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Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

Em entrevista exclusiva à Escotilha, autora argentina Mariana Enriquez comenta o realismo do horror, a crítica, a ditadura, a extrema direita e os impasses do presente.

porAlejandro Mercado
25 de março de 2026
em Literatura
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Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

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Estávamos no já longínquo ano de 2017 quando, em um intervalo de meses, dois dos críticos literários de Escotilha entregaram resenhas sobre um mesmo livro lançado há pouco. A obra, As Coisas que Perdemos no Fogo, um conjunto de 12 histórias sombrias sobre coisas tenebrosas que se escondem no cotidiano, havia sido publicada pela argentina Mariana Enriquez um ano antes, e estava, simplesmente, comendo cada neurônio de leitor que encontrasse pela frente. Não era diferente no Brasil – não à toa, entrou em diferentes listas de melhores livros de 2017 em terras tupiniquins.

Passados 9 anos e outros 4 livros – 3 deles pelas mesma Intrínseca, que matou no peito a tradução naquele 2017, e outra pela Relicário (uma biografia da incontornável Silvina Ocampo) -, Enriquez já atingiu o status de autora cult, com seu nome saindo do circuito de leitores mais atentos ao terror, ao gótico e à ficção latino-americana para ocupar um espaço mais amplo e que lhe é de direito. Nascida em Buenos Aires em 1973, jornalista, editora do Página/12 e autora de romances, contos, crônicas e perfis biográficos, Mariana construiu uma trajetória que atravessa o horror sem, no entanto, se deixar domar por ele.

Nossa Parte de Noite (Intrínseca, 2021; trad. de Elisa Menezes) foi vencedor do Prêmio Herralde em 2019. A tradução para o inglês de Os Perigos de Fumar na Cama (Intrínseca, 2023; trad. de Elisa Menezes) foi finalista do International Booker. Mas não é exagero afirmar que seu maior feito foi deslocar o terror de um lugar de nicho para um espaço de fricção com a história, a violência social, a memória política e os traumas do presente.

Em entrevista exclusiva concedida à Escotilha, Enriquez evita a armadilha de enxergar a consagração como uma fotografia estática. A autora recoloca a própria trajetória em perspectiva e se esquiva de qualquer leitura triunfalista. Em outro momento de nosso papo, resume sem rodeios um dado central de sua literatura: “Procurei escrever terror”, porque esse é o gênero, segundo ela, que melhor corresponde a seus gostos e à sua sensibilidade. Mariana reivindica o terror sem aceitar ficar presa a ele. Para tal, lembra que também escreveu romances realistas, biografias, reportagens, crônicas de viagem, ensaios e textos com autoficção, tudo em uma trajetória iniciada aos 17 anos e que segue se recusando rótulos.

Mariana Enriquez. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

O leitor também poderá acompanhar como Enriquez comenta a marca deixada pela ditadura argentina em sua primeira percepção de mundo, como a autora rejeita leituras simplistas sobre ficção e autobiografia e oferece uma formulação aguda sobre o presente: para ela, o fantástico e o horror talvez sejam hoje mais aptos a retratar a realidade do que a mimese tradicional. Quando menciona o presidente Javier Milei como um personagem que parece reunir traços de vilão de ficção, não faz gracejo. Está pensando a sério no colapso das fronteiras entre o delírio político, espetáculo e vida material.

O que segue abaixo é uma entrevista com uma autora que, há tempos, deixou de ser apenas um nome forte da literatura argentina para se tornar uma das vozes incontornáveis da ficção contemporânea em língua espanhola. Para quem chega agora, ela mesma dá a pista de entrada: começar pelos contos. Talvez porque ali já esteja tudo, ou quase tudo, o que sua literatura tem de mais vivo, mais incômodo e mais difícil de esquecer.

Introdução, influências e trajetória literária

Escotilha » Como você descreveria sua jornada literária até agora e como se sente sobre sua reputação como uma das vozes narrativas mais notáveis, não apenas de língua espanhola, mas da América Latina?

