• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

“Bang Bang” é mais importante para o Green Day que para os fãs

porGuilherme Aranha
12 de agosto de 2016
em Música
A A
Green Day em apresentação Foto: Livenation

Green Day em apresentação Foto: Livenation

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Começar um texto pedindo desculpas sempre foi algo que condenei, mas nesse caso preciso abrir uma exceção. É claro que o recém-lançamento de “Bang Bang” é importantíssimo para os fãs de Green Day, mas é que, a essa altura do campeonato, a volta da identidade do trio de Oakland é mais que necessária para garantir até mesmo a sobrevivência do legado de uma das poucas bandas punk que entraram pro Rock N’Roll Hall of Fame. Não que a banda deixou de ser incrível, mas eles precisavam de uma redenção para si.

Desde que atingiram o topo das paradas e literalmente conquistaram o mundo com American Idiot, o Green Day sabe que repetir o feito  se tornou algo difícil. O lançamento de 21st Century Breakdown veio cheio de expectativas, mas não passou disso. E logo depois, em 2012, a banda se soltou das amarras do punk, adotou influências do rock clássico e praticamente vomitou a trilogia ¡Uno!, ¡Dós! e ¡Tré! para os fãs.

Da esq. pra dir. Mike Dirnt, Billie Joe Armstrong e Tré Cool Foto: Reprodução
Da esq. pra dir. Mike Dirnt, Billie Joe Armstrong e Tré Cool. Foto: Reprodução.

Muito do que se pode atribuir ao baixo impacto das obras pós-American Idiot podem ser refletidas pela própria ideologia por trás do álbum. Com American Idiot, a banda compôs uma incrível ópera-rock cujas faixas fugiam da convencional estrutura de verso-ponte-refrão. A narrativa por trás dos personagens e a sequência perfeita de sentimentos provocados pelos ritmos fizeram do álbum um dos mais importantes da geração atual. Repetir o sucesso depois disso teria sido algo sobrehumano e talvez os próprios integrantes soubessem disso.

O álbum posterior, 21st Century Breakdown, foi lançado cheio de expectativas, mas não correspondeu. E a trilogia ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré! pegou todo mundo de surpresa. Os discos continham faixas incríveis, mas a mudança de postura da banda, uma marca do trabalho do trio, lançada em três álbuns e de maneira tão rápida, foi algo duro de digerir até mesmo para o mais aficcionado entre os fãs.

De lá pra cá, a vida e obra do grupo foi uma opera-rock difícil de narrar até mesmo por BJ, Mike e Tré Cool. Problemas com pílulas e bebida fizeram Billie Joe ser protagonista de um papelão no festival iHeart e ir parar na rehab, enquanto Mike Dirnt, logo depois, enfrentaria o drama e a notícia do câncer de sua esposa. Jason White, guitarrista de apoio em shows da banda, também enfrentaria um câncer, e tudo fluindo ao som de “Misery”, faixa do icônico Warning.

Mas quatro anos depois de seu último trabalho, “Bang Bang” foi ao ar junto com a promessa de uma banda que é cheia de credibilidade com datas. Revolution Radio, o novo álbum, será lançado em 7 de outubro e o seu single já deu as caras logo em agosto, para deixar os fãs mais que eufóricos.

Em entrevista recente à Rolling Stone americana, Billie Joe Armstrong contou um pouco sobre tudo que envolve o novo trabalho: provocações, protestos e principalmente a volta às origens. E para quem torce a sobrancelha, o single vem como ótimo material de propaganda.

Green Day Portrait Session 1994 Foto: Catherine McGann/Getty Images
Green Day Portrait Session 1994. Foto: Catherine McGann/Getty Images.

Em entrevista recente à Rolling Stone americana, Billie Joe Armstrong contou um pouco sobre tudo que envolve o novo trabalho: provocações, protestos e principalmente a volta às origens.

Billie Joe também conta ao entrevistador o plano de fundo da faixa. “Bang Bang” vem com o ponto de vista de um mass shooter. O vocalista confessa que tentar entrar na mente de um para escrever o levou à insanidade em poucos segundos, mas que é justamente nessas feridas que o novo álbum vem para mexer. E para deixar tudo ainda melhor e aumentar ainda mais as expectativas, Revolution Radio é um álbum produzido pela própria banda, trancada em estúdio.

Mais uma vez, Green Day vem com a intenção de quebrar suas próprias regras e regar sua carreira com sua própria atitude anarquista. Nesse ponto, “Bang Bang” vem como uma excelente notícia desde o lançamento de California e, como dito no título, soa mais importante para a banda do que para os fãs.

O single veio para mostrar um novo bom-e-velho Green Day que conhecemos, que superou todas as adversidades de suas vidas pessoais para tentar se superar novamente em estúdio. E mesmo que Revolution Radio não alcance o mesmo patamar ou maestria de American Idiot, já pode ser considerado um dos trabalhos mais importantes da carreira do grupo: se Dookie os lançou e American Idiot os consagrou, Revolution Radio pode ser o renascimento de uma banda que se tornou lendária por quebrar as regras, especialmente as próprias.

Nesse ponto, “Bang Bang” é mais que um tiro certo na hora certa. É a marca de que uma das bandas mais importantes da nova geração do rock não está a fim de abrir mão do seu espaço conquistado com muito sangue, suor e acordes velozes e que eles finalmente voltaram a se encontrar dentro de sua própria música.

fb-post-cta

Tags: Bang BangGreen DayhardcoreMúsicaPunkRock

VEJA TAMBÉM

Líder do The National, Matt Berninger vem ao C6 Fest com sua carreira solo. Imagem: Chantal Anderson / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Matt Berninger

2 de abril de 2026
Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Em 'O Adversário', Emmanuel Carrère reconta um dos crimes mais chocantes da história da França. Imagem: Andreu Dalmau / Reprodução.

‘O Adversário’: a história real de um homem que matou para sustentar uma mentira

29 de maio de 2026
Bárbara Lennie e Victoria Luengo dão vida a Elsa e Patricia no nome filme de Pedro Almodóvar. Imagem: El Deseo / Divulgação.

‘Natal Amargo’ transforma memória e luto em ficção melancólica

28 de maio de 2026
O escritor estadunidense de origem tailandesa Tony Tulathimutte. Imagem: Vincent Tullo / The Guardian / Reprodução.

‘Rejeição’, de Tony Tulathimutte, é o livro do ano

22 de maio de 2026
Zazie Beetz encara demônios em 'Eles Vão Te Matar'. Imagem: New Line Cinema / Divulgação.

‘Eles Vão Te Matar’ diverte como terrir, mas é mais do mesmo

19 de maio de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.