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A volta para casa da Band of Horses

porLucas Paraizo
21 de julho de 2016
em Música
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Voltar para casa é um ato recorrente na música. É o sentimento presente em cada artista que sai em turnês incansáveis e vê a volta para casa como uma espécie de musa, inspiradora da sua nova balada sobre reencontros. Voltar para casa é um estado de espírito. É como aquela manhã ensolarada de inverno que te convida a sair ou o fim de tarde que soa poético sem fazer esforço. É uma sensação que parece estar dentro de você o tempo inteiro, mas só é ativada na forma de um calor no peito em raros momentos. Voltar pra casa às vezes pode ser comum, às vezes – sem razão alguma – pode ser mais que isso. Da mesma forma que parar no sol da manhã, virar a cadeira em direção ao raio de luz e, despretensiosamente, aquecer-se por dentro e por fora.

É sobre esse calor no peito gerado por sutilezas como ajustar a cadeira em direção ao sol na varanda de casa, sobre crianças, sobre cachorros no quintal, sobre encontrar pessoas depois de muito tempo. É o novo disco da Band of Horses, o quinto lançado pelo grupo de Seattle e uma ode ao estado de espírito de voltar para casa. Um retorno às raizes depois de dois discos com pretensões maiores que a do folk rock singelo do quinteto liderado por Ben Bridwell em seus primeiros anos.

O quinto lançado pelo grupo de Seattle é uma ode ao estado de espírito de voltar para casa. Um retorno às raizes depois de dois discos com pretensões maiores que a do folk rock singelo do quinteto liderado por Ben Bridwell em seus primeiros anos.

A Band of Horses sempre bebeu da mesma fonte de artistas como o Iron & Wine, em sua capacidade de fazer poesia cotidiana em canções que soam sutis, mas têm uma grande harmonia de fundo. Junto a isso, havia sempre um lado que puxava para um country rock animado, que rendeu uma indicação ao Grammy em 2010 com o disco Infinite Arms, e, no último trabalho, Mirage Rock (2012), flertou com as guitarras do blues. Agora em seu quinto trabalho de estúdio, lançado no fim do mês passado, a Band of Horses volta para casa.

Why Are You OK é um disco belíssimo que segue a linha dos primeiros lançamentos da banda e mistura canções calmas e bonitas com momentos animados. Há menções recorrentes sobre estar em casa, sobre estar presente e sobre pequenas alegrias da vida. É menos eufórico e mais contemplativo. É como sair para uma caminhada sem destino para se esquentar no sol. Se fosse em uma cena de filme, qualquer uma das 12 faixas de Why Are You OK poderia estar tocando. Bridwell conta que escreveu todas as letras na garagem de casa, em uma temporada de férias entre as turnês.

O disco deixa claro logo de cara a capacidade já conhecida da banda em criar momentos épicos em meio ao som tranquilo. As faixas “Hag” e Solemn Oath” criam um ambiente repleto de sons com guitarras, violão, bateria e o coral liderado pela voz de Bridwell. Mas o grande momento vem na reta final, com a bela “Barrel House”, que começa descrevendo a cena da cadeira já citada nesse texto, em um contexto de serenidade manchado pela agonia latente no coração do narrador. É a emoção que a Band of Horses já fez em “No One’s Gonna Love You” em 2007, em “Older” em 2010 e até em “Slow Cruel Hands of Time” em 2012. Provavelmente o grande diferencial do quinteto em meio a outras bandas de folk rock.

Why Are You OK é mais um bom registro de uma banda que tem uma discografia quase impecável até agora. Feita para bons momentos de tranquilidade, como o inesquecível show deles no Brasil em 2012, em um fim de tarde no Lollapalooza em São Paulo. Clima que combina com a Band of Horses.

Ouça “Why Are You OK” na íntegra no Spotify

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Tags: Band of HorsesCrítica Musicalfolkfolk rockMúsicaMúsica AlternativaRockWhy are You Ok

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