Mariana Enriquez » Eu me descreveria como uma escritora que começou muito jovem, aos 17 anos, e publicou muito jovem, e foi construindo lentamente sua carreira e encontrando sua voz. Parece mais repentino porque o primeiro livro com o qual tive reconhecimento é de 2016, As Coisas que Perdemos no Fogo. Mas, na verdade, considero que é uma trajetória literária com muito trabalho, e de que desfrutei, claro. Minha reputação: isso eu não sei. É para os outros, para os críticos, para quem constrói esses lugares. Eu fico feliz por ter muitos leitores, porque nunca achei que minhas obsessões pessoais pudessem ser algo que se pudesse compartilhar.

Mariana reivindica o terror sem aceitar ficar presa a ele. Para tal, lembra que também escreveu romances realistas, biografias, reportagens, crônicas de viagem, ensaios e textos com autoficção.

Para os novos leitores que não a conhecem, por onde você recomendaria começar a ler seus trabalhos?

Pelos contos, porque, se não gostarem, em primeiro lugar são breves e, em segundo, o restante do meu trabalho, exceto a não-ficção e um romance muito estranho como Este É o Mar, tem as mesmas características.

Sua escrita abrange uma variedade de gêneros e temas. Como você equilibra e integra essas diferentes perspectivas em suas obras? Te incomoda o rótulo de “escritora de terror”?

Não me incomoda porque procurei escrever terror, quis fazê-lo porque é o gênero que me fascina e o que melhor corresponde aos meus gostos e à minha sensibilidade. Mas não posso nem quero escrever só terror: tenho romances realistas, biografias, reportagens, crônicas de viagem, ensaios com algo de autoficção… O equilíbrio tem a ver com o fato de que tudo faz parte dos meus interesses: não acredito que exista uma pessoa a quem importe uma única coisa, um único estilo, uma única perspectiva. Tenho a sorte de poder escrever com certa versatilidade em muitos dos estilos de que gosto.

Beatriz Sarlo te classificou como uma autora que escreve sobre “a podridão e o maligno na vida cotidiana”. Suas obras parecem, justamente, demonstrar essa predileção pelo lado sombrio do cotidiano. Como isso se manifestou em sua escrita e o que te influenciou nessa direção?

A realidade! Acho que o terror é muito realista como gênero, embora trate de coisas impossíveis, de outra realidade, do fantasmagórico, do repulsivo. Nossa experiência cotidiana, em termos pessoais e políticos, que pertencem à mesma dimensão, é atravessada por medos, vulnerabilidade, superstições, fobias, violência, traumas. Todos elementos do terror.

Sua mãe é médica. Como a influência da profissão dela afetou sua sensibilidade para temas macabros e o modo como você lida com a morte e o corpo em sua escrita?

Suponho que muito. Os livros com os quais minha mãe estudava eram material de brincadeira quando eu era pequena e, eu diria, de investigação mórbida quando cresci, vendo aquelas imagens, lendo essa linguagem tão fria e codificada para se referir a algo tão íntimo como o corpo. E a doença é um tema que me atrai muito porque acho que ela é bastante silenciada, como todo o sofrimento do corpo, como se fôssemos super-heróis. Está na própria linguagem com que falamos da doença.

“Acho que o terror é muito realista como gênero, embora trate de coisas impossíveis, de outra realidade, do fantasmagórico, do repulsivo.”

Mariana Enriquez

Quando alguém fala sobre sua doença nos meios de comunicação, por exemplo, costuma ser chamado de valente. A uma convalescença complexa se chama “luta”. Quando um amigo está doente, ou esconde isso como um segredo, ou, quando conta, faz isso com muita solenidade, como se se tratasse de planos para uma batalha. Tudo isso são indícios de que a doença é considerada uma disrupção da realidade, quando o certo é que faz parte da nossa experiência cotidiana. E por isso ela é tão eficiente para o horror, como tudo o que é oculto e reprimido.

Os horrores da ditadura argentina, sendo você uma criança no período, impactaram sua visão de mundo? Como esse momento da história influencia (se é que você considera que influencie) seu interesse pela obscuridade e política ao escrever?

