• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

Ruffato: visceral e vanguardista em ‘Eles eram muitos cavalos’

'Eles eram muitos cavalos', de Luiz Ruffato, é um romance visceral e vanguardista, arriscando uma estrutura narrativa que tira o leitor da zona de conforto.

porAlejandro Mercado
5 de junho de 2015
em Literatura
A A
Luiz Ruffato

Imagem: Adriana Vichi.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Luiz Ruffato é mineiro de Cataguases, filho de uma lavadeira com um pipoqueiro, jornalista e escritor. Sem dúvida, é mais fácil falar sobre o autor do que sobre sua obra. Seu primeiro romance, Eles eram muitos cavalos, de 2001 – vencedor do Troféu APCA e do Prêmio Machado de Assis do mesmo ano -, é um mosaico intrincado sobre a selva de pedra paulistana. Ruffato foi buscar em “Dos Cavalos da Inconfidência”, poema de Cecília Meireles, o título de seu livro, que joga com o leitor ao criar um enredo do qual sua percepção de mundo e paciência terão grande responsabilidade na condução da leitura.

Eles eram muitos cavalos possui estrutura não linear, sendo composto por 70 fragmentos. O que os une é que todas as narrativas ocorrem no mesmo dia e na mesma cidade: “São Paulo, 09 de maio de 2000. Terça-feira”. Desta forma, Ruffato usa de um simples cabeçalho para delimitar o espaço de ocorrência de sua obra, o que não ocorre com seu estilo narrativo ao longo das 136 páginas do livro.

O autor flutua por diferentes narrativas, literárias ou não, retratando toda a complexidade arquitetônica, estrutural e social de São Paulo. Como um coice de cavalo, Luiz Ruffato passeia pela poesia, prosa literária, textos jornalísticos, cinema e até a publicidade, escancarando a cotidianidade da capital paulista e evidenciando nosso conhecimento limitado sobre o que somos.

Luiz Ruffato passeia pela poesia, prosa literária, textos jornalísticos, cinema e até a publicidade, escancarando a cotidianidade da capital paulista e evidenciando nosso conhecimento limitado sobre o que somos.

A leitura de Eles eram muitos cavalos não é das mais simples. Ruffato não nos apresenta um protagonista, ou melhor, cria um embate dicotômico no qual o espaço urbano apresentado é protagonista e antagonista. E ela, a cidade, é responsável pelo que ocorre aos sujeitos dos fragmentos, exilados, deslocados, petrificados, quase sem alma, como se as personagens e a cidade fossem reflexos um do outro. E talvez, a ausência de um protagonista, este desencantamento com a “cidade grande”, torne a leitura do livro áspera ao leitor.

Pesa ainda o estranhamento que possa ser causado por sua classificação como romance, posto que foge aos padrões formais do gênero, aqui entre nós eternizado por Machado de Assis.

Entretanto, é necessário, como dito pela escritora Sandra Jatahy Pesavento, em sua obra O Imaginário da cidade: visões literárias do urbano (UFRGS, 1999), “pensar a literatura como uma leitura específica do urbano”. Desta maneira, Luiz Ruffato faz de sua obra uma visão abrangente de nossa condição humana, criando ramificações entre seus fragmentos, e suscitando, entre os que se arriscam na leitura, sensações como autorreconhecimento, angústia e piedade.

Eles eram muitos cavalos, mesmo não sendo de fácil digestão, é um dos melhores romances nacionais dos últimos anos, visceral e vanguardista, em especial por arriscar-se em uma estrutura narrativa que nos tira da zona de conforto.

ELES ERAM MUITOS CAVALOS | Luiz Ruffato

Editora: Companhia das Letras;
Tamanho: 136 págs.;
Lançamento: Outubro, 2013 (atual edição).

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: Book ReviewCompanhia das LetrasCrítica LiteráriaEditora BoitempoEles eram muitos cavalosLiteraturaLuiz RuffatoResenha

VEJA TAMBÉM

O escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski / Divulgação.
Literatura

‘Alguém que Vi de Passagem’: o primeiro amor em tempos de reabertura política

1 de setembro de 2026
O jornalista e escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski.
Entrevistas

Paulo Camargo: “Na ficção, pude avançar por territórios aos quais talvez não chegasse de outra forma”

18 de agosto de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Nova série da Globoplay já foi renovada para uma segunda temporada. Imagem: Conspiração Filmes / Divulgação.

‘Emergência 53’ encontra nas ruas um retrato de um Brasil que precisa ser cuidado

4 de setembro de 2026
O escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski / Divulgação.

‘Alguém que Vi de Passagem’: o primeiro amor em tempos de reabertura política

1 de setembro de 2026
Regina e Gabriela Duarte: duas atrizes postas à prova. Imagem: Reprodução.

A improvável entrevista de Regina e Gabriela Duarte

27 de agosto de 2026
Imagem: Globoplay / Divulgação.

Existir é um gesto político em ‘Meu Nome É Preta’

24 de agosto de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.