos do espectador Victor (Celso Franco), um carregador de mercadorias encantado com o mundo ficcional das imagens da televisão e do cinema. Em vários momentos, o roteiro mostrará o adolescente “hipnotizado” diante de produções audiovisuais. A possibilidade de se aproximar um pouco mais desse universo aumenta quando Victor é apresentado a um celular com câmera. Mas a realidade abafa o sonho: falta grana para adquirir o tão desejado aparelho.

Praticamente todas as tomadas (se não todas) são fruto de câmera na mão. Os diretores também apostam em ângulos inusitados (como a inserção de uma filmadora no carrinho de transporte da carga) e em câmera subjetiva.

Esse distanciamento tem a chance de ser eliminado quando o protagonista recebe uma proposta de pagamento considerável para transportar uma misteriosa carga: as tais sete caixas que dão nome ao filme. No entanto, o que poderia ser uma tarefa simples acaba tornando-se bastante complicada: uma das caixas é roubada, acontecem mudanças de planos dos contratantes do serviço e surge um grupo de adversários violentos dispostos a tudo para roubar as mercadorias.

A maior parte da história acontece no Mercado 4, uma grande feira no centro da capital do Paraguai, cenário de muita pobreza, ronda de policiais, disputa por fregueses. Dentre os destaques estão as cenas de perseguição. Praticamente todas as tomadas (se não todas) são fruto de câmera na mão. Os diretores também apostam em ângulos inusitados (como a inserção de uma filmadora no carrinho de transporte da carga) e em câmera subjetiva (aquela na qual o espectador vê exatamente o que o personagem vê, como se os olhos de um fossem os olhos do outro). Esse conjunto de recursos técnicos deixa quem assiste bem mais próximo da sensação vivida pelos personagens em sua dinâmica de caça e fuga.

No transcorrer do filme, a trama fica gradualmente mais intrincada, mas não há incoerência. O roteiro consegue transitar com muita coesão por gêneros como a ação, o policial, o suspense e a comédia, com pitadas (bastante suaves, mas existentes) de drama e romance. Pela coerência, atores competentes, trabalho considerável com os figurantes, apuro técnico e o seu final, 7 Caixas é uma produção que merece ser prestigiada.

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Tags: CinemaCríticaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaJuan Carlos ManegliaParaguaiResenhaReviewTana Schembori

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