Muito, porque minha primeira impressão do mundo, sendo muito menina, foi sob um regime autoritário muito feroz. Minhas primeiras ferramentas para decodificar a realidade foram montadas com a ditadura ao fundo. E a ditadura argentina foi muito cruel, mas também muito oculta: os desaparecimentos, o uso de casas em bairros como centros de tortura, a falta de documentação, os sequestros em plena noite, o roubo de crianças: todos os seus elementos são abjetos, e eu soube da abjeção muito jovem, talvez jovem demais, mas como qualquer pessoa que tenha vivido um processo semelhante, e somos muitos no mundo.

Mariana Enriquez. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

Temáticas, crítica literária e contemporaneidade

Suas primeiras obras, como Bajar es lo peor, foram inicialmente recebidas com críticas negativas. Como você lidou (e lida) com a crítica em sua carreira? Nestes tempos em que o papel da crítica cultural parece ser esvaziado, em um passo mais largo rumo à mercantilização opinativa, você acredita que elas tiveram papel importante em moldar sua escrita?

Não. As críticas ruins não me agradam, não agradam a ninguém, e minam a confiança. Mas, ao mesmo tempo, sei que os gêneros em que escrevo não são os preferidos da crítica, então eu espero isso. Eu não esperava naquela época, na minha estreia, mas não esperava nada porque comecei a escrever quase por acaso; então me afetou, mas sobretudo porque algumas eram cruéis e se referiam à minha condição de mulher jovem. Acho que hoje não há uma crítica literária importante, salvo na academia, e certamente não nos meios de comunicação; e, como eu mesma sou jornalista, dou a isso menos importância.

“Minhas primeiras ferramentas para decodificar a realidade foram montadas com a ditadura ao fundo. E a ditadura argentina foi muito cruel, mas também muito oculta.”

Mariana Enriquez

Seu romance Nossa Parte de Noite é notável por sua extensão e complexidade, escrito após um longo período escrevendo contos. Como é para você trafegar entre gêneros literários distintos?

Gosto, são provas às quais me submeto como escritora, é uma maneira de manter vitalidade. Além disso, eu me canso bastante de mim mesma. Agora, por exemplo, voltei aos contos. Sinto-me confortável nesse trânsito.

Em “Nossa Parte de Noite, você discute a paternidade. Em mais de uma entrevista, já expressou suas reflexões acerca de trazer uma criança ao mundo. Qual a influência que seus questionamentos pessoais têm em sua escrita? Você sente que as críticas ao seu trabalho são afetadas em virtude de seus posicionamentos públicos sobre eles?

Tudo o que é pessoal e as posturas costumam influenciar a escrita, mas a ficção tem sua própria verdade e, no caso de Nossa Parte de Noite, há muito amor na relação entre pai e filho, um amor que, claro, posso compreender, com o qual posso empatizar e que posso sentir, embora não queira ter filhos, porque a experiência sensível humana é vasta para além das decisões pessoais. Se as críticas ao meu trabalho são influenciadas pelo que penso, isso não me importa; vêm de críticos que não entendem a ficção. Não é preciso ser um assassino para escrever sobre assassinos, nem ser mãe ou pai para escrever sobre paternidade. Isso é a ficção. Não é a minha vida.

Os medos retratados em seus livros parecem também reflexo do ambiente em que seus personagens estão. Elementos como Javier Milei, Jair Bolsonaro, Donald Trump e todo o caldo de cultura que envolve a ascensão da extrema-direita em nível global devem vir a ser um terreno fértil para sua produção literária, ou não necessariamente?

Não necessariamente: é a história com seus altos e baixos e veremos como isso influencia, mas eu não escrevo com uma agenda. Depois, a época sempre oferece metáforas e interpretações, mas eu jamais escreveria um “romance sobre a direita”. Isso é jornalismo.

O negacionismo científico, as fake news, a pós-verdade, o revisionismo histórico enviesado (como no caso brasileiro, a tentativa de negar a ditadura militar, prática que Milei tem replicado na Argentina)… O terror e o fantástico dão conta de acompanhar (e retratar) essa realidade que por si só já parece tão ficcional?

