• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

‘Uma história possível’: os anos de juventude de Frida Kahlo

Em ‘Uma história possível’, escritora mexicana María Baranda mistura fato e ficção para contar a infância e a adolescência da mais importante artista do século XX.

porJonatan Silva
12 de novembro de 2021
em Literatura
A A
‘Uma história possível’: os anos de juventude de Frida Kahlo

Frida Kahlo. Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Frida Kahlo se tornou símbolo de um movimento que ela própria só experimentou em partes: a libertação feminina. Entre o mito e realidade, a artista mexicana viveu uma vida cheia de agruras: do acidente de bonde que marcou seu corpo e seu espírito ao casamento cheio de tempestades com Diego Rivera. De uma maneira ou de outra, a vida e a obra de Frida se misturam e ajudam a alavancar a aura especial que a ronda e a colocou na chancelaria contra o sexismo e a misoginia.

Em Uma história possível a escritora María Baranda – conterrânea de sua personagem – reconta a infância e a adolescência da pintora mexicana misturando fatos, invenções e suposições. Longe de se pretender uma biografia, o livro é um retrato vivo dos anos de formação de uma artista fundamental para o mundo no século XXI, explorando o lirismo das fissuras cotidianas e das relações humanas para vencer o pragmatismo e o algoritmo.

A edição caprichadíssima, com tradução de Heloísa Jahn e ilustrações de Rebeca Luciani, publicada pela Olho de Vidro coloca o leitor em ume jogo de possibilidades. É um percurso de mãos dadas entre ruínas e levezas, entre a mitologia e a intuição. A autora cria uma espécie de guia simbólico para o mundo íntimo de Frida, caminhando pelas suas sombras e cores, examinando as questões mais particulares e intrincadas de uma personalidade tão complexa e provocante.

A beleza do livro está, exatamente, na justaposição e no espelhamento que María Baranda consegue estabelecer – sem se preocupar em oferecer respostas óbvia, resoluções para os enigmas ou romper com a graça do silêncio.

Plano cartesiano

Uma história possível é também uma experiência única, uma construção narrativa singular e uma perspectiva interessantíssima sobre alguém cuja figura se tornou uma espécie de domínio público. Para dar corpo a esse mosaico, amplo e cheio reentrâncias, Baranda insere, além de Frida, o pai – o fotógrafo Guillermo Kahlo –, a mãe – Matilde – e as irmãs. É como se María Baranda nos contasse o livro ajoelhada aos nossos ouvidos, sussurrando. Se a olhos nu Um história possível é um livro para crianças, em uma leitura cuidadosa nota-se que se trata de uma fábula para quem tem o espírito aberto e a cabeça no lugar.

Por isso, a chave para entender a narrativa é se desprender da ideia cartesiana do real. Ainda assim, a escritora trabalha muitos dos leitmotifs – finitude e presença, consciência e alheamento, fisicalidade e movimento – que pontuaram a produção artística de Frida Kahlo e, claro, as suas percepções frente à vida. E a beleza do livro está, exatamente, na justaposição e no espelhamento que María Baranda consegue estabelecer – sem se preocupar em oferecer respostas óbvia, resoluções para os enigmas ou romper com a graça do silêncio.

UMA HISTÓRIA POSSÍVEL | María Baranda

Editora: Edições Olho de Vidro;
Tradução: Heloísa Jahn;
Tamanho: 120 págs.;
Lançamento: Outubro, 2021.

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: Book ReviewCrítica LiteráriaCulturaEdições Olho de VidroFrida KahloLiteraturaLiteratura MexicanaMaría BarandaMéxicoOlho de Vidro EdiçõesResenhaUma história possível

VEJA TAMBÉM

O escritor sul-africano J.M. Coetzee, vencedor do Nobel de Literatura. Imagem: Divulgação.
Literatura

Em ‘O Polonês’, Coetzee faz da paixão um ensaio sobre a morte

13 de fevereiro de 2026
Sigrid Nunez com seu gato durante a década de 1980. Imagem: Reprodução.
Literatura

Sigrid Nunez dá voz à macaquinha de Virginia Woolf em biografia ficcional

11 de fevereiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

O escritor sul-africano J.M. Coetzee, vencedor do Nobel de Literatura. Imagem: Divulgação.

Em ‘O Polonês’, Coetzee faz da paixão um ensaio sobre a morte

13 de fevereiro de 2026
Sigrid Nunez com seu gato durante a década de 1980. Imagem: Reprodução.

Sigrid Nunez dá voz à macaquinha de Virginia Woolf em biografia ficcional

11 de fevereiro de 2026
Eva Victor escreveu, dirigiu e interpretou em 'Sorry, Baby'. Imagem: Tango Entertainment / Divulgação.

Delicado, ‘Sorry, Baby’ se recusa a espetacularizar o trauma

10 de fevereiro de 2026
Blocos de São Paulo fazem ato coletivo em defesa do Carnaval de Rua. Imagem: Frâncio de Holanda / Reprodução.

Blocos tradicionais denunciam o sufocamento do Carnaval de Rua de São Paulo

9 de fevereiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.