• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

Beleza e brutalidade nas sagas islandesas

porLuciano Simão
2 de outubro de 2017
em Literatura
A A
Sagas islandesas são relatos histórico-literários muito antigos

Sagas islandesas são relatos histórico-literários muito antigos. Foto: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

A leitura de textos de eras passadas, como a Odisseia, a Divina Comédia ou as tragédias de Sófocles e Eurípedes é uma forma de transcender os séculos e enxergar a universalidade da condição humana ao longo dos milênios de nossa existência no planeta. Frequentemente, os grandes clássicos da humanidade nos permitem [highlight color=”yellow”]vislumbrar os alicerces primordiais de nossa cultura[/highlight] – da história à filosofia, da arte à ciência, essas obras encarnam tudo o que somos, enquanto indivíduos e enquanto sociedade.

Infelizmente, as sagas islandesas – narrativas que mesclam prosa e poesia, fato e ficção, lendas e lembranças – ainda são pouco reconhecidas neste contexto do legado cultural mundial. A própria palavra “saga”, afinal, é o termo islandês literal para “história”, no sentido arcaico de “estória”: as sagas islandesas nada mais são, portanto, que a história de um povo – um povo destemido e sobrevivente, ao mesmo tempo brutal e sutilmente sensível, capaz de extrair beleza transcendental da frieza inorgânica de uma terra de rochas, fogo e gelo.

De autoria desconhecida, as sagas, assim como a Ilíada e a Odisseia, resultam de uma extensa tradição oral, e carregam tons de histórias narradas de pais para filhos, transmitidas em família como a própria linhagem sanguínea. Escritas em nórdico antigo, idioma predominante dos desbravadores vikings e seus territórios colonizados, as sagas islandesas (que somam mais de 40) trazem ao leitor contemporâneo uma imediata sensação de estranhamento. Não seguem, por exemplo, o fluxo narrativo da literatura ocidental moderna, e empregam amplamente artifícios não-fictícios diversos, como o detalhamento extenso das árvores genealógicas de seus protagonistas, descrições de expedições e batalhas históricas, e uma preocupação constante com a acuracidade geográfica, o clima e a batalha com outras forças da natureza.

Porém, é possível identificar nas sagas os primórdios do que hoje conhecemos como conto ou romance.

Porém, é possível identificar nas sagas os primórdios do que hoje conhecemos como conto ou romance: o foco em protagonistas memoráveis, cujas sinas e dilemas formam o cerne temático das tramas, e cujos conflitos sustentam a narrativa rumo ao clímax, muitas vezes brutal. Egill Skallagrímson, protagonista de uma das mais célebres sagas (Egils saga), é uma das figuras mais interessantes, um guerreiro de incomparável brutalidade e inesperada sensibilidade artística, dotado de grande proeza bélica e poética. Seus poemas declamados permeiam os relatos de seus atos sanguinários, tecendo um curioso contraste que dá tridimensionalidade a essa personagem sem paralelos na literatura mundial. Outro destaque é a Saga de Njáll, um conto de vingança e rivalidades familiares que perduraram por décadas, em que o fantástico e o físico se tornam indistinguíveis.

Além de servir como análise histórica e experiência literária, [highlight color=”yellow”]é possível também reconhecer nas sagas islandesas traços que influenciaram a própria maneira que viríamos a contar histórias ao longo dos séculos que sucederam seus relatos.[/highlight] Autores influenciados por elas incluem Halldór Laxness, laureado com o Nobel de Literatura, que encontrou nas sagas a essência de sua nação, lindamente explorada em romances como Gente Independente. Infelizmente, ainda são poucas as sagas traduzidas para o português, e os exemplares existentes de difícil aquisição – mas o esforço para encontrá-las é mais que válido.link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Crítica LiteráriaEgils sagaGente IndependenteHalldór LaxnessLiteraturaLiteratura IslandesaNobel de LiteraturaSaga de Njálltradição oral

VEJA TAMBÉM

O escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski / Divulgação.
Literatura

‘Alguém que Vi de Passagem’: o primeiro amor em tempos de reabertura política

1 de setembro de 2026
O jornalista e escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski.
Entrevistas

Paulo Camargo: “Na ficção, pude avançar por territórios aos quais talvez não chegasse de outra forma”

18 de agosto de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Nova série da Globoplay já foi renovada para uma segunda temporada. Imagem: Conspiração Filmes / Divulgação.

‘Emergência 53’ encontra nas ruas um retrato de um Brasil que precisa ser cuidado

4 de setembro de 2026
O escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski / Divulgação.

‘Alguém que Vi de Passagem’: o primeiro amor em tempos de reabertura política

1 de setembro de 2026
Regina e Gabriela Duarte: duas atrizes postas à prova. Imagem: Reprodução.

A improvável entrevista de Regina e Gabriela Duarte

27 de agosto de 2026
Imagem: Globoplay / Divulgação.

Existir é um gesto político em ‘Meu Nome É Preta’

24 de agosto de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.