Muito melhor que o realismo. Milei tem características de vilão de ficção: clonou seu cachorro, por exemplo, e fala com ele. Também entrou em contato com uma médium de animais. Tudo isso é verdade. Mas antes, na Argentina, José López Rega, o sucessor de Perón, era espiritualista, chamava Perón de “faraó”, e é muito possível que o mago britânico Aleister Crowley tenha sido espião. Isso por um lado. Por outro, a ruptura da realidade sempre foi uma característica do terror; acho que, nesse caso, os que escrevemos o gênero, ou a ficção científica, como Philip K. Dick com sua paranoia ou M. John Harrison, fomos profetas involuntários, porque tudo isso faz parte da escuridão que é nossa matéria de trabalho.

“Acho que o fantástico e o horror são gêneros mais adequados a esta realidade inacreditável do que a mimese.”

Mariana Enriquez

Acho que o fantástico e o horror são gêneros mais adequados a esta realidade inacreditável do que a mimese. O negacionismo já foi tratado muitas vezes por distopias, muitas delas célebres, como O conto da aia. O mundo se parece cada vez mais com a literatura de gênero, e Ursula K. Le Guin dizia que fazem cada vez mais falta esses “realistas de outra realidade”. Não quero me dar crédito pessoal demais, mas suspeito que, em escritas como a minha e a de muitos colegas, a realidade está melhor refletida.

Jornalismo e futuro

O que você considera que a internet e as redes sociais tenham trazido de positivo e negativo para a prática jornalística?

O positivo deveria ser a imediaticidade e o acesso ao arquivo, mas encontro cada vez mais, inclusive entre os nativos digitais, gente que não sabe usar bem nenhuma dessas duas coisas. Poder ter acesso a tanta informação é bom, mas também deixa cada vez menos espaço para a reflexão, a análise e o texto, ou o ensaio fotográfico longo e em campo, que é necessário para interpretar fatos. É muito ambivalente. O que acontece com as redes em geral me parece muito ruim, sobretudo tomar informação dali, onde basicamente as pessoas brincam e até enganam.

Em entrevista a AM750, você mencionou que o jornalismo está em um mau estado. Poderia elaborar mais sobre isso?

Acho que está por tudo o que foi dito antes e pela precariedade laboral que o digital implica. É mais barato que um jornalista possa trabalhar usando apenas informação de redes sociais desde sua mesa, de modo que, em muitos casos, já são meros copistas; não se obtém informação como antes e também não há uma prática consistente. Salvo exceções. Um dos problemas é onde publicar certas investigações, por exemplo, se os meios querem textos curtos e clicáveis.

“Escrever, como tudo o que tem a ver com a arte, é um exercício de vontade e uma necessidade. Se querem escrever, não poderão evitar.”

Mariana Enriquez

Sob a perspectiva de uma jornalista e editora de um suplemento cultural, o “Radar”, como você vê o jornalismo cultural atual?

Vejo bastante mal, mas acho que, ao mesmo tempo, ele está muito mais resguardado do que o jornalismo político ou econômico. Um de seus muitos paradoxos é que cronistas que usam meios digitais, como o Letterboxd, querem publicar em meios “clássicos”; ainda existe uma espécie de legitimidade cujo significado me escapa, especialmente quando esse desejo vem dos mais jovens. Mas ela existe.

Quais são seus planos para o futuro? Você tem novos projetos literários em mente ou áreas específicas que deseja explorar?

Tenho entre meus planos um romance, um livro de ensaio literário, uma novela curta… estou em um bom momento. Gostaria de explorar a prosa poética ou textos curtos que tangenciem a poesia, mas não sei se serei capaz. E há alguns filmes em pré-produção. Veremos.

Quais conselhos você daria a escritores aspirantes que estão enfrentando desafios semelhantes aos que você superou no início de sua carreira?

Que, se amam escrever, escrevam. Publicar e ter leitores é uma exceção, que eu desfruto e agradeço muito, mas isso aconteceu em ondas. E nem sempre acompanhado pela crítica. Escrever, como tudo o que tem a ver com a arte, é um exercício de vontade e uma necessidade. Se querem escrever, não poderão evitar. Lidar com o que é público e com a frustração faz parte do trabalho, e é bom saber que não é uma tarefa com satisfação garantida, exceto para si mesmo, como autor. Isso deveria ser suficiente, mas entendo que nem sempre seja, ou que o seja em diferentes graus para cada um.

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Tags: Editora IntrínsecaEntrevistaLiteraturaLiteratura ArgentinaMariana Enriquez

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